quarta-feira, novembro 28, 2007

Quien fue, oh, quien fue...

que tieve la briliante idieia?

Hipótese 1: Alguém que não frequentou os liceus e escolas secundárias dos anos 80 ... e depois

Hipótese 2: Alguém que não fala ou ouve adolescentes há muitas décadas.

Hipótese 3: A concorrência

Hipótese 4 : Um adolescente

Mas quem sabe, talvez o produto se destine a adolescentes e nesse caso...até poderá funcionar...

P.S.: Acabo de constatar que o produto em causa se destina ao segmento jovem...e idoso. Os CTT com tanto humor, nunca pensei.

Provavelmente...

...um dos melhores e mais honestos artigos sobre o futuro aeroporto internacional da/de ... . Ler aqui.

terça-feira, novembro 27, 2007

O meu segredo de grandeza

Os pés quentes , no chão morno, da noite quase terminada. O mar de telhados. A tempestade seca, o céu de sonho... e o canto do muezzin. Só para mim, pensava. Isto agora era só para mim. Malaca

Indo - hindu

Nada acontece sem sabermos, nada, nada. Nem que a única razão seja a loucura...ou o acaso. O acaso pode ser um factor, um motivo. De todos os que se vão esgotando por vezes sobra o acaso. A probabilidade do acaso. O caudal pensa levar-nos e leva. E nós de vez em quando entreabrimos sonolentos as pestanas e sorrimos: estou a topar-te. Leva-me... Por isso não digam : não sabiam. Recordem-se

segunda-feira, novembro 26, 2007

Blog meu, blog meu...

Caminhando pela rua , o blog na cara. A sua imagem, os seus últimos escritos, ideias os seus bitaites. Em camisa de noite espreitou, quem mais se expunha. Foi olhar na cara da senhora atrás de si na fila. Passava um you-tube. A caixa do supermercado lançou-lhe um olhar de smiley e o velho da frente afixou uma pin up no cabeçalho.
Pareceu-lhe ouvir uns haikus, sentiu o fel amargo da frustração no grito daquele homem.
E afinal os ecrãs sempre serenos e indiferentes. Umas caras sem lay out. Os rostos.
desmergulhou do mundo , e escreveu
Blog meu, blog meu, afinal...quem sou eu...

sábado, novembro 24, 2007

Estava a apetecer-me ouvir isto...

e ... bom fim-de-semana também:-)

Ah?!

Deve-me ter faltado um episódio com certeza, senão como se explica isto ?

quinta-feira, novembro 22, 2007

Nunca baixar os braços...

No Libération de hoje surge uma entrevista a Doudou Diène relator especial da ONU sobre o racismo, a discriminação e a xenofobia. Doudou Diène, senegalês, afirma:«Sarkozy s’inscrit dans la dynamique de légitimation du racisme par les élites» . E tem razão. Dá inúmeros exemplos de afirmações recentes de representantes da dita elite, no caso francesa, que corroboram esta conclusão. Vale a pena ler o artigo.
Doudou Diène acrescenta que nunca afirmou que Sarkozy fosse racista, prova disso a escolha de francesas de origem estrangeira para pastas ministeriais. Precisamente noutro dia assisti a uma entrevista a Rama Yade, secretária de estado francesa dos negócios estrangeiros e direitos humanos. Gostei da entrevista e até apreciei o carácter e inteligência de Rama Yade. Só que Rama repetiu várias vezes que a "França, pátria dos direitos humanos..." Disse-o várias vezes e ninguém pestanejou. Ninguém questionou. Será que é só a mim que aquilo soa mal? Há uma pátria dos direitos humanos? Uma única? Rama Yade assimilou bem a cartilha da Haute école onde estudou e se formou com distinção.
Faz-me sempre confusão e desconfio das teorias das nações-exemplo. Qualquer uma delas. Não escapa nenhum país, há sempre a tentação de vislumbrar desígnios superiores de candeia que alumia mais que as outras...não acredito nisso. Vejo a humanidade como uma consciência que vai evoluindo com contributos vários. Aquilo que temos hoje é o resultado duma evolução generalizada para a qual contribuiu tudo, desde a aposição do polegar há milhões de anos atrás, passando pela agricultura, pela invenção da escrita, pela criação dos deuses, da democracia na Grécia, dos estados, das trocas comerciais, das relações laborais, da revolução francesa, a expansão pelo mundo, o renascimento,o iluminismo, o humanismo, as guerras, tudo, tudo aquilo que menciono e muito mais, eu própria menciono sobretudo factos do mundo ocidental.... O conceito de direitos humanos consagrado na ONU no séc.XX é o resultado de todo o movimento da humanidade. Ou melhor o início do resultado que ainda está por concretizar.
Ver Rama Yade, francesa de origem senegalesa a proferir aquela frase é de uma ironia incrível.

O mais , o menos, o que desce e o que sobe...

Passando em revista a imprensa portuguesa de hoje (aqui, aqui, aqui e de certa forma até neste título) constato uma vez mais a nossa obsessão com o "que dizem de nós". A nossa obsessão com que gostem de nós, em sermos os melhores da turma. Não será seguramente só nossa. Nem forçosamente negativa. Depende da importância e uso que se faz do que os outros pensam, dizem, conjecturam.
Como no plano individual, sempre achei que o mais importante é o que pensamos de nós próprios. Isso sim deve moer-nos ou satisfazer-nos. Os outros olham-nos com os seus olhos, o que vêem diz-nos mais sobre eles do que sobre nós. É interessantíssimo e útil. Mas é o que é.
Se soubermos o que queremos de nós, o que somos ou pelo menos o que não somos, os comentários alheios serão uma fonte onde vamos buscar o que quisermos. Onde vamos ESCOLHER. Escolher é a grande liberdade. Penso que será a única liberdade possível. Poder escolher.
A ansiedade com que por vezes oscilamos entre agitação e desepero perante a opinião alheia demonstra que não nos concentramos em nós, no que é que queremos, porquê e como. E só com calma podemos comparar seriamente o que somos e queremos vir a ser com o que dizem de nós e depois aproveitar ou não o material à disposição.
Há uma diferença entre trabalhar para crescer e ver a avaliação como uma orientação e trabalhar apenas para receber a melhor nota. Há uma diferença e faz toda a diferença.
"Quando vamos deixar de querer ser apenas os bons alunos?" disse António Vitorino, pois é quando?

segunda-feira, novembro 19, 2007

Manual de ideias para evitar as armadilhas dum país complicado

1- O que fazer quando falar francês com um flamengo, que não sabia que era flamengo, e este se irrita todo? Não adianta explicar que é estrangeiro/a, ele já não vai ouvir. Colocar um sorriso plácido e afastar-se serenamente. Perante os maus modos imaginar passarinhos pipilando, normalmente esta imagem provoca uma sensação de bem-estar.

2-O que fazer quando as obras do elevador do seu prédio que vão custar uma fortuna porque resultam dum conluio ilegal entre as principais empresas do sector, começam sistematicamente e durante 4 semanas às 6h45 da manhã?
Não adianta sair em pijama e perguntar se podem esperar pelo menos pelas 7h, ousando alegar que até pode ser ilegal. Tudo isto no neerlandês mais escorreitinho que conhece, pois os pedreiros são flamengos. Irão responder-lhe com maus modos que se quiserem começam às 6h e tem sorte se não a mandarem aquela parte. Solução: Visualizar os tais passarinhos pipilantes, talvez seja melhor acrescentar umas doses de praia tropical de águas cálidas e brisa morna.

3- O que fazer quando encontrar na porta do prédio em que vive um recado dos pedreiros que aí trabalham durante a semana, todo em neerlandês acompanhado da frase: et pour les francophones la même chose"?
O melhor é não indagar, ignorar e dar-se por feliz por até perceber aquela língua. Porque se indagar ficará a perceber que essa era a frase que os legisladores nos anos 20 utlizavam só que para os flamengos. A classe política, valã ou flamenga só falava e legislava em francês. Limite-se a constatar que mais de metade do prédio não é sequer belga e portanto não vai perceber a alusão.

4-O que fazer quando quiser pagar o parque de estacionamento depois do cinema e constatar que a maquineta não aceita notas de 50 e não tem trocado suficiente? Atençao: é perigoso dirijir-se à caixa e pedir para pagar directamente. É possível que a/o ataquem com uma raiva incompreensível que culminará com um "Não! Porque haveria de ajudá-la, você ajudava-me a mim?".

Nesta situação o melhor é:
1- Rezar para que apareça alguém que lhe troque as notas que tem, o que será difícil pois já é meia-noite. 2- pensar nos passarinhos pipilantes, na praia tropical e no melhor orgasmo que já tenha tido. E respire.

5-O que fazer se precisar de comprar selos?
Evitar os Correios como se da peste se tratásse. Abuse duma amizade e peça a alguém que lhe compre selos, suborne uma criancinha, qualquer coisa, menos ter de ir aos correios.
Se não conseguir evitar: Vá pensando nos passarinhos pipilantes e tudo o resto. Concentre-se nessa imagem antes, durante e depois.
6- O que fazer se quiser comprar um computador ou qualquer outra maquineta moderna e na loja se limitarem a ler o descritivo colado à prateleira, não souberem para que serve , quanto custa, se existe em stock, quando poderá ser encomendado e ainda acrecentarem que não vale a pena comprar? Só há uma solução e chama-se : http://www.pixmania.be/ .
7- O que fazer quando o serviço de entregas dum móvel que comprou há 4 meses lhe telefona e diz que vão passar no dia tal entre as 9h e as 18h30? O mesmo poderá acontecer com os funcionários de quelquer serviço público (águas, luz, etc...)? Pedir um favor ao vizinho, se o conhecer... deixar de almoçar e correr para casa...perder um dia de férias...e pensar nos passarinhos pipilantes quando o móvel chegar e contastar que não é o que tinha encomendado há 4 meses atrás.
(to be continued...)

sábado, novembro 17, 2007

Pensamento do fim-de-semana...

Como foi possível pensar durante a minha adolescência que as pessoas de 35 anos já eram velhas?!

Se isto é ser velha, para já estou a gostar;-)


Bom fim-de-semana!

E já agora, sirvam-se...










terça-feira, novembro 13, 2007

Arte nova geração ou Eram uns miúdos...

...e agora aí estão eles a fazer da vida o seu cantinho criativo. São três e por cinscuntâncias da vida estão-me próximos. São bons.
A Inês Querido, está na galeria de arte nova-iorquina Sebprof International . Como ela própria explica num mail que recebi:"...em Junho vim para Nova York com o intuito de frequentar uns workshops de Fotografia e Design Gráfico e voltar para casa em Agosto. Entretanto já estamos em Novembro e eu ainda por cá ando!". Abraçar a vida, ter braços largos, é tão bom.
O Nuno Viegas expõe mais uma vez na galeria Arte Periférica . E eu aqui longe sem poder lá ir ver. Aproveite quem está por terras lusas.
O Pedro Querido, irmão da Inês, encontra-se neste momento na Alemanha a fazer o Erasmus e publicou este ano o seu primeiro livro: "Folha em Branco" editado pela Corpos editora.

Pensamento do dia...

Já lá vão 156 dias e a Bélgica continua sem governo. A "laranja azul", nome da coligação, não chega a acordo para formar governo. Se calhar valões e flamengos não se querem mesmo entender.
Se a Bélgica acabar, Bruxelas ficará rodeada de Flandres por todos os lados. Talvez venha a ser a sua capital. Só que Flandres, Valónia, Bruxelas, não são estados-membros da UE, pelo que me ocorreu que se eles se separarem a capital da União europeia vai estar num país que nãol será membro da UE, pelo menos até à adesão. O surrealismo belga no seu melhor.
Proponho Nice...
Proponho Roma...
Proponho Lisboa...
Proponho Barcelona...
(sonhar não custa nada).

quarta-feira, novembro 07, 2007

Viva a incompetência, Viva!

No seguimento do post anterior, esqueci-me de referir que felizmente companhias como a TAP valem o seu peso em ouro pelas mostras de extrema competência com que nos brindam com assídua frequência. Queiram por favor ler esta história verídica que nos conta o blog Lote 5 1º dto .

Viva os monopólios, Viva!

Os "Vivas!" quem os grita não sou eu. São os administradores de duas pérolas que dão pelo nome de TAP e Brussels Airlines. Eles têm razão, aproxima-se o Natal e impõem-se prendas, claro.
Nesta Europa dita da concorrência leal, as duas companhias citadas dividem entre si o bolo que são as viagens entre Bruxelas e Lisboa, uma rota trilhada segura, regular e inevitavelmente por uma míriade de funcionários estatais e comunitários, empresários e cidadãos comuns. Digamos que este é um bolo de chocolate com chantilly e uma cereja bem lá no topo.
Em tempos a situação já foi assim. Na altura as pérolas chamavam-se TAP ( a eterna) e Sabena. Depois chegou a Virgin e a coisa ganhou vida. Foi ver os preços a baixar, as refeições a desaparecerem dos vôos e a darem lugar às caixinhas com sanduíches recusaveis. As viagens em épocas altas passaram surpreendentemente de 500 ou 600 euros (em classe económica) para 200 e tal ou 300. Não rivalizavam com os cento e tal euros de viagens a Madrid, mas era uma bela redução.
Entretanto a Sabena finou-se, que é como quem diz, despediram centenas de funcionários e mudou de nome (alguns aviões ainda têm o mesmo logo) e recentemente fusionou com a Virgin. O mesmo é dizer, pegaram no lobo e meteram-no no rebanho, bem aconchegadinho lá no meio para não ter frio.
Neste momento já se vendem bilhetes para a época natalícia entre 440 e 660 euros (once again, classe económica). O que me parece razoável, tendo em conta que o vôo que fiz recentemente para Singapura rondou os 700 euros e foi efectuado por uma companhia regular.
Isto lembra-me uma publicidade que passava há tempos nos cinemas belgas a uma vodka qualquer. Via-se um indivíduo, o suposto dono da marca, comprar uma ilha e explicar como ia realizar o seu sonho de construir uma casa enorme, com helicóptero e tudo isto graças aos consumidores que lhe compravam a vodka. Terminava dizendo: Ajudem-me a realizar o meu sonho, comprem ou bebam a bebida X... .

terça-feira, novembro 06, 2007

Pergunta retórica

Desaparecer. Voltar à poeira. Mais do que isso, desaparecer por completo da memória alheia. Raiar o próprio esquecimento. Daquilo que fui. Ser cada dia apenas aquilo que sou. Seria possível?
Se me sentar tranquila num canto, tranquilo sem ruído, acabarão por me esquecer? Ou não. Mas esquecer algures numa gaveta da memória que nunca mais se abrirá.
Se morrer serei um corpo só?
A ideia entristece-me e apazigua-me. uma e outra.
Depois, resta o enorme silêncio calmo e a aceitação.

sábado, novembro 03, 2007

Longe de Malaca...

...será um nome possível para este post, outro seria "coincidências" ou ainda o mais português "ele há coincidências!". Para a viagem à Ásia levei o livro "Longe de Manaus" de Francisco José Viegas. Foi o livro que escolhi depois de ter percorrido o olhar pela minha biblioteca. Durante a viagem mal lhe toquei, não por desprimor do mesmo mas por falta de vontade minha. Estava mais voltada para a contemplação e leitura de guias, pelo que o meu "Longe de Manaus" foi fazer um belo passeio à Ásia...espero que tenha gostado.


Regressada a Bruxelas na passada Terça-feira consegui resistir a uma constipação/gripe até ontem. Desde que os pés me arrefeceram ao sair do táxi que já esperava este desfecho. Estou portanto de cama desde ontem e o meu querido "Longe de Manaus" tem-se revelado um fiel companheiro, agora muito apetecido.


Nas incursões pela net que me têm permitido actualizar-me sobre a blogoesfera (a bruxelense reuni-se ao vivo e a cores enquanto estive longe, uma ideia gira que espero não falhar da próxima vez) vim hoje deparar-me com os posts que o mesmo Francisco José Viegas tem escrito no "A Origem das Espécies". FJV está no Brasil na cidade de Ouro Preto a participar no "Fórum das Letras". A certa altura refere a adaptação do "Longe de Manaus" ao cinema e explica a origem duma canção (fiquei a saber que dos Titãs) que ele utiliza num capítulo e que eu tinha acabado de ler mesmo agora...


sexta-feira, novembro 02, 2007

Gosto de ler este fogareiro

Ele está ali na barra dos blogues que visito e recentemente teve dois posts de que gostei particularmente. Um, sobre a sua experiência na Guiné durante a guerra colonial (a propósito do programa de Joaquim Furtado, que não tenho visto) e o outro sobre as escolas para ricos e pobres. Vale a pena ler.