sexta-feira, outubro 17, 2008

Ni Hao!

Foto tirada daqui.

E é desta que vou à China, à China-China e não China-Macau ou Hong Kong.
Serão mais 15 dias a comer "Pato lacado à moda de Pequim" e uns "Xiao long bao" de Xangai.

Isto já foi só um interesse, agora acho que é mesmo obsessão...


Zaijian! (Até à vista!)

Lufada de ar fresco para variar...a sério, para variar

quinta-feira, outubro 16, 2008

Millenium...


...murmurou buscando o título na Net, não conseguindo resistir à tentação de comprar o segundo volume da trilogia que a absorvera nos últimos dias. Era como se sentisse a falta daquelas personagens, como se fizessem parte da sua vida. Nem a ideia de levar um tijolo de 500 e tal páginas num vôo de 10 horas a demoveu. Encontrou o que procurava, tomou nota e saiu.

É uma questão de tempo...

...de paciência e algum conhecimento linguístico. São estas as características necessárias para identificar alguns fenómenos curiosos.
 Ultimamente leio assiduamente o El Pais para além da nossa imprensa e da de outras línguas. Foi assim que reparei numa discrepância nas notícias recentes de alguns dos nossos jornais e o El Pais relativas a campanhas eleitorais e resultados eleitorais.

1º- Vejamos os títulos de alguns jornais sobre a 1ª volta das eleições municipais no Brasil:


-Diário de Notícias: Popularidade do Presidente não foi traduzida em votos.

-Público: Autárquicas brasileiras : São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte disputam 2ª volta. (infelizmente só para assinantes aqui)





2º- Títulos de alguns jornais sobre o debate Obama/McCain desta madrugada:








Eu é que não tenho sempre tempo para isto. A informação é uma coisa interessantíssima ...

Vale a pena ler

" (...)O orçamento previsto para o recém-lançado Conselho de Prevenção da Corrupção é de 240 mil euros. Embora o CPC, propriamente dito, seja barato (todos os seus membros funcionarão a meio tempo, com senhas de presenças, ou requisitados a serviços do Estado), a verba prevista parece irrisória de mais. Dois exemplos. O orçamento do Tribunal de Contas será 80 vezes superior (à roda de 18,7 milhões de euros). O CPC custará menos que os vencimentos anuais do ministro da Agricultura e dos seus dois secretários de Estado (251 mil euros). E basta estes dois para se perceber que tudo se parece conjugar, portanto, para que o CPC, estrutura que será liderada pelo presidente do Tribunal de Contas, seja mais uma inutilidade. 

O pensamento estratégico internacional sobre combate à corrupção (o que inclui a prevenção) recomenda que os seus agentes sejam ultra-especializados; nada na estrutura do CPC indica que isso venha a acontecer, muito pelo contrário, como aliás alertou já a procuradora-geral adjunta Maria José Morgado. Mas a percepção em Portugal da corrupção vai aumentando. A posição do País só piora nos índices internacionais desta área. Criar aquilo que Morgado chamou de "castelo de burocracia anticorrupção" tenderá a fazer piorar ainda mais essa posição. Mas haverá, evidentemente, quem agradeça." retirado do editorial do DN de hoje.

Perguntas que exigem resposta

Ler aqui artigo de Pedro Lomba no DN de hoje.

segunda-feira, outubro 13, 2008

Afinal sabe bem...

ter o colchão da UE por baixo e também serve de alguma coisa, como se pode ler aqui e aqui.

domingo, outubro 12, 2008

Vale a pena ler

sábado, outubro 11, 2008

Será preciso bater bem no fundo...

para que os líderes europeus se apercebam de que têm de coordenar a sua acção face à crise internacional? Pelos vistos ainda não batemos bem no fundo do descrédito por eles, veremos o que resulta da reunião de amanhã. Seria bom que não esquecessem que é mais fácil manchar um nome do que recuperá-lo.

Minha querida Misscat


Um dia, há menos de 1 ano, apareceu uma meia-leca de gato, miando e tremendo no jardim dos meus pais. Muito pequenino, com ar doente de quem já só dura 1 dia, 2 se tanto. Ali se aninhou com ar de quem já não sai. E em boa verdade escolheu bem. Foi acolhida, mimada, levada ao veterinário, vitaminada, vacinada. Teve direito a cama quente, com tecto, comida. E muitos mimos. Por esta altura já se sabia que era gata. Chamou-se-lhe misscat, embora este fosse só o nome oficial, o do B.I digamos assim. Tinha vários, mais ou menos carinhosos, e reconhecia-os todos. Desde cedo misscat retribuiu em dobro ou triplo o carinho que lhe dedicavam. O seu ar malhado, com um olho de cada cor, os dois muito grandes num focinho afilado, davam-lhe um ar ladino, besnica, sardanisca como lhe chamava a minha mãe. Tinha alma selvagem e trepava tudo o que lhe aparecia. Apreciava o mundo das alturas. Era meiga, brincalhona e faladora. Interrogava-nos, falava-nos e resmungava quando contrariada, sim, sim, era mesmo assim. Sempre desafiando para a brincadeira, mordiscava com jeitinho e lambia com a sua língua áspera. Reclamava atenção sentando-se à frente do ecrã do computador se preciso fosse, trepava-nos para os ombros, metia-se com os dedos que escreviam no teclado, deitava-se sobre a impressora, a roupa lavada e passada... abeirava-se das nossas conversas apoiando as patitas sobre a nossa cabeça.
Encontrou uma casa com um espaço para ocupar e ocupou-o sem cerimónias, encheu-o todinho. Era impossível imaginar o escritório do meu pai sem ela ou o pessegueiro sem sua excelência lá pendurada.
Ontem morreu sem mais nem menos. Depois da correreria pelo jardim e da brincadeira costumeira morreu de repente perto da sua cama e da comida. Não consigo acreditar. Eu adorava esta gata, toda a família a adorava. Custa-me saber que não estive lá para lhe fazer uma festa no fim, um carinho. Aquele espaço todo que ocupou está agora tão vazio.

sexta-feira, outubro 10, 2008

Vale a pena ler

"Pois é. O nada prioritário tema do casamento das pessoas do mesmo sexo está em debate na sociedade portuguesa desde as legislativas de 2005, foi focado nas presidenciais de 2006 e é periodicamente tema de colunas de opinião. Causa discussão acesa no partido da maioria. Mas não mereceu até hoje um único grande debate no horário nobre das TV portuguesas. Nem o Prós e Contras, do canal público, lhe pegou. Se não é prioritário não dá debate, se não é debatido não se torna prioritário. Podia ser a lógica da batata, mas é mesmo a da fobia. Tão fóbica e pouco lógica que, mesmo "sem ampla discussão", 42% dos portugueses - segundo sondagem da Católica - já são a favor do casamento das pessoas do mesmo sexo. Não é ainda a maioria, não; é só grande parte do eleitorado do PS. Oooops. " retirado do artigo de Fernanda Câncio no DN de hoje.

quinta-feira, outubro 09, 2008

Safa II !!

Ver a figura que Mário Crespo fez no programa Sociedade Civil do dia 06/10 (link no post anterior) sobre casamento entre homossexuais é o equivalente da figurinha feita por Marcelo Rebelo de Sousa a propósito do referendo sobre o aborto. Ahurrissant!

Safa!!

Estou a ver o programa Sociedade Civil de 06/10 sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Oiço a opinião de Mário Crespo e ocorre-me o seguinte:
Figuras de destaque de dois dos media privados portugueses caracterizam-se por uma mentalidade retrógrada. Muito conservadora. Estou a falar de José Manuel Fernandes e Mário Crespo. Estamos a falar de pessoas que estudaram, viajaram, leram. São escolhidos por grupos económicos favorecidos pela abertura do mercado e que decidem escolher pessoas de uma mentalidade fechada.
Será que posso daqui deduzir que a nossa elite empresarial é conservadora, muito retrógrada, nem sequer pelo menos liberal? Será? UHmmmm, vou pensar nisso...

Aha, now you're talking!

E agora sobre um tema completamente diferente

Gosto tanto, mas tanto de ler textos sentidamente desolados sobre a desertificação do interior, acelerada pela pressão irresponsável dos centros urbanos predominantes no litoral escritos por pessoas que vivem nos ou mesmo no maior centro urbano do ...litoral. É fascinante.
Igualmente fascinante são textos de defesa da escola pública, onde também abundam sentimentos de sincera raiva e incredulidade, escritos por quem põe os filhos em colégios do sector privado.
Há seguramente académicos de sociologia que estudam estes casos. Se não de sociologia pelo menos de psicologia.

quarta-feira, outubro 08, 2008

Contextualizando

As perpectivas económicas do FMI para 2008 e 2009 em * segundo imprensa de cada país excepto no caso da Alemanha:

-França:

http://www.lemonde.fr/la-crise-financiere/article/2008/10/08/le-fmi-prevoit-un-important-recul-de-la-croissance-francaise_1104652_1101386.html

-Portugal:

http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1345327&idCanal=57

-Itália:

http://www.corriere.it/economia/08_ottobre_08/eurostat_calo_pil_35d88994-951e-11dd-a444-00144f02aabc.shtml

-Reino Unido:

http://www.guardian.co.uk/business/2008/oct/08/recession.globaleconomy

-Espanha:

http://www.elpais.com/articulo/economia/FMI/pronostica/Espana/entrara/recesion/proximo/ano/elpepueco/20081008elpepueco_11/Tes

-Alemanha:
"The IMF report showed Germany's is expected to post zero growth next year, compared with a prediction in April of a 1 percent expansion." in Bloomberg.com

terça-feira, outubro 07, 2008

El ano 2009 será lo del consumismo...

...CONSU-MISMO COCHE
CONSU-MISMO SUELDO
CONSU-MISMO TECHO
CONSU-MISMO VESTUARIO

CONSU-MISMO PAR DE ZAPATOS
Y SOLO SI DIOS QUIERE...CONSU-MISMO TRABAJO..
.
..

domingo, outubro 05, 2008

Fortis - Life is a Curve

Hoje à noite, no cinema, assistimos todos incrédulos a esta publicidade antes do filme. Seguiu-se risada e aplauso de gozo generalizado.

The Last Laugh - Crisis Subprime

Video descoberto via Puxa palavra.
"-Surely we are exagerating a bit.
- Well, I don't know...".
Hoje no cinema,outro momento de excelente humor que mereceu aplauso generalizado de toda a plateia: publicidade do banco Fortis que termina com o slogan:Here today, where tomorrow?


sábado, outubro 04, 2008

Direitos não são mais ou menos prioritários...

...como escreve Fernanda Câncio neste artigo do DN de hoje.

Há um Portugal tacanho, conservadoramente tacanho que quer viver e impor o seu viver aos outros. Refém da ditadura, mesmo insuspeito por vezes pois chega a lutar por tantos outros direitos. Face às questões dos direitos humanos que definem a modernidade acantona-se na pequenês, no medo de ser mais livre, mais aberto. Acantona-se nas teorias da igreja mais rançosa.
Quando vivia em Portugal sentia que havia o Portugal tacanho e o que queria irromper. Não o pensava assim mas sentia-o. Agora, sempre que regresso, torna-se óbvia a diferença.
É uma diferença comum a outros países e mais tarde ou mais cedo as coisas mudam. É pena ser mais tarde, sempre agarrados a tradições e regras que não fazem ninguém feliz. São uns eternos enjaulados, tristes. Um atraso de vida.

quinta-feira, outubro 02, 2008

Vale a pena ler

O artigo " Brasil marca el paso en Suramérica" de Francho Barón no El País de hoje.

P.S.: Uma breve pesquisa pela imprensa portuguesa com as palavras "Cimeira de Manaus" dá resultado 0. ... sem comentários...

Talvez fosse mais fácil perguntar...