sábado, maio 20, 2006

Bom fim de semana


Foto Ladurée.

quarta-feira, maio 17, 2006

A laranja mecânica implacável...e puritana...



Ayaan Hirsi Ali mentiu nos motivos que apresentou para obter asilo político nos Países-Baixos. Diga-se em boa verdade que ainda assim quando chegou vinha fugida de uma casamento forçado. Mas mentiu. E por isso será punida. Sem recurso, sem perdão. Fala fluentemente neerlandês, implicou-se de tal forma na vida do país que até deputada se tornou. Integrou-se de tal forma que escreveu o guião para um filme de intervenção sobre as mulheres muçulmanas realizado por Theo Van Gogh. Mas isso não conta. Não tem qualquer peso. Apesar do governo de direita liberal argumentar que as medidas mais rígidas que tem vindo a adoptar em matéria de imigração têm por objectivo promover a integração dos imigrantes, a sua adesão a valores, à língua, à cidadania, etc...

A verdade é que o verniz quando é fino rapidamente estala e mostra o que devia esconder. A tolerância, a segunda oportunidade é tudo muito bonito mas é para "inglês ver". Uma clara maioria de holandeses, segundo as sondagens, queriam-na fora do país. Mentiu, punida já!Não há cá meios termos,nem atenuantes, nem outras sanções possíveis.

Deve ser a minha matriz católica (ultra não praticante) latina, eu não sei, mas dava-lhe uma segunda chance. Este cortar a direito nunca há-de ser do meu feitio. E tenho orgulho nisso.

P.S.: Como é natural, nem todos os holandeses são assim. Leia-se aqui um exemplo.

My name is...


***Your Japanese Name Is...***

Tani Suzuki. Uhmmm...aha....uhmmmm...gosto:-)


What's your Japanese Name?

terça-feira, maio 16, 2006

Dicas bruxelenses para dias de chuva...e de sol

Às vezes estamos a meio da semana, passa das 9 da noite e apetece sair. Mas nada de muito formal. A vontade não é bem de cinema, nem de restaurante, nem de bar ou café. O que apetecia mesmo era sair 1 horita para espairecer, encontrar uma ou duas amigas/os, conversar descontraidamente e depois voltar para casa com a cabeça desanuviada.
Às vezes é fim de semana e entre as 7 e as 9 da noite não há nada para fazer e apetecia sair...conversar sobre tudo e nada, num sítio descontraído, familiar...
Eu tenho um segredo, é a minha solução para a chuva, para o calor húmido para o bom e mau humor. Chama-se:


O nome malandro vale a ida. Desde que o conheço que afirmo contente e sem pudor: Vou ao ZiZi;-). E não sou só eu, o ZiZi está sempre cheio, mesmo às 10 da noite quase a fechar. ZiZi foi o seu fundador italiano que em 1933 aqui assentou arraiais vindo de Itália. A arte italiana está lá, na delícia e variedade dos sabores (pardon, parfuns), na textura cremosa, na autenticidade dos ingredientes e na fruta fresquinha que decora as inúmeras copas.



A clientela é outro atractivo. Da família magrebina, ao casal burguês belga, dos jovens eurocratas, aos asiáticos, indianos, jovens,velhos, com filhos, sem eles,com vontade deles ou não. Lá, vou com as minha amigas, com o meu companheiro, com todos, separadamente e sózinha.

Sem pretensões na sua aparência, gostava de acreditar que nunca deixará de existir: é uma instituição.

Não tem as côres falsas a cheirar a conservante do rival recém-chegado enche a rua de música para atrair a clientela.

Mas actualiza-se, não se pense que não. O ano passado mudou as cadeiras e mesas. E em todas as estações tem sabores da fruta da época que são de chorar por mais. Até tem gelado de leite de "arroz" para quem sofra de intolerância aos lacticínios. Por vezes saltito de copa em copa, consoante a estação, mas volto com frequência à copa Borneo, é a minha eleita. Fruta fresca(abacate, papaia,manga e maracujá) com quatro sabores(baunilha, banana, meloa e leite de amêndoa doce). Uhmmm...

É o meu cantinho do bem-estar. Fica na rue de La Mutualité 57, mas o mais fácil é seguir a rue Vanderkinderen, logo depois do cruzamento com a av. Brugmann. Está lá sempre, na esquina, fiel, simpático, acolhedor. O ZiZi :-)

sábado, maio 13, 2006

Bom fim de semana



"Les Réligieuses".

Foto Ladurée.

quinta-feira, maio 11, 2006

O Diario estava a precisar...

Duma visita do Chang Chen, meu actor chinês favorito (pausa para suspiro primaveril) que iluminou com sua magnífica presença filmes como o 3X , 2046 ou Tigres e Dragões.


O diario estava também a precisar de...arrumar a casa:


Parafraseando a minha querida amiga Morag que é escocesa, há pessoas que são "a total waste of space". Pois eu aplico a sua máxima ao meu blog ( e não à blogosfera onde todos têm o direito a existir,claro) e digo" some blogs are a total waste of blog template space". E assim vai uma dança no meu índice de leituras. Saiem poucos, entram alguns. Mas sou fiel, muitos ficam.

O pessimismo é um luxo


Shirin Ebadi é iraniana, tem 58 anos e foi prémio Nobel da Paz em 2003. Encontra-se neste momento na Europa a fazer a promoção da sua autobiografia : "Iranienne et libre,mon combat pour la justice" éditions de La Découverte. Autobiografia que não será publicada no Irão.
Shirin foi a primeira juíza no Irão. Destituída das suas funções pelos Mollahs depois da revolução islâmica, não desistiu e apesar de inúmeras dificuldades conseguiu obter o estatuto de advogada. Há trinta anos que luta pelos direitos humanos e pela democracia no seu país(criou três ONG's com o dinheiro do Nobel). Hoje, num momento em que se fala de um possível ataque dos EUA ao Irão, num momento de escalada das tensões, num momento em que o Irão tenta construir a bomba atómica, Shirin afirma acreditar que o seu país pode evoluir para a democracia. As reformas podem ser realizadas através de novas leis votadas pelo Parlamento. Foi o que aconteceu durante o governo dos reformadores.


Não considera a possibilidade do exílio. É no seu país que continuará a lutar apesar das pressões e ameaças do governo iraniano. Já esteve presa uma vez, sabe que é um risco que persiste.E continua a lutar pela democracia, pelos direitos humanos, pelo fim da discriminação de que são alvo as mulheres ( a responsabilidade jurídica duma mulher no Irão começa a partir dos 9 anos ,uma rapariguinha de 10 anos pode ser executada pelo que lá se considera um crime).


Acha que contra os Estados onde reina a vontade arbitrária, só o diálogo e as negociações são possíveis, nunca o caos ou a guerra.

E não desiste. Não pode. Diz não ter o direito de deixar de acreditar, de ser pessimista. Para que o barco não se afunde ela tem de continuar a remar, sempre, sempre com todas as forças.

Uma lição.

terça-feira, maio 09, 2006

9 de Maio


Dia 9 de Maio assinala o dia da Europa e de Robert Schuman por ser este considerado um dos pais da Europa. Para quem trabalha nas instituições europeias este dia é também feriado. Com humor apelidamos este dia "Saint-Schuman" pelo facto de ser feriado.
Estando eu em casa a gozar do descanso próprio a este dia, lembrei-me da origem do meu percurso comunitário. Porque me tornei eu numa "Europeísta, malgré tout, convicta? A resposta encontrei-a logo. Não começou por ser uma questão de princípio, nem tão pouco ideológica.
Começou por ser uma forma de estar, muito natural e sem teorias. Começou exactamente no ano lectivo 92/93 durante o Erasmus em Montpellier. A opção de fazer o Erasmus era óbvia desde o primeiro ano de faculdade. Queria conhecer mundo, queria voar, Coimbra só já não chegava, nem Lisboa sequer. Queria aventura, queria por-me à prova. Queria escapar ao raio de acção da consciência parental. Sim, esta terá sido uma das principais razões.
Chegada ao terceiro ano, Montpellier lá fui eu. E assim como eu fui, foram uma série de italianos, espanhóis, holandeses, alemães, ingleses e provavelmente outros de que já não me lembro. A bolsa foi de nove meses. Nove meses de gestação de uma realidade que desde então nunca mais deixou de me acompanhar nem de me fascinar: os europeus, me and my other me.
Aprendemos a conhecer-nos, passámos de curiosidades exóticas a pessoas simplesmente com nome, gostos, qualidades e defeitos. Aprendemos a coabitar, a integrar a França com dificuldades semelhantes, com um prazer tantas vezes partilhado.
Trocámos saudades,palavras,línguas, receitas, amores, desamores, festas, cumplicidades, músicas e amizades. E no fim, já ninguém tinha uma nacionalidade: eu era eu, e cada um tinha um nome e já não era só o grupo que nos definia.
Depois disto a Constituição, Schengen os Tratados são pormenores. O essencial estava feito, estava lá. Está no estômago, no fígado e no coração. Nunca mais desapareceu.E ainda bem:-)

No meu blog é Primavera quase Verão



...sim, pelo menos no blog, a Primavera é quando eu quiser.

*foto minha do campo português.

domingo, maio 07, 2006

Dia da Mãe


Apertado, apertado e com muitos beijinhos e com cheiro de mãe e com saudades...

P.S.: Só mais uma coisinha mãe. Hoje confirmou-se o que suspeitava. A sociedade patriarcal existe porque os homens "have issues" com as mães deles. Sabes, visitei os blogues do costume. É verdade que a maioria são escritos por homens que só escrevem sobre coisas sérias ou seja só política e... futebol. Olha,só dois se lembraram de ti, de resto nem um falava das mães. Sabes, vão dizer que o teu dia é todos os dias,é ridículo teres um dia...Mas ainda noutro dia festejavam o 25 de Abril e queixavam-se que cada vez se recorda menos. Eu recordei-o mãe, não te preocupes. Mas quanto ao teu dia, olha, népias, nickles , pickles batatóides. São uns mal amados com dúvidas de identidade, uns amnésicos, egocêntricos? Não sei. Mas olha mãe, há esperança, porque um rapaz lembrou-se da mãe dele. Vai levar anos, mãe, mas isto vai mudar:-)

sábado, maio 06, 2006

Bom Fim de Semana

Foto Ladurée.

sexta-feira, maio 05, 2006

Países com manual de instruções


Dois livros, um sobre a Bélgica outro sobre a Inglaterra. São como o manual de instruções para quem queira perceber um pouco mais como funcionam, o país e sobretudo as suas gentes.
Comecemos pelo primeiro: "België voor beginne(ers)lingen" que se pode traduzir mais ou menos por A Bélgica para princip/estrangeiros. Obra de Bert Kruismans e de Peter Perceval. Com muito humor este dois belgas de gema explicam-nos aquilo que mesmo depois de vários anos de Bélgica nem sempre percebemos. Aliás o livro não se destina apenas a estrangeiros, destina-se igualmente aos ...belgas. Com números e toda uma série de comparações e análises explicam-nos o que é a Bélgica. Talvez seja melhor ler o livro enquanto o país existe tendo em conta as tendências independentistas que cada vez mais se fazem sentir . Digamos que é um curso de integração feito por humoristas. Segundo Yves Desmet, este é o únco curso de integração possível para a Bélgica...
Aliás o livro começa com um diálogo fabuloso.Passa-se em 1991 entre um ugandês e um dos autores:
"Eu: Primeiro tenho de explicar-lhe que no meu país vivem vários povos.
Ugandês ( Negro preto, no original): quer dizer "tribos"?
Eu:Não, povos.
Ugandês: E qual é a diferença entre esses povos?
Eu:A língua. Uns falam Neerlandês, outros Francês e um pequeno grupo Alemão.
Ugandês:Sim,sim, são tribos.
Eu:Chame-lhe o que quiser. A verdade é que temos de votar com muita frequência.
Ugandês: Para escolherem o vosso chefe de estado?
Eu: Não, o nosso chefe de estado não é eleito. Temos um rei.
Ugandês:E de que tribo é ele?
Eu: De nenhuma das três. Ou seja, é de origem alemã.
Ugandês: Como assim?
Eu:Trata-se duma família alemã. Os Van Saksen Coburg Gotha.
Ugandês: Isso é mesmo de loucos. Então os alemães não perderam a guerra?
E eu fiquei sem palavras..."

"België voor beginn(ers)lingen" existe em neerlandês e possivelmente em francês (mas não verifiquei). Pelo que só está disponível para quem domine a língua de Hugo Claus ou Tim Krabbé ( a menos que alguém o traduza...).





O segundo intitula-se "Watching the English-the hidden rules of english behaviour". Não é um livro de intuito humorístico. Kate Fox é Antropóloga-social e pretende apresentar o resultado de vários anos de observação , experiências, reflexões e conclusões. No entanto a forma como escreve é acessível e visa o grande público. O tema em si encarrega-se por suscitar sorrisos e gargalhadas. Kate analisa os códigos da sociedade inglesa: os de conversação, com temas recurrentes como o Tempo, as regras do humor, códigos de classe, etc.. ;e os códigos comportamentais, como o comportamento nas estradas, forma de vestir, de decorar as casas, regras para o sexo e comida entre outras.

São dois livros que não invalidam o prazer de descobrir e decifrar um país e seu povo na nossa experiência diária. Dão-nos no entanto pistas interessantes para perceber aquilo que nos escapa. Por vezes confirmam também o que já adivinhávamos. O exercício de que resultam é interessante dado que feito por nativos dos respectivos países.

quinta-feira, maio 04, 2006

Diz-me que série vês, dir-te-ei quem és...

Na revista Psychologies-Belgique deste mês é feito o retrato do espectador consoante a série culto da sua predilecção. Ora, a minha foi e continua a ser (sim que eu não traio as minhas meninas facilmente) a série Sex and the City. Nunca a achei fútil, nem só sobre sexo, crítica que lhe ouvi fazerem muita vezes. Ainda que, se fosse só sobre sexo valeria a pena.

Para outros fãs, aqui fica o artigo:

Sex and the City
O amor desculpabilizado

Testemunha, Marion, diz: "As quatro personagens de Sexo e a Cidade são mulheres que assumem completamente as suas vidas sexuais e profissionais. Mesmo a Charlotte, a mais conservadora deixa-se seduzir pelos seus desejos..."
Porquê: Hoje em dia a procura de uma relação estável é cada vez menos politcamente correcta. O Sexo e a Cidade desculpabiliza as mulheres , recorda-lhes que é possível a cohabitação de uma sexualidade vista como mais masculina com uma disponibilidade para o romantismo. Esta série reabilita a faceta plural e paradoxal do desejo das mulheres".
Desculpabilizar, desejo, sexo, romantismo, amor, liberdade...como é que eu não havia de gostar! Fica a questão: E quem não gosta, porque será?

Small countries in the EU

Foi graças a um post no blog "Para lá de Bagdade" que descobri e li este artigo do Guardian de hoje, da autoria de Timothy Garton Ash. Timothy escreve sobre as vantagens da UE ser constituída maioritariamente por pequenos países. O jornalista encontra-se em Portugal e como estrangeiro tem uma visão externa do nosso país e de outros países que me parece muito interessante. Concordo bastante com ele. Só quando o digo lá em Portugal acham que já não sei como é o país, blá,blá,blá. Mas eu continuo a acreditar em nós. Provavelmente porque eu sou um(a) de nós e acredito muito em mim;-)
A este propósito fica registado neste artigo do DN de hoje (encontrado no blog do Irreligous, o muito-a-frente) como a maioria dos portugueses gosta pouco do que tem, idealizando o jardim do vizinho. Recorda-me uma conversa que tive há pouco tempo em que me diziam que o nível de vida em Portugal está difícil, está tudo cada vez pior, que eu na Bélgica não sei o que isso é, blá,blá. Pois é, eu funcionária não sei o que isso é, mas o bom do trabalhador belga é outra história. Sabiam que um professor primário com 10 anos de carreira ganha 1200€/mês na Bélgica? Que a taxa de desmprego atingiu os 20% em bruxelas há dois anos? Que podem viver anos consecutivos com contratos precários a prazo que são continuamente reconduzidos. Enfim, nem tudo é maravilhoso, nem tudo é terrível. Mas muitos portugueses parecem continuar a precisar de acreditar no distante Eldorado...

quarta-feira, maio 03, 2006

CYRZ - Oiçam!


No Domingo fui a um concerto de olhos fechados. Fui sem saber ao que ia. Deixei-me levar confiante no bom gosto do Sr. A.
O grupo que nos levava là era o "Mickey 3D". Grupo Rock francês de Saint-Etienne. Dos Mickey3D gostei muito. Gostei das letras de intervenção e do som. Uma das músicas chama-se "Marathon Man" e segundo eles versa sobre um homem pequeno que jurou tramar todos os que o gozaram e chegar a Presidente da República, does it ring a bell? ;-)

No entanto, antes do grupo "titular " do concerto tivemos direito a dois convidados. O primeiro conquistou-me. Por si só valeu a ida ao Cirque Royal. Chama-se Cyrz. A estranheza do nome acompanha-se de uma música onde prima a palavra "en rouge et noir". Confesso que é desta música francesa que mais gosto. Em que o cantor/cantautor diz as suas letras quase sem cantar. Aí transparece a beleza da língua francesa. Cyrz canta sózinho com a sua guitarra.Ouvimos algumas canções do seu novo album: "Fer Forgé". Ninguém o conhecia, nem ninguém estava ali para o ouvir. Mas a verdade é que a certa altura alguém lhe gritou do público:

- Comment tu t'appelles?

ao que ele respondeu timidamente: Cyrz

-Tu cartonnes!!!

Pois é. Cyrz t'es génial!

Tsotsi

Tsotsi vive num township. Ele e o seu bando vivem de assaltos, do que roubam. Um dia, Tsotsi rouba um carro de uma sul africana que expulsa brutalmente e foge. Mas espera-o uma surpresa: no banco de trás do carro está o início da mudança.

"Tsotsi" é um filme sul-africano cru e simultâneamente com esperança.
Clicar na imagem para ter acesso ao site oficial do filme.

terça-feira, maio 02, 2006

Amigos

Existem perto e à distância. Não cobram amizade, não reclamam dias, nem contam horas. Curiosos pelo que somos, com vontade de partilhar, há os que vêm de vez em quando permitir o reencontro. Assim foi com a Si este fim de semana. Passam os anos e continuamos o nosso caminho paralelo. Conservamos um respeito mútuo e o desejo da felicidade respectiva.
Quando parte, fica uma saudade recheada de boas recordações ainda mornas.
Desta vez ficou também este livro, lindo! "Oscar and Hoo". Gosto dos amigos e amigas que deixam sementes que eu depois planto e deixo crescer. É assim que gosto deles e é assim que gosto que gostem de mim. Livre, com caminhos próprios que se cruzam quando querem.Sem obrigação. É tão bom.