terça-feira, dezembro 30, 2008

Depois de muito ler...

... e tecer muitas reflexões a verdade é que não vi o discurso do PR. Os antecedentes levaram-me a esperar mais um momento de manipulação política tosca, mal fundamentada, mal alinhavada. O que tenho lido leva-me a crer que não me enganei.

Em contrapartida, tenho visto os meus dvd's de Tim Marlow : Great artists - the collection". Arstistas por artistas prefiro os Grandes.



terça-feira, dezembro 23, 2008

Aguardando o Natal...

... de molho na cama, estou com gripe depois de praticamente um ano inteiro sem adoecer. Nada de muito grave, um bocadinho de febre e tosse, muita vontade de dormir. Por sorte já estou em Portugal de férias e o que não me falta é tempo e calma e mimos para recuperar.

Cheguei no Sábado e ainda tentei dar um salto à Baixa para comprar os últimos presentes que me faltavam. Perante a multidão avassaladora refugiamo-nos no terraço do hotel Regency Chiado e depois no salão de chá Castella do Paulo onde comemos uns óptimos macarons e pão de ló japonês. Viemo-nos embora sem presentes, desejosos de fugir à confusão.

Ontem resolvi tentar a sorte nas Caldas. A mesma confusão e mar de gente apesar da escala ser outra.
Hoje, estou de cama mas dizia-me o meu pai que saiu de manhã que está um mar de gente na rua.

E eu que li tanto e ouvi tanto falar de crise, estarei a delirar? Deve ser da gripe, da febre, talvez...

quinta-feira, dezembro 11, 2008

Liu Xiaobo

Deparei-me com o nome de Liu Xiaobo ao ler este artigo no Epoch Times. Durante a viagem à China e já antes até, me questionava sobre a dissidência na China. As opiniões que se ouvem deste lado , do nosso entenda-se, oscilam entre o repúdio da China mais primário amalgamando regime com povo e cultura (amálgama que tem o equivalente nos chineses que confundem governo chinês com China), e a compreensão e tolerância mais ingénuas. Depois da ida à China não fiquei com ideias mais claras. Em Pequim e Xangai o desenvolvimento económico é notório, impressionante mesmo, mas a imprensa e tv são claros orgãos de propaganda. Encontram-se no entanto livrarias com livros noutras línguas, nomeadamente em inglês. Muito frequentadas e com as novidades que encontramos por aqui. Obviamente acessíveis apenas a uns happy few, sendo que lá os few são milhares ou alguns milhões. No hotel tínhamos CNN e BBC, a internet era grátis e rápida nos quartos, inclusive dum hotel num hutong. Todos os sites que consultei eram acessíveis.
Entretanto, o que passa nos medias é uma exaltação do nacionalismo chinês que formata sem dúvida uma parte da população (grande? pequena? não sei). E quem está contra? Estarão os chineses anestesiados com a perspectiva de riqueza, com a perspectiva do fim da miséria? Não são perspectivas negligenciáveis, sobretudo para quem viveu na pele a miséria e a revolução cultural. E são as mesmas perspectivas que nos vão calando a todos.

Conheço alguns autores chineses que escrevem no estrangeiro preferindo manter-se à distância do regime. Curiosamente, Qiu Xiaolong (ler: djou xiaolong) encontra-se facilmente nas livrarias inglesas de Pequim. Mas em quinze dias pouco se vê, a lingua é uma barreira e a verdade é que nunca ninguém ousou verbalizar a mais pequena crítica ao regime ao contrário do que aconteceu na viagem ao Cambodja. O que não deixa de ser eloquente.

Tudo isto para dizer, que sob a bulício empreendor das duas grandes cidades chinesas, da sua azáfama e aparente indiferença a questões políticas desconfio que correm outros rios, ainda que pequenos e frágeis. A prova está aqui: lista de dissidentes chineses.
Um exemplo é Liu Xiaobo. Liu Xiaobo é um activista chinês, representante da Press China, braço chinês da organização que defende a liberdade de expressão dos media. Acho mais interessante e muito informativo saber o que pensa uma pessoa que luta por estes direitos correndo o risco de prisão, de perder a vida até. Por isso deixo aqui um artigo que ele escreveu sobre a corrupção e a liberdade de imprensa na China. E deixo igualmente uma entrevista que deu ao Der Spiegel (traduzido para francês) por ocasião dos JO de Pequim. Liu Xiaobo foi recentemente detido pelas autoridades chinesas.

Na BBC News de hoje encontramos um artigo sobre as detenções de peticionários em hospitais psiquiátricos em Xintai, província de Shandong. Apesar das ameaças, há chineses que reclamam , que se queixam. A consciência do direito à reparação, o direito à queixa e sua divulgação denotam o surgimento duma consciência cívica da China distinta da pertença ao partido único. Com a internet como instrumento de divulgação esta dissociação de identidade crescente e acentuada pelos casos de corrupção poderá ser um dia o motor de reformas políticas num governo que teme o caos e a revolta. Quando governo deixar de ser para eles sinónimo de país. Será? Oxalá.

Acrescento: Liu Xiaobo encontra-se detido entre outros motivos provavelmente por ser coautor e cosignatário da "Charter 08". Para saber mais sobre a Charter 08, ler este artigo do New York Times.

segunda-feira, dezembro 08, 2008

Lao Tse dizia:

"Ceux qui savent ne parlent pas, ceux qui parlent ne savent pas." Lao Tse.

Frase a recordar sempre que ouvirmos um boato. Isto é, se não conseguirmos mesmo evitar ouvir o boato...

sexta-feira, dezembro 05, 2008

Coisas boas que não têm preço

O título deste post deve ser interpretado de duas formas. A metafórica e a literal. Lembrei-me de partilhar com quem me lê algumas dicas. São coisas gratuitas ou quase a que podemos ter acesso e de boa qualidade.
A sugestão de hoje é a seguinte: insira as palavras BBC documentaries no motor de busca do You Tube e regale-se. Tão simples como isto. Podem afinar a busca e acrescentar a palavra Art, ou seja, BBC Art documentaries. Ontem assisti ao episódio : BBC-Art of Spain 3 - The Mystical North. Fantástico. Está dividido em 6 partes . Já descobri que por lá anda o equivalente para a Espanha do Sul : BBC - The Art of Spain 1 - The Moorish South e o n°2 : BBC - Art of Spain 2- The dark heart. Já estou a ronronar de prazer e antecipação...

Vale a pena ler

O artigo de opinião de Fernanda Câncio no DN de hoje e este post do blog A Forma e o Conteúdo.