sábado, agosto 11, 2007

Leitura de Verão




The Happiness Hypothesis de Jonathan Haidt. Comecei-o ontem no avião e está a revelar-se...muitoooo interessante. Excelente leitura para o Verão quando há tempo para reflectir e saborear cada ideia. Mais informação sobre o autor e o livro aqui.

sexta-feira, agosto 10, 2007

Foi longa a espera, mas agora...

* Foto tirada daqui.
...é a minha vez:-))) Bom Verão!




ou

quinta-feira, agosto 09, 2007

Os meus dois melhores amigos...

...em dias de PMS que coincidem com um céu cinzento,frio, vento e chuva ininterrupta em pleno mês de Agosto: a base "fond de teint" e o amor do Sr. A que é ceguinho, benza-o Deus.

Vale a pena ler III

O artigo de Maria José Nogueira Pinto no DN de hoje.

As peripécias que relata têm sido a regra de há uns tempos a esta parte nas minhas viagens a Portugal que passam inevitavelmente pelo aeroporto da Portela. Maria José Nogueira Pinto não assume posição sobre a necessidade de um novo aeroporto, posição que respeito. Na minha opinião aquele barracão em que só pessoas de 1,50m não se sentem claustrofóbicas não tem ponta por onde se lhe pegue.

quarta-feira, agosto 08, 2007

Vale a pena ler II




*Fotos de Xangai


O artigo de Bruno Maçães no Diário Económico. Porque fala de Xangai, cidade que me fascina (mais que Nova Iorque) por motivos conscientemente desconhecidos e que tenciono descobrir para o ano e ...porque apresenta uma perspectiva da evolução urbana assaz interessante, diferente pelo menos.

Vale a pena ler

Este artigo de Ferreira Fernandes no DN de hoje.

Vivo com um homem de origem étnica diferente da minha. Na verdade nunca penso nisso, não é assim que o vejo, mas é um facto. Na nosso vivência já longa de 4 anos e meio pude constatar o óbvio:o ser humano é igual onde quer que se encontre ou de onde quer que venha. Como tal, o racismo caracteriza o comportamento de determinados indivíduos seja de grupo forem. Não é uma fatalidade, tudo pode mudar, mas é um facto para já.
A sociedade ocidental (branca) que teve e tem o papel que se lhe conhece em relação ao resto do mundo (a que chamamos em desenvolvimento) ganhou consciência do seu racismo há ja algum tempo, num contexto misto de superioridade e de paternalismo: o colonialismo. O processo de reconhecimento deste comportamento e dos seus efeitos nefastos já se inciou há uns dois séculos. Primeiro de forma marginal e hoje em dia de forma predominante, o que não significa que o comportamento tenha desaparecido. Mas o trabalho foi sendo feito e penso poder dizer que actualmente o racismo, em termos de valores aceites na sociedade, encontra-se do lado dos comportamentos mal vistos, negativos portanto. O que, mais um vez, não significa que tenha desaparecido.
Nos grupos alvo do nosso racismo esse trabalho não foi feito. Posso confirmar com base na minha experiência que o racismo mais básico existe e não tem o nome que nós lhe damos. É apenas apelidado de "maneira diferente de ver o mundo". Frases como: Não temos nada contra ti, só não queremos um branco ou uma branca na nossa família" podem ser proferidas sem a mais pequena suspeita de que são racistas. Nada que não tenhamos já feito também ou que ainda não se faça. Estes grupos são frequentemente fechados e com poucas relações no mundo ocidental que os rodeia (no caso de grupos emigrados na Europa). O grau de abertura varia consoante o grupo étnico em questão.
Em todas estas situações encontram-se sempre pessoas que fazem a diferença e aceitam a diferença com um respeito pelo outro que não precisou de anos de campanhas anti-racismo. E depois há os outros. Também nisto somos iguais.

terça-feira, agosto 07, 2007

E entretanto...

...enquanto meio mundo vai de férias, se elege um presidente da Câmara em Lisboa, Doc Gyneco encerra um concerto ao som de vaias devido ao seu apoio a Sarkozy,Maddie morreu no apartamento dos pais e...a Bélgica continua sem governo. Bem tentava ontem lembrar-me do nome do novo primeiro-ministro belga e não conseguia. Pudera. Já lá vão 58 dias...

sexta-feira, agosto 03, 2007

Ratatouille

Comer bem, bem comer, french cuisine, cozinhada por uma rato e...uh!!!?? Rato?! Sim. Delicioso.

Mais de 1 ano depois, ainda se lembram?

Chamava-se Jean-Charles Menezes e foi morto em Londres por engano com sete balas na cabeça. Ontem foi publicado o relatório do inquérito feito sobre a MPS (Metropolitan Police Service). Ler aqui o artigo do Le Monde.

quarta-feira, agosto 01, 2007

A idade da Razão

Tenho andado longe do teclado. Por falta de tempo? Não. Por tempo suficiente, que é o que tenho tido desde finais de Julho e neste início de Agosto. Tenho utilizado o tempo que finalmente me sobra para descansar o corpo e o espírito. Arrumar a vida, ideias e dormir bastante que foi essencialmente no que isto se traduziu nos primeiros dias.
Com o espírito descansado surge o perigo do espírito hiperactivo. Entenda-se: tempo de sobra para pensar, magicar, elucubrar e todos os outros exercícios mentais que derivam da disponibilidade para fazê-los. Eu sou bastante dotada para estas actividasdes, confesso. E como as minhas amigas andam longe de férias e o Sr. A está a trabalhar, o ócio levo-o sózinha nestas tardes maravilhosamente longas.
Depois de ter vasculhado e resolvido todas as pendências práticas foi num ai que me dediquei a vasculhar as prateleiras recônditas do cérebro. É um exercício útil, diria mesmo necessário, mas sem interlocutor/a presta-se a uma certa evolução , quase, sem limites.
O Sr. A ia sendo apanhado neste vórtice. No exercício da partilha das tarefas domésticas, ele costuma ter por incumbência secar a roupa lavada. Nas idas e vindas à lavandaria mais próxima (estamos sem máquina de secar) têm-se volatilizado vários pares de meias minhas (já lá vão três). Meias de desporto. O fenómeno tem incidido particularmente nesse objecto aparentemente inócuo.
Inócuo em situações normais. Não agora. Agora estava com tempo para analisar ao pormenorzinho todos os porquês, uma simples meia começou a transformar-se numa coisa bastante maior... e mais nociva. A chamada "peúga" da discórdia.
Poupo-vos o meu delírio colérico. Algures pelo meio veio intrometer-se a razão. Algures pelo meio, entre críticas de falta de atenção e de cabeça no ar, a coisa resumiu-se a : meia versus homem ou responsabilidade versus homem. Nesta vida de compromisso que é a de casal, o homem ganhou à meia. Entre outros motivos, porque tive ocasião de aliviar o fígado nos ouvidos do dito. E vou ter direito a meias novas, daquelas rasas junto ao tornozelo. Uma solução pragmática, uma coabitação possível e uma capacidade de rir de mim mesma...deve ser isto, também, a idade da razão.