quinta-feira, fevereiro 17, 2011

Apresentar a realidade

O Le Soir, jornal belga francófono, apresenta hoje o seguinte título:
La croissance belge quasi stable
O crescimento belga quase estável.
Lendo o artigo constata-se que o crescimento económico no último trimestre de 2010 foi de 0,3% ( tinha sido de 0,4% nos 3 trimestres anteriores) e no total do ano foi de 2%. Com estes números qualquer jornal português de referência teria feito uma chacina. Sobretudo com aquela ligeira redução de 0,4% para 0,3% no último trimestre.
O título belga é de uma serenidade quase relaxante.

segunda-feira, fevereiro 14, 2011

Criatividade e motivação

A minha amiga Sílvia é uma pessoa genial. Isto não se discute, é e pronto.
Em Inglaterra há já alguns anos, por motivos familiares, resolveu arregaçar mangas e criar a sua empresa. Chama-se Absolutely Portugal e vale a pena dar uma olhadela:)

quinta-feira, fevereiro 10, 2011

De repente lembrei-me de Lionel Jospin

Quando Lionel Jospin perdeu as eleições para Chirac, para a direita portanto, fê-lo graças à esquerda radical dentro e fora do PSF. Essa esquerda iluminada que pensava de Jospin raios e coriscos. E que ganhou essa esquerda superiormente inteligente? Ganhou o partido de Chirac e agora de Sarkozy no poder desde então. E ela, pôs os pés no poder ou sequer se aproximou e sobretudo conseguiu influenciar as políticas no sentido que acredita e defende? Não.
Haverá coisa mais burra e estúpida que uma esquerda assim ?

terça-feira, fevereiro 01, 2011

Ventos de mudança no Maghreb

Vale a pena ler o que escreve a eurodeputada Ana Gomes no blogue Causa Nossa sobre as manifestações populares de repúdio das ditaduras na Tunísia e no Egipto (entre outros):


"Mas o recado não é só para ditadores: líderes nas democracias na Europa e nos EUA, além de deixarem de apoiar governos tiranos a pretexto da "estabilidade" e passarem realmente a investir no reforço democrático das sociedades civis dos países com que se relacionam, deviam apressar-se a rever todas as políticas que a nível global fomentam o comércio injusto, especulação e desemprego, contribuindo para a agravação da pobreza no mundo.
É bom que o façam antes que estas revoluções populares espontâneas sejam manipuladas por fundamentalistas e instrumentalizadas para tornar realidade a profecia agoirenta do "confronto das civilizações".

Vale a pena ler na íntegra aqui.