quarta-feira, fevereiro 28, 2007

Ecológica com humor :-)

Cartoon de Kroll, do jornal Le Soir.

terça-feira, fevereiro 27, 2007

Being S & A

A propósito de tudo e de...

...nada. Lembrei-me agora mesmo daquela máxima: " Cuidado com o que pedes, Deus pode satisfazer o teu pedido". Na realidade não estou arrependida, queria há muito participar num projecto, fiz finca pé, repeti à exaustão a minha vontade. Fui bastante eloquente. Devo ter sido pelo menos um pouco, porque agora aí está ela, a oportunidade de participar, ainda que de forma incipiente, num projecto. Já é um começo.
Não me falta entusiasmo. Acabo de ganhar consciência da coisa e deu-me um friozinho no estômago, um daqueles nervosos miudinhos. Devo dizer que me fazem bem, dão-me aquele impulso extra para arregaçar mangas. E como o tempo me sobrásse, achei que ainda dava para vir aqui falar do assunto. Não que interesse muito, mas fica registado.
E depois, como acontece sempre que se tem mais o que fazer, agora é que me lembrei de dois sites fantásticos.
O primeiro é o Librivox e nele se encontram inúmeros audio-livros que se podem descarregar gratuita e legalmente.
O outro é o Projecto Gutenberg, também ele recheadinho de e-livros nas mesma condições, de borla e legalíssimos.
Bom, acho que esgotei os assuntos...uhmmm...deixa cá ver....não, não me lembro de mais nada, agora é que é...mãos à obra!

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

Bom fim -de-semana!




Tarte de chocolate com lavanda...deixo-vos esta guloseima perfumada:-)

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Blogger precisa de ajuda-Free Kareem!

No Egipto um blogger foi condenado a quatro anos de prisão por criticar a mais importante insituição islâmica, a universidade al-Azhar e o presidente Hosni Mubarak. Abdel Kareem Soliman que assinava o seu blog com o pdeudónimo Kareem Amer fez o que parece natural a qualquer blogger, escreveu o que pensa como bem entendeu. O que nos parece natural a nós, a ele, não o é para quem receia a diversidade de opiniões, quem receia perder o domínio...o poder. Sempre o poder.
Não se pode impedir um ser humano de pensar, a liberdade de expressão na blogoesfera está à distância dum teclado. E isso é grandioso para nós ...e deve ser assustador para quem quer controlar tudo e todos, quem ainda não percebeu a essência da blogoesfera, uma massa crítica enorme que fala e pensa em tempo quase real, sem limites que não sejam os virtuais. E o de umas grades de prisão...se deixarmos.
Para libertar Kareem, existe uma petição: Free Kareem!

Belgitude II - metamorfose

Seguia eu noutro dia com a minha mãe numa caminhada a passo estugado, próprio dum exercício físico diário que se impõe, quando ela abriu o chapéu de chuva e me quis dar outro para que me protegesse. Virei o nariz ao céu, deitei a mão à espera de aparar algumas gotas e recolhi-a. "Não, não está bem a chover", respondi. "Então não está?! respondeu-me incrédula. "Bom, tu é que sabes..." e lá seguimos caminho, ela de chapéu em riste disposta a combater o mais violento aguaceiro e eu de cabeça ao léu, afinando o olhar por entre uma humidadezinha que entretanto se adensara.
Deve ser assim que um dia nos damos conta de que o meio leva a melhor...o meio ambiente, o meio em que vivemos.
Um dia apercebemo-nos de que o outro agora já somos nós.
Começa por nos sair traiçoeiramente um "favorisar" em vez de favorecer que corrigimos na esperança de que ninguém tenha ouvido. Mais tarde damos por nós a jantar às sete e meia...e com fome! Depois mudam-se os hábitos culinários que passam a incluir legumes e cozeduras até então pouco habituais.
Passados anos, nunca se sabe ao certo quantos, regressamos de férias e esgotados da viagem olhamos com satisfação para aquela que é já, também, a nossa casa.
Agora, subo a rue Bélliard de mãos nos bolsos, passo estugado mais uma vez, desta feita para fazer ao almoço o que não pude fazer antes. Viro o nariz ao céu, franzo um nadinha o sobrolho, a humidade adensou-se outravez...mas não lhe chamaria chuva, não...sigo o meu caminho, de cabeça ao léu e penso"...depois de 3 horas em ambiente fechado, que bom este fresquinho".

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

E foi já quando...

...começava a duvidar da minha sanidade mental ou da minha audição que resolvi ir à sala. Aaaahh, um aahhhh de alívio.


Não, não eram fantasmas, hipótese mais que improvável embora seja a que nos assola por milésimos de segundo quando o insólito e aparentemente inexplicável acontece. Também não eram os vizinhos a conversar inopinadamente pela casa fora.


Era o Nabaztag. Quem? Perguntarão...Bom é o quê.




É o NABAZTAG... o primeiro coelho que fala:




Ele fala, pisca, canta, recebe e recita mensagens, relata as últimas notícias, gira as orelhas. Diz-nos o Tempo que vai fazer amanhã.



É a geringonça ideal para oferecer a uma cara metade que gosta de geringonças. Porque é giro e útil...e porque jurei que Nintendos e Playstations não entrariam cá em casa pela minha mão...confesso.


Belgitude...


Kroll, cartoonista do Le Soir, diário belga, tem-se debruçado sobre a realidade do país numa série intitulada "Des flammands en Wallonie". Nesta série apresenta um grupo de turistas flamengos que do alto do seu autocarro vai comentando os estranhos valões (da Valónia, região francófona).
Neste caso específico, Kroll evoca o Carnaval de Binche, terriola perdida na região do Hainaut que reclama notoriedade por alturas do Carnaval. Por esta ocasião, assume o papel de Carnaval mais famoso da Bélgica, veste os seus ilustres conterrâneos com uma fatiota semelhante à do cartoon e depois é fartar vilanagem...segue-se uma chuva de laranjas arremessadas vigorosamente pelos foliões a tudo o que mexe...ou não.
O Hainaut é uma região belga considerada Obejctivo 1 ou seja receptora de fundos comunitários de coesão. Região "sinistrada" pelo fim da indústria mineira, confronta-se com inúmeros problemas socias: desemprego, toxicodependência, violência doméstica... . Até a Mafia italiana se diz que por lá vagueia. Trazida nas malas dos imigrantes italianos, encontrou terreno fértil na decadência económica do fim das minas e indústrias afins.
Essa reviravolta na economia do Hainaut na Valónia coincidiu com o crescimento económico da Flandres que da fama de "berças" camponesas, de língua improvável, dependentes do desenvolvimento da valónia, passou a dar cartas...e como! A Flandres é hoje mais rica, culturalmente mais arrojada...e paradoxalmente mais extremista (vide Vlaams Belang). Traz encravado o espinho do orgulho ferido por anos de sobranceria francófona.
Porém, nem tudo é caricatura, há valões que não ignoram ostensivamente a cultura flamenga, há flamengos que se orgulham de falar fluentemente flamengo e francês. O país funciona, não tão mal quanto isso, apesar do empenho de alguns políticos em envenenar as relações entre as duas comunidades.
Em Bruxelas, terceira região da Bélgica, vivem os bruxelenses. População bilingue, nos dias sim e unilingue francófona nos dias não. Há 50 anos a ser diluida por (já) mais de 20 000 expatriados alheios as estas tricas ainda que apanhados no meio delas. Anglófonos, lusófonos, todos os "ófonos" que puderem imaginar por aqui coabitam criando uma Europa a cada dia que passa... sobrevivendo a e usufruindo da belgitude...a cada dia que passa...também.

terça-feira, fevereiro 20, 2007

Atenção à situação em Moçambique!

As cheias no vale do Zambeze já obrigaram mais de 120 000 pessoas a abandonarem as respectivas casas. Cerca de 4000 não recebem água e alimentos há vários dias. Moçambique dispõe apenas dum helicóptero da ONU na região para aceder às populações isoladas e distribuir alimentos. Ameaçam epidemias de cólera e malária. Em 2000 e 2001 as cheias provocaram 700 mortos deslocaram 500 000 pessoas.
A situação pode repetir-se. Nos jornais em Portugal... silêncio. O que podemos fazer?
O que é que se passa exactamente? As únicas notícias a que tive acesso foram as da BBC.

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

Xínnián Kuàilè! - Bom Ano Novo!


Mais de metade do mundo está a festejá-lo ruidosamente por isso não quis ficar indiferente.
O que é o ano lunar chinês? Quais são as tradições? Os rituais? A culinária (sim, os chineses adoram comer, é sempre uma grande vantagem;-)?
Fui procurar, e encontrei : aqui.
O curso de Assimil de Mandarim está ali arrumadinho na prateleira há uns dois anos. A minha resolução do ano chinês será: retomar as aulas de Mandarim.
De acordo com a TSF, há aulas de Mandarim no Instituto de Macau, para adultos e crianças. Eu sei que também há na Universidade Nova .
Aqui por Bruxelas, temos o incontornável Institut Libre Marie Haps.

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Bom fim-de-semana!





Liguem a rádio e sirvam-se duma fatia...relaxem...:-)

You control climate change

...hoje o meu dia foi dedicado às alterações climáticas.
Depois de muitos discursos densos, velozes e indigestos a coisa resume-se no fundo ao que NÓS podemos fazer, ao nosso nível bem minúsculo. Até é fácil, basta ganhar o hábito. No fundo é disso que se trata, ganhar consciência, mudar de hábitos.

Duas perguntas...

... me ocorrem e não me largam:


1- Para quando a modificação da lei eleitoral relativa aos referendos para que quem se encontra noutros países possa, ainda assim, votar no local em que se encontra? (digo isto, embora confesse que espero que tão cedo nao tenhamos de passar pelo mesmo para legislar)


2-Para quando a lei que permita o casamento de pessoas do mesmo sexo?

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Achei que...

...esta era a música/imagem certa.Recapitulando: Hoje é São Valentim, eu sou intérprete de conferências, o meu amor é asiático...daí: os "Bloody Valentine" , o filme "Lost in Translation" que se passa...no Japão...e Japão é Asia, so...;-)

terça-feira, fevereiro 13, 2007

Depois...

...depois, no dia seguinte, que era segunda-feira, acordei, cedo até, como noutro dia qualquer. Eu continuava igual. Lá em casa tudo estava na mesma. E no entanto...
A consciência, a massa crítica, as mentalidades são noções abstractas. Correspondem a algo concreto, mas não as sentimos quando as dizemos. Que noção tenho eu de que a minha visão das coisas é partilhada ou não? E por quantas pessoas?
Se me sintonizásse mais vezes com o que realmente sinto saberia...E por isso desconfiava... as coisas mudam.
Quem consegue sair indiferente do contacto com os outros? Os outros entram-nos pela casa dentro. Andam nas nossas ruas, sentam-se à nossa mesa, bebem um copo, deitam-se na nossa cama, olham-nos nos écrãs do cinema, interpelam-nos no nosso inconsciente. Nós entramos nas ruas deles, nos livros deles, nas línguas deles e questionamo-los. Ponto de interrogação : E se o que eu penso for só o que eu penso, sem mais importância nem autoridade? E se outro é autónomo e não segue o meu caminho e nem por isso tem menos direitos?
Aos poucos vai-se a inocência cega, a inocência paralisante de quem se habituou a viver seguindo as ordens dum capataz. De quem mais não é que um executante. De quem vive passivamente à espera do próximo dogma, comesinho e pequenino, por aviltante que seja.
Aos poucos nascemos para a realidade. Aquela que é feia e injusta e bela e insólita. Onde temos de tomar a vida em mãos e geri-la, resolvê-la como o mundo é e não como gostávamos que fosse.
Aos poucos saímos da fantasia das grandezas e da pequenez, mas é só aos poucos.
Para já a lei do aborto será mudada. A mulher vê reconhecido o seu direito a ser responsável pelas suas decisões. Não há morais dum catolicismo retrógrado que entrem nos assuntos da cidade. Nem todos pensam assim, mas pensaram-no os suficientes. Nestas alturas reconheço a massa crítica, uma massa crítica, torna-se quase palpável e corre-me nas veias.
Não posso, nem quero ser doutro tempo. E há outros como eu. Sim:-)

sábado, fevereiro 10, 2007

Bom fim-de-semana!



Vou votar:-)


Deixo-vos inspiração:

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Hoje, amanheceu assim...





:-)))))))))


terça-feira, fevereiro 06, 2007

Tivesse aquele livro das 365 histórias...



... menos contos com neve e eu não teria ficado assim...digo cá com os meus botões. Se o Pedro e o Lobo se passásse nos trópicos outro galo cantaria. Se os filmes que vi na infância não fossem maioritariamente anglo-saxónicos, a coisa mudava de figura...

Mas foram, os irmãos Grimm não eram caribenhos, o próprio Torga tambem não e consta que o Hans Christian tão pouco...

Sinto-me no primeiro dia de férias natalícias, como se amanhã não houvesse escola. Aguardo o silêncio apaziguador e branco interrompido pelo crunch, crunch dos passos. E a respiração amplificada pela ausência de outro ruído.

Apetece-me toca, não sei se me faço entender? A toca protectora e quente da hibernação. Aquela de que os genes ainda se devem lembrar...quem sabe...

O silêncio é aparente e a pureza do manto fugaz. Mais tarde virá o trânsito infernal, os pés molhados e gélidos e a lama acumulada na berma da estrada.

Mas para já, estou pr'aqui encantada a ver nevar.


sábado, fevereiro 03, 2007

Bom fim-de-semana!

Foto Ladurée




Deixo-vos esta guloseima...:-)