sábado, março 26, 2011

Prestes a ir a Portugal...

...estou eu e o meu Mr.A. Muito preocupada quanto ao futuro do meu país e com vontade de gozar a doçura da Primavera portuguesa. Ver e sentir na primeira pessoa o que se passa, como estão as pessoas, as que me estão mais próximas, antes de mais.
Até já.

sexta-feira, março 25, 2011

A pergunta que se impõe

quinta-feira, março 24, 2011

Entretanto, hoje em Bruxelas


"Euromanif: plusieurs milliers de manifestants contre l'austérité" no La Libre Belgique de hoje.

Confederação europeia de sindicatos, sindicatos belgas, todos reclamam o mesmo: fim da precariedade, fim dum pacto que pretende reduzir salários e direitos sociais.
Aqui como aí. É por isto que não posso acreditar nos discursos que visam circunscrever os probelmas portugueses à realidade portuguesa, fazendo da crise internacional um pormenor adicional.
É que essa abordagem esquece um elemento fundamental: a ideologia que governa actualmente a UE. Bem sei que está na moda considerar que já não há ideologias. Não concordo.
-A UE tem actualmente como maioria no colectivo da Comissão: 1 presidente e vários comissários de direita;
- no PE, é o PPE (direita, cristã, conservadora e neoliberal) que detém a maioria;
-em Conselho de Ministros a maioria de governos é liderada por partidos de direita (todos representados no PPE);
Estes partidos, defendem a austeridade com resultados a curto prazo, sem solidadriedade, o funcionamento puro e duro dos mercados, a sua auto-regulação. É legítimo.
Ora, qualquer governo que não pertença a esta família política, o de Portugal, Espanha, Grécia e agora Irlanda, pouco pode fazer para além do que é acordado em Conselho de Minsitros pela maioria supracitada. Podem tentar adiar, recusar algumas medidas, mais cedo ou mais tarde, os mercados forçam a mão de quem não quis agir no mesmo sentido. Os mercados deixados à solta pela maioria de direita que se tem recusado a agir como um todo no âmbito da zona euro, argumentando que o que existe chega, quem prevaricou deve pagar, a culpa não é dos mercados. A tal família política a que pertencem PSD e CDS.
A insatisfação é generalizada. Já levou a eleições na Grécia e Irlanda, países que tinham governos de direita antes das últimas eleições e que com governos de esquerda continuam obrigados a aplicar a mesma receita.
Todos estes governos foram democraticamente eleitos. Não gosto culpar governos democraticamente eleitos pelo que sucede pois desresponsabiliza quem escolhe, ou seja nós. Temos hoje a Europa que a maioria dos europeus está disposta a aceitar, que os deixa insatisfeitos, revoltados, mas é a que escolheram.

Entretanto, no maravilhoso mundo da política da verdade e da tranquilidade com o FMI...

...continua-se a falar e a não dizer nada, népias. PPC não promete alternativas mas sim uma estratégia, topam? Pois, não digas qual é a estratégia não, senão lá vão os resultados nas sondagens.
É que hoje não foi dia de eleições...hoje foi o dia em que vocês lixaram um bocadinho mais o país pela eventualidade de ganhar futuras eleições. Hipótese, possibilidade...enfim, não é uma alternativa, é uma estratégia, afinal está lá tudo.

quarta-feira, março 23, 2011

Dúvidas duma cidadã comum

Se o problema do défice e da dívida pública se devem essencialmente a problemas estruturais tais como falta de competitividade, rigidez do mercado de trabalho, excesso de estado, despesismo do estado, excesso de endividamento privado, etc, porque que é que os mercados não despertaram para os nossos problemas antes e se se lançaram aos juros da dívida como gato a bofe antes de 2010?
São características da nossa economia que existem há vários anos, andariam distraídos? E acordaram logo no ano da crise financeira?!

terça-feira, março 22, 2011

Portugal visto de Bruxelas

Estou prestes a assistir a um crime e nada posso fazer. Revolta, nojo, incredulidade.
Os líderes da oposição só pensam no poder que lhes PARECE à mão se semear.
O Presidente da República está mudo.
Os jornais começam a criticar agora o carácter inoportuno da crise, depois de anos de manipulação e tendenciosismo grosseiros.
E no entanto, daqui a dois dias, poderá ser confirmado o acordo entre estados-membros da UE que nos evitaria o recurso a ajuda externa a essa mesma UE. Foram 12 longos meses a ganhar tempo, a aguentar. E agora, quando era possível...ou será que é precisamente por ser possível evitar FMI , e atingir metas do défice e da dívida?

sábado, março 19, 2011

Dia do sonho com fadas e um anjo...bom fim-de-semana:)

sexta-feira, março 18, 2011

Reflectir

Tanta gritaria, exaltação, empolgamento, acusações, tiradas e piadolas. É pena estar em causa o futuro do meu país hipotecado pelo concurso de egos e sarcasmos estúpidos e sobretudo estéreis.
Olhem um bocadinho para o Japão e vejam a dignidade e controlo com que encaram uma situação extrema.Será pelo menos mais fácil pensar. Pensem um bocadinho, mas não no vosso umbigo, por favor.

quarta-feira, março 16, 2011

Who's afraid of elections?

Bom, para ser sincera eu, que não sendo política adivinho instabilidade política e consequente perturbação financeira. Mas isto sou eu, simples cidadã.
Lendo bem o que escreve O Jumento aqui, confesso que já não tenho tanta certeza.
Em todo caso, no país em que muitos chamam mentiroso ao PM, é interessante ver a verdade vir à tona quando alguns dos seus paladinos são enconstados à parede... Ou como dizem os brasileiros: "meu filho, ajoelhou tem que rezar".

Ainda me lembro

dos jornais nos bombardearem com a absoluta necessidade do fim da maioria absoluta em Portugal. Apesar da experiência com o governo de Guterres, mas era Guterres, não era Barroso, talvez seja por isso...
Hoje bombadeiam-nos com a crise, que se esforçam por colar ao nome do PM, PM esse cujas palavras a TSF por exemplo não apresenta em registo audio, apesar de apresentar as de dois comentadores (um deles uma tal de Judith Menezes de Sousa, será quem eu estou a pensar?!). No DN o editorial refere o auge do jogo e do dramatismo com a última cartada de Sócrates, o DN está bem colocado para falar de dramatismos e cartadas, é o que vale. Estamos em crise política, clamam todos e agora sim, fotos do PM junto a estas palavras é o que não falta. Afinal, ainda é ele que lidera o governo português, nos últimos anos tenho-o visto tão retirado dos lugares de destaque nos jornais que andava convencida que era Cavaco em coligação com Passos Coelho e Francisco Louçã.
Daqui a uns tempos quando a austeridade actual parecer um brincadeira de crianças e às gafes, golpadas e arcaismos do PR se juntarem as inépcias de PPC e as medidas do FEEF e do FMI, ouvirei os cidadãos clamar na rua ou nos blogues ou cafés que o país está mal, é tudo uma corja e tal.
Não tendes credibilidade nenhuma. Mas uma coisa é certa, mereceis plenamente a comunicação social e a oposição que tendes. Ou será que não?

terça-feira, março 15, 2011

É agora ou nunca...

pensa a oposição e muitos cidadãos alucinados. Vamo-nos a eles, não há crise política, é agora, é a hora. E o país? O país , o país o que é isso, não é tempo de nos determos com essas minudências.
A insustentátel atracção do abismo...ou como quem pelo poder se borrifa para o país e quem querendo escapar à mudança se lança de cabeça no turbilhão. É só para que conste para o futuro que há quem esteja a ver e a topar tudo. E a registar.

quarta-feira, março 09, 2011

Presidente

Um presidente que se esquece ou confunde com o conceito de presidente. Belém ser um centro de perturbação. Pois...
Explicado pelo constitucionalista , Jorge Reis Novais, na Antena 1. Aqui.
Através dum post de Isabel Moreira no Aspirina b.

terça-feira, março 08, 2011

Como em tudo, comecemos por nós

E o "nós" neste caso são as mulheres, é dia 8 de Março e resolvi escrever aqui o que penso todos os dias.
-Comecemos por parar e pensar nas escolhas que temos feito.
-Na opinião e atitude que temos em relação às mulheres que têm ambição, às que gostam e têm prazer em liderar, organizar, criar, fazer, fora da esfera doméstica.
-Na opinião que temos das que optam por partilhar a educação dos filhos e não assumem "naturalmente" o papel dominante.
-Pensemos na forma como olhamos a sedução, as sedutoras, o prazer.
-Pensemos como vemos e o que esperamos ou dizemos às que optaram por vidas diferentes, em casa com filhos, sem filhos, etc
-Recordemos os homens que escolhemos. Porque escolhemos um homem ausente ou presente, distante ou carinhoso, pai presente ou ausente, etc...
- Pensemos nas tarefas que assumimos como nossas sem hesitar.
E comecemos por mudar na nossa vida o que não nos faz feliz. Há alternativas.

It Takes two to tango, pois é.

de Paulo Pedroso no blogue Banco corrido.

quinta-feira, março 03, 2011

Um dos meus prazeres matutinos...

...é ler o que escreve Ferreira Fernandes. Brilhante, hoje:

quarta-feira, março 02, 2011

Preso por ter cão e...

O que diriam se Sócrates não se reunisse com Angela Merkel em vésperas dum conselho europeu decisivo?
O que diriam se a Comissão europeia não enviásse a Portugal uma missão, como fez com os outros 26 estados-membros?
O que diriam se os nossos governantes não tivessem afirmado que se necessário tomarão mais medidas para garantirem as metas de dívida e défice fixadas para este ano?
O que diriam se a política externa portuguesa se tivesse pautado por uma atitude puramente moral e dadora de lições ( a única na UE seguramente criticariam) e não tivesse fomentado nenhuma construçãozinha de obras públicas na Líbia ou Angola, ou ainda uns projectozinhos e acordos no domínio petrolífero?
Já estou tão fartinha desta merda, perdoem-me a franqueza, desta hipocrisia e má-fé. Tão fartinha desta maledicência sem alternativas decentes, deste menosprezar do neurónio alheio.