terça-feira, outubro 30, 2007

Regressando... II

Casas sino-coloniais em Singapura (Chinatown e Emerald Road):








































O que passei a conhecer pelo caminho:




"Autum fruits", imagem retirada daqui.



A Galeria Hakaren e a editora SNP- colecção Quintessential Asia, graças à leitura de "Tangerine" de Colin Cheong.


...e o blog de JB Jeyaretnam, principal líder da oposição em Singapura, preso e perseguido pela justiça. Hoje em liberdade, pai de Philip Jeyaretnam, escritor reconhecido ( "Tigers in Paradise") e premiado no próprio país.




Agora mesmo dava tudo por umas bolinhas de neve ou "Xue Yuan", nome duma sobremesa chinesa que faz jus ao seu nome.

Regressando... I

...aos poucos, porque quando uma viagem é intensa não se volta num dia.


Hu YongKai - Pintor chinês descoberto numa galeria em Singapura:

Quadro "Pure Harmony" retirado daqui




"Malacca voices from the street" livro de Lim Huck Chin e Fernando Jorge que descobri numa loja de antiguidades chinesas na rua Jalan Tun Tan Cheng Lock em Malaca. Sobre o livro, ver mais aqui.














Malaca:


















Kuala Lumpur:

































Magníficos "Xiao Long Bao" no restaurante Din Tai Fung em Singapura:




sexta-feira, outubro 12, 2007

"Out of blog reply"



Fui espreitar estas torres...




...e estas casas também.

Fiquem bem :-)

quarta-feira, outubro 10, 2007

País no divã

Tenho acompanhado pelos jornais a posição de João Cravinho sobre a corrupção em Portugal, reacções do governo e do grupo parlamentar socialista, proposta do PCP, artigo de Vasco Pulido Valente, etc...
Assitir à reacção do nosso mundo político às excelentes propostas de João Cravinho, ele próprio socialista, faz-me pensar numa consulta de psicanálise. Aliás o próprio Cravinho fazer essas propostas acentua a sensação de autoanálise. Aqui estou eu a espreitar uma autoanálise dum qualquer paciente que em parte consciente, decide autoanalisar-se, auto-criticar-se, autocurar-se. Só que entre deitar-se no divã e mudar comportamentos duma vida vai uma grande distância. Percorrível, não esmoreçamos, mas ainda assim longa. Muito raramente curta. E parece que não vai ser este caso a excepção que confirma a regra.
Cravinho, qual super-ego racionaliza e propõe soluções.É a consciência. Felizmente existe, ou finalmente existe, ainda que isolado. Mas, há o ego (partidos políticos, governo, quantos de nós) que se ilude em orgulhos e interesses de horizontes curtos, que repete os mesmos erros, instalado nas suas certezas aparentemente seguras.
Quantos no nosso país já se contam do lado do "consciente", i.e de João Cravinho? Será que vamos assistir a um ser que se autoreforma e cura? Seria bom, penso mesmo que será a única solução. Infelizmente, esta terapia vai demorar muito tempo. O pobre consciente parece ínfimo e isolado perante o egoísmo, teimosia e orgulho do ego.
Só espero que a terapia resulte. Porque submerso permanece o inconsciente. Massiço, primitivo, irracional, tende a vir à tona quando não lhe dão ouvidos.

segunda-feira, outubro 08, 2007

Lembram-se da celeuma sobre os maiores ou melhores portugueses de todos os tempos?

Lembram-se do choque que provocou o resultado final?
É fácil perceber porquê. Veja aqui. A ignorância é perigosa. Somos todos responsáveis. Curiosamente um dos poucos que responde bem é um asiático. Fico a perceber melhor as incompatibilidades de Maria José Nogueira Pinto com a comunidade chinesa...

sexta-feira, outubro 05, 2007

Bom fim-de-semana!


"Dan Dong doesn't believe in omens. Omens such as an enormous red spider and a double-yolk egg, which the old folks in his home village consider ominous. Otherwise, he would decide against attending the banquet and go with his wife, Little Plum, to get expired canned food that the factory where Dan used to work is giving away.(...) The cold dishes are presented. Each of them is designed as an ancient chinese character.(...) The intense colour of the red meat juxtaposed with the translucence of the jellyfish, set on bone-white, paper-thin china, is so striking that the dish could go directly to an art gallery."


in The Uninvited de Geling Yan.


Deixo-vos esta guloseima...

Cínica I

Arrancou-a aos pensamentos e puxou o assunto sem motivo aparente.

Contava que lhe tinham pedido que ficásse, que de facto o reconheciam na rua, que já tinha fãs, que tudo tinha continuado graças a ele, porque gostavam tanto dele. Ela olhava-o imperturbável disfarçando a gargalhada sonora que ressoava no seu interior. Farta do seu próprio cinismo, afirmou objectiva: "Nessa noite deitáste-te com o ego a rebentar de inchado". Sim, respondeu sorrindo de contente.

A gargalhada voltou a ressoar.

Cínica II

Arrancou-a de novo aos seus pensamentos.
Já lhe tinha visto aquele olhar. Ouvi-o dizer-lhe que era belo ouvi-la falar aquela língua. Repetiu, caso não o tivesse ouvido à primeira. Ela desviou o olhar para o lado oposto, lentamente, respirou fundo, arrumou a cara, deu-lhe um toque de neutralidade aparente e preparou-se para o que vinha ali. Que tinha reparado que ela fazia tudo com paixão, que admirava isso, que era um prazer, que era tão positivo.
Sentiu a facilidade da lisonja a alisar-lhe o pêlo. Deixou-se acariciar no sentido do pêlo, precisamente, uma, duas vezes. Já chegava. Atalhou que nem sempre era assim. mas que ainda bem. Regressou ao manual que a mantinha ocupada a repetir sons forasteiros.
Na mente a imagem duma embalagem de graxa.

terça-feira, outubro 02, 2007

A minha decadência ...


... começou quando estando eu a sair dos correios me chegou à narina esquerda um vapor húmido quente, de refugo gorduroso, que me suscitou na memória primária a imagem duma batata frita. Em dois segundos o meu navio mudou de rota e entrei no reino do M gigante e amarelo que me saudou com um sorriso de plástico viscoso. Enterrando-me na minha animalidade encomendei o menú maior com a ditas batatas fritas. Chegada a casa engurgitei-o alarvemente e só parei na última gota de mayonnaise. Fiquei a giboiar num torpor de nojo e prazer na esperança que me aguente mais 10 meses sem ceder.

segunda-feira, outubro 01, 2007

Birmânia


O que podemos nós fazer perante a aflição alheia? O que podemos fazer para ajudar outros na sua luta pela liberdade? Quando estão longe e sob o jugo de uma junta militar como é o caso da Birmânia há já 45 anos, não sei o que posso fazer. Acredito que a tomada de consciência e formação de massa crítica que consteste o poder na Birmânia é o fundamental. Mas em tempos de globalização, a consciência e a massa crítica mundializam-se.



No Puxa-palavra encontrei um post de Raimundo Narciso com um link para uma petição. Uma petição endereçada à China, para que esta mude a sua posição no seio do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Deixo aqui o link para a petição .