sábado, janeiro 31, 2009

Estão a ver aqueles dias em que acordamos já cansados...

...a razão pode estar aqui, hi,hi,hi,hi

Bom fim-de-semana!

sexta-feira, janeiro 30, 2009

Tirar-me as palavras da boca...

...é o que faz Ferreira Fernandes, passo a minha presunção, no seu artigo de opinião de hoje no Diário de Notícias intitulado "Os pombos são animais estúpidos". My thoughts exactly!

Quem ri por último ri melhor...

...nunca, nunca esquecer.

terça-feira, janeiro 27, 2009

Xin Nian KuaiLe ! 新年快乐 ! Feliz Ano Novo!



...e Gong Xi Fa Cai!

Sejam felizes e Prósperos!


Para saber mais sobre o ano novo chinês do Búfalo clicar aqui neste site:


segunda-feira, janeiro 26, 2009

Vale a pena ler

Este post de Ana Gomes no blogue "Causa Nossa" sobre os seus sucessivos artigos e alertas sobre Guantanamo, a atitude de Portugal e a proposta que o nosso governo hoje apresentou no Conselho Assuntos Gerais e Relações Externas.

Quem me manda a mim...

Quando leio artigos de jornais ou posts que autorizam comentários hesito por vezes em ler esses mesmos comentários quando o artigo é sobre matéria candente.
Desde Sábado que tenho tentado evitar ler os comentários sobre a celeuma do momento (Freeport, etc...), já que não consigo evitar de ler os media propriamente ditos, mas hoje não resisti à tentação e li os comentários a um artigo do Público. Depois de arregalar os olhos de espanto, de não conseguir conter umas gargalhadas incrédulas entre momentos de semblante sério e preocupado cheguei à mesma conclusão:
Há tanto trabalhinho desaproveitado/desperdiçado para psicólogos e psiquiatras .

Cama king size procura-se e não passa desta semana

Já lá vão mais de seis anos de vida em comum muito feliz, mas...
ainda me espanto (e não durmo, grrr) com a profusão de barulhos, assobios, sopros, gargarejos e afins que um homem consegue produzir enquanto dorme.

quinta-feira, janeiro 22, 2009

A nossa real dimensão

Esta crise tem-nos/tem-me levado a questionar : como não previmos isto? Como é que ninguém nos avisou? Há quem diga que sim, que houve, mas ninguém lhes deu ouvidos. Como sempre, possivelmente. Agora mesmo, não sabemos muito bem o que vai acontecer nos próximos 6 meses. E isso destabiliza-nos. Estamos habituados a evoluir dentro de bitolas, situações controladas, perspectivas, previsões, antecipações , planos e sei lá mais o quê. Isto é bom, é assim que vamos construindo o nosso crescimento e bem-estar e , mais importante, preservando e protegendo a espécie.
No entanto, há um limite para esta capacidade. O que podemos prever/dominar é muito limitado. Que controlamos nós no mundo na realidade? Alguma coisa, sim, mas esta crise coloca-nos perante uma evidência: muito pouco. Sempre evoluimos graças à nossa capacidade de adaptação. Essa sim é a característica que nos safou. Já andavamos esquecidos.

quarta-feira, janeiro 21, 2009

Para a História

O discurso de Obama aqui.

Adenda:

O que eu destaco do discurso de Obama para a "minha história":

"Yet, every so often, the oath is taken amidst gathering clouds and raging storms. At these moments, America has carried on not simply because of the skill or vision of those in high office, but because We the People have remained faithful to the ideals of our forebearers, and true to our founding documents."

"(...)the God-given promise that all are equal, all are free, and all deserve a chance to pursue their full measure of happiness."

"Rather, it has been the risk-takers, the doers, the makers of things -- some celebrated, but more often men and women obscure in their labor -- who have carried us up the long, rugged path toward prosperity and freedom.
For us, they packed up their few worldly possessions and traveled across oceans in search of a new life.
For us, they toiled in sweatshops and settled the West; endured the lash of the whip and plowed the hard earth."

"They saw America as bigger than the sum of our individual ambitions; greater than all the differences of birth or wealth or faction."

"Starting today, we must pick ourselves up, dust ourselves off, and begin again the work of remaking America."

"Their memories are short. For they have forgotten what this country has already done; what free men and women can achieve when imagination is joined to common purpose, and necessity to courage."

"They understood that our power alone cannot protect us, nor does it entitle us to do as we please. Instead, they knew that our power grows through its prudent use; our security emanates from the justness of our cause, the force of our example, the tempering qualities of humility and restraint."

"For we know that our patchwork heritage is a strength, not a weakness."

"For as much as government can do and must do, it is ultimately the faith and determination of the American people upon which this nation relies."

"Our challenges may be new. The instruments with which we meet them may be new. But those values upon which our success depends -- hard work and honesty, courage and fair play, tolerance and curiosity, loyalty and patriotism -- these things are old. These things are true. They have been the quiet force of progress throughout our history. What is demanded then is a return to these truths. "
"This is the price and the promise of citizenship."

E de repente ocorreu-me isto

Numa época em que é frequente ouvir falar/especular sobre o princípio do fim dos EUA como potência mundial, paradoxalmente Obama foi eleito e seguido no mundo inteiro como presidente de todos nós. Certo, primeiro e oficialmente dos americanos, mas depois de todos nós. Nunca senti tanta consciência de que a escolha daquele posto decidiria o futuro dum país e de todos os países. Verdade ou não, em quase todos os países havia pessoas que gostariam de poder votar nas últimas eleições presidenciais norte-americanas pela incidência que essa escolha teria nas suas realidades. Até se fizeram sondagens nesse sentido.
No dia das eleições houve manifestações de alegria dos EUA , passando pela Europa, África até ao Japão. Hoje em Washington, nos milhões de pessoas havia nacionais de outros países que não quiseram perder pitada.
Não será oficialmente o nosso presidente, mas o Presidente eleito no mundo que mais poderá influenciar as relações entre países e respectivas situações económicas.
Sr. Presidente, parabéns! E votos de muito bom trabalho.

terça-feira, janeiro 20, 2009

O que eu dava...


para poder assistir em directo à tomada de posse de Barack Obama. Sniff

O que convém dizer

É engraçado ter de ler a imprensa do meu país e de mais outros cinco diariamente ou quase. Tornam-se óbvias as semelhanças, diferenças e paralelismos na abordagem dos vários temas.
Por esse motivo foi e é difícil entender porque há quem tente cincunscrever a actual crise financeira e económica a causas poruguesas quando nos jornais dos outros países leio que se passa exactamente o mesmo. Aliás, até começou antes.
Também por isso, é engraçado ver Pedro Santos Guerreiro no Jornal de Negócios num artigo de opinião intitulado :"Ainda bem que Sullenberg não é político" cair numa comparação errónea. O argumento do jornalista até é interessante e pertinente. Porém, lembra-se de comparar a atitude dos primeiros-ministros português e espanhol no que toca à comunicação sobre a crise. Afirma pois que: "Basta comparar, como aqui sugeriu Nuno Garoupa, como os governos português e espanhol estão a “comunicar”: o espanhol acentua os perigos da crise, talvez para depois as coisas se revelarem menos más; o português persiste em transmitir optimismo, talvez para não contribuir para o “arrefecimento global” da economia. Entre um e outro, há uma diferença de calendário: Zapatero já ganhou eleições em 2008, Sócrates tem de ganhá-las em 2009."
O que Pedro Santos Guerreiro se esquece de fazer ou talvez não saiba é que em Setembro o El País andava às avessas com Zapatero precisamente por este não dizer preto no branco que a Espanha estava em crise. Foi aliás um jogo de pressão bastante caricato de seguir e que culminou em finais de Setembro com a confirmação da crise pelo presidente do Governo espanhol. Duas semanas depois o El País tinha acalmado e já só aludia à situação como um erro passado que tinha sido corrijido.
O mesmo constatei agora com o nosso governo. Tentou adiar o mais possível a confirmação do pior cenário, quando ele se tornou incontornável confirmou-o e agora verão como será o mais prolixo em declarações "verdadeiras, frontais e duras" que os jornais tanto têm pedido. O DN , por exemplo, à semelhança do El País e talvez não por acaso, já está muito menos agressivo sobre a questão, os outros vão seguir. O que nos separa de Espanha não é o estilo são 3 meses.
P.S.: Enquanto leitora digo: seria também tão bom que os jornalistas aplicassem a si mesmos as exigências de verdade e rigor que reclamam, e bem, dos políticos. Sem agenda política, de preferência.

segunda-feira, janeiro 19, 2009

Bien dans son époque

domingo, janeiro 18, 2009

Fui ver...

...e recomendo, adorei!

sexta-feira, janeiro 16, 2009

Serão sinais da crise?!

Creio que no espaço de 4 horas ouvi e li (num blog) duas vezes a expressão "agradeço penhorado". Para além de pensar que tinha reencarnado uma alminha de outros tempos em corpo alheio ali mesmo à minha frente, não posso jurar, mas penso poder dizer que ouvi mais vezes esta expressão hoje do que na vida toda. Há cada coincidência...serão efeitos da crise?

quinta-feira, janeiro 15, 2009

Como é que isto irá acabar...

Há três noites que eu não durmo...não, não é que eu não durmo, é que me dá uma fome voraz a esta hora apesar de ter jantado. Agora mesmo, deitava o dente a um bife ou então a umas massas com bróculos e alho. Não sei se vou conseguir adormecer com esta dúvida existencial...

quarta-feira, janeiro 14, 2009

Vale a pena ler

Este post do blog A Pente Fino.

O Fado, sim, mas que Fado?

A leitura de dois artigos de opinião no Jornal de Negócios de hoje recorda-me uma diferença que cada vez mais sinto. São esses artigos o de Pedro Lains, intitulado "Ministro da Europa" e o de Fernando Sobral intitulado "O efeito Ronaldo" . São os dois bons exemplos daquele Portugal com que não me identifico. O do Fado choroso, melodramático e fatal, do estilo "a vida é madrasta e não posso fazer nada". Haja paciência! Por isso, gosto do Fado da Mariza, é outro tom, menos fatalismo, mais garra.
Pedro Lains defende mais interesse dos nossos ministros pela Europa. Até aqui tudo bem. Só que depois cita o exemplo do Ministro da Agricultura que afirma nada querer saber da Europa. Haja honestidade intelectual. Jaime Silva trabalhava na Comissão antes de ir para o governo. Conhece as negociações da Agricultura e Pescas de trás para a frente. Mas também conhece as regras que as regem. Não é só pedir, há que cumprir critérios. Há que ser sério e não um pedinchão sempre com a treta de que somos pequeninos e pobrezinhos. A única pobreza é a intelectual deste argumento. Nem somos pequeninos (na UE) nem pobrezinhos. Portugal não é um país pobre. O que não significa que não tenha pobres, até a Noruega os tem, então nós.... Já recebemos muitas ajudas (ainda que menos que outros antigos países da coesão como a Espanha e Irlanda), se não as aproveitámos como devíamos, pagamos agora o preço. Chama-se a isto tratar-nos como adultos. Curiosamente quem se preocupa com "os nossos pobrezinhos" parece esquecer que "os pobrezinhos" que mais abocanharam fundos comunitários agrícolas foram os grandes produtores. Em Portugal e não só, aliás. De que pobrezinhos estará agora a falar Pedro Lains?
Já Fernando Sobral considera errado o orgulho nacional na ascensão e vitórias profissionais de Ronaldo e de Figo, porque segundo ele não são fruto de características nacionais. Bom, eu não estou super orgulhosa por um feito que não é meu, até porque não desgostando de futebol, também não sou fã incondicional. Nunca corri atrás da bola, nunca marquei um golo. Mas...dizer:"A alegria que coloca em jogo não tem a ver com a tristeza do nosso Fado.". Ó Senhor Fernando Sobral, se há coisa que não é nossa nem do Manchester é a alegria do Ronaldo a jogar. É mesmo dele. Até eu reparei nela. E lembra-me mais a alegria dum puto português que vive o seu sonho do que a dum puto britânico. São opiniões, claro. Mas voltando ao que eu pretendia dizer, nossa, deles, dele o que interessa é que eu portuguesa dos quatro costados não me identifico nada com um Portugal "da tristeza do Fado" e sinceramente quando vou a Portugal não só disso que vejo. Se calhar , responder-me-ão, sou portuguesa mas não sou Portugal.
Ora, eu sou outro Portugal que também existe.E já não tem muita paciência para estas tiradas do tempo da Maria Cachucha. Cheira-me que com a crise os arautos do Fado da tristeza vão aquecer motores. Será muito imaginar que até gozam de prazer...?

segunda-feira, janeiro 12, 2009

Coisas boas que não têm preço III

No seguimento do post anterior queria deixar aqui mais uma dica que acabei de descobrir:
os podcasts da Open University no I-tunes store. Estou quase a entrar em histeria com o entusiasmo, se não controlar a tentação histérica daqui a pouco ainda começo a falar da vaga de frio em Portugal...

Coisas boas que não têm preço II

Há coisas geniais que não custam grande coisa. A minha última descoberta encontra-se no I-Tunes que é , aliás, uma verdadeira mina. Basta entrar na I-Tunes store e colocar a palavra "Tate" no motor de busca. A partir daí temos acesso aos podcasts da Tate Gallery. Um maná e tudo gratuitinho.

Já ouviram falar da Ucrânia? E então da Bulgária? Da Eslováquia? ...

...e Rússia soa-lhes a alguma coisa de familiar?
Quando leio os nossos jornais parece que não há vaga de frio como a nossa, dir-se-ia uma nova Idade do Gelo a contracorrente. Tratem-se!

Ai Dâmaso, Dâmaso....

O complexo de inferioridade de certos portugueses chega a ser caricato. Sempre a tentarem encontrar grandezas nas coisas erradas e irrelevantes:

sábado, janeiro 10, 2009

Não é fácil

Ontem vi o programa Sociedade Civil do dia 7 de Janeiro intitulado "Bébés precisam-se". Precisamente no mesmo dia lia no Le Monde "Sommes nous trop nombreux?".
Tudo depende da visão que se tem, do país ou do planeta... de duas coisas tenho a certeza : vamos ter de mudar a gestão dos nossos recursos e eu não vou ter um rancho de filhos.

quinta-feira, janeiro 08, 2009

Ao despique

Tenho aqui do lado esquerdo da area de trabalho do PC uma coluna que me indica as temperaturas em várias cidades do mundo. Coisa do Sr.A que eu nem sabia que isto existia.
Pois ali entre Bruxelas e Leiria (o mais próximo das Caldas que ele conseguiu arranjar) vai um despique desaustinado. Nas últimas 2 horas as duas cidades desceram 5 ºC mantendo entre si sempre a mesma diferença : 8ºC. Agora mesmo, está Leiria com 1ºC e Bruxelas com -7ºC. Espero que fiquem por aqui, brrrrrrr

Efeitos das férias

1-É sempre assim, quando regresso de Portugal o contador dos quilómetros desacelera. O meu , entenda-se e não o do carro. Não espero que me agridam verbalmente, não corro para todo o lado, durmo melhor. Enfim, desacelero, não há outro termo. É óbvio que a minha qualidade de vida ganha com isto.
2-Respondi curto e seco a um chato com idade para ser meu pai, que prima pelo desleixo e infantilidade no local de trabalho. Daqueles que até tem graça e podia ser simpático se hoje em dia mais que a graça não fosse desplicente e alérgico ao trabalhinho. Depois segui trabalhando com muita calma e descontracção, apesar duma grande surpresa minha, este tipo de reacções em mim não são habituais. Estou com as defesas desligadas para controlar o que me passa pela cabeça, é o que é. Saiu tal e qual. E se é verdade que depois amenizei a coisa com uma conversinha diplomática, também é verdade que há muitooo que não o via trabalhar tanto. Ena, ena! E tudo isto sem me stressar. Ingrediente a considerar com prudência para futuras (raras) utilizações.

terça-feira, janeiro 06, 2009

Realidade e percepção da realidade

Conversava eu com a Noémia que é minha vizinha e agricultora. Votos de bom ano e saúde para cá e para lá, o dia hoje está tão lindo, céu azul e muita luz e tal. Sim, porque aqueles dias cinzentos de chuva já nos estavam a dar cabo do juízo. Pois é, responde-me ela, mas um dos poços que eu e o meu marido usamos para regar uma das fazendas ainda está seco, como se fosse Verão. E eu que ia jurar que já tinha chovido tanto... e ela também. Mas não, nem deu ainda para repor niveis freáticos, pelo menos por aqui.

É por estas e por outras que devemos sempre corroborar a nossa percepção da realidade com dados mais concretos.

Isto lembra-me o que lia na Visão, que a percentagem da população activa que aufere o salário mínimo é de 4,5%. Será verdade? A dúvida surge por duas razões: primeira porque desconfio de todo e qualquer número que apareça nos media e segunda porque ao ouvir falar e escrever alguns dos meus compatriotas diria que essa percentagem é muito superior dado que "este" país é um pardieiro de pobres e incapazes e etc e tal. A sério que já não sei em que devo acreditar.

E motivos não me faltam. Na última Visão surge uma comparação de dados estatísticos entre Portugal e Espanha na secção Sociedade. A fonte, dizem-nos é a Península Ibérica em números 2008 . Fiz uma busca no Google e concluo que é o resultado dum estudo conjunto dos INE dos dois países, até aqui tudo bem. Mas há números que me parecem estranhos.
Na primeira fila surge a esperança de vida: 74,9 para portugueses e 83,7 para os espanhóis. Pesquiso no estudo e noutros dados do INE e concluo que a Visão compara a esperança de vida dos homens portugueses com a das mulheres espanholas, aha?! Porquê? ...

Depois, na segunda fila a taxa de desemprego em 2008 foi de 8,1% em Portugal e 8,3% em Espanha. Fui pesquisar nas mesmas fontes e concluo que a Visão compara a pior taxa de Portugal de 2008 com a melhor de Espanha para o mesmo ano. Ora, como sabemos Espanha terminou o ano com quase 11% de taxa de desemprego...

Neste link podemos ler um breve artigo com uma apresentação muito mais isenta dos dados do estudo, o que não é difícil. É menos sensacionalista e catastrofista e bota-abaixo, isso sim. Depende da percepção da realidade que nos querem impingir, mas também só a engolimos se quisermos, não é?

Mitos

Há mitos em que acreditamos por razões várias. O mais engraçado é vê-los de fora e apercebermo-nos de que são mitos.

Vejamos um exemplo em que eu própria acreditava:

Eu pensava que hoje à noite haveria uma entrevista ao Primeiro Ministro na Sic. Mentira, mito puro. O que houve hoje à noite na Sic foi uma apresentação de ideias de José Sócrates e Ricardo Costa na presença de um jornalista quase mudo. Não me interessavam muito as convicções políticas de Ricardo Costa, até porque pensava que estava ali como jornalista mas fiquei ainda assim a conhecê-las. Isso e pude presenciar uma argumentação magnífica intitulada "a aposta". Ricardo Costa aposta que o investimento no novo aeroporto não é o melhor. Será a argumentação de casino?

Outro mito que se vem desvanecendo mas no qual teimo em acreditar:

O país é todo o território e não só Lisboa e quem governa deve governar para o todo. Aqueles 7 milhões que não vivem em Lisboa e arredores contam pouco, pelos vistos. Ao ouvir jornalistas ditos sérios fico a saber que :o aeroporto de Lisboa é claramente só dos lisboetas e não nacional. Para além disso, a autoestrada para Trás-os-montes é muito secundária à Cril ou Crel. Eu até já ouvi da boquinha dum lisboeta que mais valia não ir médico nenhum para os Açores do que os contratados que para lá vão. Safa!

Terceiro mito, este acalentado por alguns portugueses que quase me trucidam quando o desminto: Portugal é o país ou dos países da Europa onde se pagam mais impostos. Não é verdade. Gostaria de convidá-los a visitarem a Bélgica, por exemplo. Mas quem precisa muito de se autovitimar e de ter pena de si próprio precisa de acreditar nisto como de pão para a boca.

Quarto mito : jornalismo é informação. Bem, eu regra geral já não acredito nisto, mas até acho que ainda há jornalistas que se esforçam. Mais uma vez , voltando à vaca fria não foi o caso da entrevista ao PM. Não fiquei a saber o que espera Sócrates da UE para as próximas eleições e legislatura europeia. Que papel no BCE, que papel da própria UE na cena externa? Afinal tudo isto nos afecta e muito. Nada se perguntou sobre o futuro do sistema financeiro, regras e se sim que regras? Que sanções até? Que limites? Nadinha sobre isto apesar de estar no cerne da crise, tecla muito batida. O que houve sim, foi um acesso de tremor epizoótico nas mãos de Ricardo Costa. Devia ser o nervoso miudinho .

Estes são já alguns ensinamentos que retiro de 2009. O meu processo de aprendizagem pessoal segue a todo o vapor.




quinta-feira, janeiro 01, 2009

Bom Ano Novo

Despedi-me de 2008 e entrei em 2009 na bela vila de Óbidos. Empoleirada na muralha sob um manto de humidade habitual na nossa costa atlântica. Depois, refugiamo-nos outravez num dos restaurantes da vila que nos acolheu muito bem. Óbidos estava tranquila, quase vazia à excepção duns quantos convivas, entre os quais quem vos escreve estas linhas, que decidiram desentorpecer as pernas caminhando pelas ruelas de pedra escorregadia passada a meia-noite. A noite estava estrelada, não estava frio. Com as ameias iluminadas de azul, tudo estava calmo e silencioso.

No mesmo dia morreu uma tia-avó depois de ter festejado 101 anos. Deixou este mundo enquanto dormia. Deixa saudade mas sobretudo uma sensação de serenidade, de morte como todos desejamos. A notícia suscitou-me um sorriso, a vida e morte como gostavamos que elas fossem sempre.

Este ano começou com algum silêncio de ouro: o da vila de Óbidos, o meu , o do ciclo da vida. E isto foi bom.

Que em 2009 todos possamos aprender um pouco mais. Que possamos escolher melhor, reconhecer erros, passar à frente, aceitar a vida e participar nela. Venha 2009!