domingo, dezembro 23, 2007

ZZZZzzzzzz

Por muitos anos que passem e muitas voltas que dê a este mundo, não há sítio onde durma tão bem como em casa dos meus pais.

sábado, dezembro 22, 2007

Será o espírito natalício?

Não sei como foi ou se calhar até sei. Aqui estou em cima da balança e o mostrador indica-me mais 5 quilos do que eu esperava (juro que escrevi agora mesmo 4, isto é patético). Antes do Natal, vou bem lançada... Será do frio que me deixa a uivar de fome de três em três horas? Ou será das idas ao ginásio e isto é o peso dos músculos? (nem se atrevam a comentar jocosamente esta hipótese...)
Não posso dizer que a coisa me seja indiferente senão não estaria aqui a escrever sobre o assunto, mas tampouco me tira o sono como comprovam as barrinhas de chocolate Dolfin que ainda esta tarde comprei. Para além de serem deliciosas estão pejadas de ferro e magnésio, que mais posso pedir?
O melhor é aceitar a natureza: este é o meu corpo da estação fria. É a minha colecção pessoal Outono-Inverno. Em boa verdade não é trágico, com sessões de ginástica o importante é não deixar transbordar aquela gordurinha que adora encostar-se na barriga. Mandar essa mesma gordurinha aqui mais para cima, aqui para o decote, para as mamocas. Confesso que estou a gostar. E um rabiosque um nadinha mais fornecido também não digo que não. A cara com um poucochinho mais de bochechas e ainda por cima não tenho tanto frio. Aceitar este meu lado feminino que se compraz nas formas mais onduladas e dedicar um sorriso de indiferença aquela trinca-espinhas que me olha duma foto de Verão.
E é com esta disposição gulosa que vou hoje para Portugal em plena quadra natalícia...Isto promete!

sexta-feira, dezembro 21, 2007

Quase a acabar...

...está a presidência portuguesa. Na prática já acabou mas teoricamente até dia 31 é Portugal que segura as pontas se acontecer por aí alguma coisa (lagarto, lagarto,lagarto).
Há muita gente neste momento a respirar fundo, talvez a respirar de todo ao fim de seis meses. Aquilo é uma maratona de muito trabalho que mete muita capacidade de adaptação e de improvisação e no caso português ainda mete mais. Nós funcionamos assim, é um estilo, mas verdade seja dita, até funciona. Nós somos óptimos a organizar seja o que for, ou melhor a apresentar o resultado final, porque até lá a coisa anda periclitante quase até ao fim. Faz parte da nossa necessidade de adrenalina para fazer os projectos avançar. E neste caso impõe-se dizer que funcionou mesmo. Parabéns.
Ontem foi a minha vez de respirar fundo. Tive a última reunião desta presidência que nos fez suar as estopinhas. Foi um desafio coordenar o rigor e a rígidez das regras da minha instituição com a improvisação e "organização" à portuguesa. Coordenar equipas de várias nacionalidades deste lado da sala, cada uma com as suas exigências, algumas com os seus preconceitos, e conseguir que no fim tudo saísse bem e sobretudo não afectasse o serviço que prestamos . A interpretação de conferências é um trabalho de bastidores que pouco importa para os resultados políticos mas está ali por trás e se falhar, a máquina gripa por alguns instantes (esperamos sempre que sejam instantes).
Temos uma profissão cujo nome é frequentemente adulterado, cuja complexidade se desconhece ou exagera, cuja presença se venera, ignora ou ostensivamente despreza. Estamos por definição em plano secundário e assim é que deve ser. E depois quando tudo chega ao fim e as coisas correm bem para uma presidência ficamos contentes por eles e respiramos de alívio. Para eles a presidência acabou, para nós ... são 15 dias de férias e depois...here we go again: eu2008si - Slovenian presidency.

terça-feira, dezembro 18, 2007

Resoluções para 2008 - dica duma groupie de línguas

Um dos vários motivos para aprender uma língua nova...

quarta-feira, dezembro 12, 2007

From Belgium with love...

Magnífico Kroll
Cartoonista do Le Soir

terça-feira, dezembro 11, 2007

Vale a pena ler

Este artigo de opinião de José Reis no Jornal de Notícias, via post de Vital Moreira no Causa Nossa.

domingo, dezembro 09, 2007

UE-UA

A cimeira UE-África termina hoje. Foi um encontro em que gostaria de ter estado mas que não me calhou na rifa. Tenho no entanto acompanhado negociações entre a UE e a UA (união africana), estados SADC (Southern African Development Community) , ACP e detecto uma alteração nas relações. Nos diálogos, no tom. Os países africanos já não aceitam calados tons paternalistas (é assim mesmo! são eles que têm de impor os seus limites, que de alguns europeus isso levaria muito mais tempo), e os europeus já não estão com paninhos quentes em assuntos difíceis. Não sei se a relação é de igual para igual, mas penso que para lá caminha. As relações comerciais têm isto de maravilhoso : evidenciam a necessidade que temos uns dos outros e perante isto mais não podemos fazer que sentar à mesa e começar o árduo "toma lá, dá cá".
A cimeira organizada pela presidência portuguesa é uma ocasião de girar as atenções para este lado do mundo. A última vez que tal aconteceu foi também sob a égide da presidência portuguesa. Entretanto a China desembarcou em África e o resto da Europa parece estar a acordar. Parece. Ainda não acordou bem. Para além dos jornais portugueses que há muito noticiam o evento, só a BBC lhe dá honras de 1ª página. Nos jornais franceses, espanhóis, italianos recebe tímidas menções em catinhos escondidos.
Não é por acaso que a cimeira se organiza agora. Só posso concluir que dos países europeus somos(Portugal) o que mais defende a organização de um diálogo institucionalizado. Pode parecer bláblá, mas é o reconhecimento e apoio indirecto à UA . Nenhuma das presidências anteriores o fez, apesar dos magníficos discursos em prol dos direitos humanos. Há quanto tempo o Sr. Mugabe não ouvia ao vivo críticas de altos representantes doutros estados? Inclusive africanos? Outros estados europeus há que têm interesses em África mas parece não lhes interessar mudar o paradigma. Garanto-vos que ao mais alto nível os tons anglo-saxónicos e nórdicos ainda se pautam por muita arrogância, a contrastar com o excelente Louis Michel ou até meso o nosso (repito , ao mais alto nível, não estou a falar das relações no terreno).
E o grande elefante na loja de porcelanas ali anda sem que ninguém fale dele. Chama-se China e com todos os defeitos que se lhe possam apontar, ameaça a nossa (UE) posição de principais investidores na zona. Ainda bem, digo eu. Chega de andar a arrastar os pés e justiça seja feita, Portugal já percebeu isto . Os países africanos já o perceberam ainda melhor que nós. África do Sul, Namíbia, Botswana, Moçambique, Angola podem jogar aqui uma cartada histórica. Estou a torcer para que o façam. Por eles e por nós. Parceiros capazes e exigentes são sempre benéficos para ambas as partes.

sábado, dezembro 08, 2007

Bom fim-de-semana!

*Livro de Colin Cheong que recebeu o prémio de Literatura de Singapura em 1996.
Clicar aqui para aceder ao blog do autor.

"Saigon -The Sun had left early, even before dinner, and the party lights had come out to play when he stepped out of his hotel, overwhelmed by the movement of people and vehicles and the noise, and unable to make himself move forward or to the left or right. Unwilling to go back in, he simply stood and watched the traffic pass on Dong Khoi Street(...) If traffic had seemed dangerous from a car window, it seemed threatning now, with nothing in front of him but his feet. They joined the flow of bycicles, cyclos and Hondas, sometimes going against the flow of traffic, weaving, swerving or suddenly stopping to avoid head-on collisions as Yung, the cyclo-rider, pedalled hard behind Nick, steering his double-wheeled seat as he was rushed feet-forward into the darkening streets of Saigon. "

Deixo-vos esta "guloseima"...

sexta-feira, dezembro 07, 2007

O "Bichano"

Não temos vida para gatos e cães. Pronto. Mas queria ter um. Um gato vadio e um cão Jack Russel safado. Mas não temos vida para cães e gatos. Nem casa, não temos jardim. Ponto assente.
Ontem à noite, depois de apagar as luzes do quarto ouvi um caruncho. Isto é um caruncho?! Ele já não respondeu, não sei como faz...Enfim, aquilo era de facto um caruncho. Um caruncho não precisa que o alimente, não faz cócó nem chichi, ou não se vê dá no mesmo, não mia, não ladra, um caruncho... E adormeci a tentar encontrar-lhe nome. Está decidido, será o nosso bicho de estimação. E foi ele que nos escolheu, deve ser bom sinal...

Post do "nariz torcido"

Será que sou só eu a achar estranho, até mesmo arrogante e estúpido que se repita por estas bandas que a Europa (entenda-se UE) deve continuar a ser um polo de excelência para inspirar e dar o exemplo a países terceiros? Serei só eu?
Se soubessem como eles nos adoram e como gostam de ser tratados de atrasados mentais que só têm de nos seguir o exemplo e de o confessar embevecidos... Há um lado protestante, dador de lições nesta Europa que ainda nos vai valer um tiro no pé. Há até um lado ingénuo nisto tudo: nunca aprenderam que os conselhos pedem-se, não se dão? Chega a ser burrice.

terça-feira, dezembro 04, 2007

Lições básicas de vida entre humanos: a palavra "Não"

A palavra "Não" é fundamental. Devíamos ter aulas no jardim de infância só para aprender a dizer não e, muito importante, a aceitar um não. Na realidade, esse trabalho deveria ser feito pelos pais. Os meus fizeram o que puderam eu fiz o resto. Mas constato que nem todos se dedicaram a tamanha tarefa.
O "Não" impõe limites. Os nossos aos outros e vice-versa. O Sim é luz verde o Não é a vermelha. São as duas necessárias. Mas o Não parece ser a mais problemática. Tenho a minha teoria: Há quem tenha medo de não ser amado e por isso evita dizê-la. Há quem tenha medo de não ser o umbigo do mundo e por isso evita aceitá-la.
Este fim de tarde disse Não a alguém que se crê acima de qualquer ordem ou respeito. Digamos que os arrogantes têm problemas em ouvir o "Não". É quase como uma palavra chave para descobrir um arrogante , assim como mostrar uma cruz a um vampiro. Eles não resistem. Contorsem-se, espumam e vituperam impropérios. Alçam as cabecitas até ficarem com dores nas cervicais e depois fazem uma cena daquelas dignas de ópera bufa.
Mas ainda assim foi Não que tive de dizer. E no fim fiquei stressada e envergonhada. Não por mim mas pela pessoa em questão. É tão triste ver alguém que já cá anda há mais tempo a fazer tão triste figura. Depois da irritação veio a pena. E o pior é que amanhã há mais. Sabem aquela sensação de ver alguém a enterrar-se em público e corar de vergonha por essa pessoa? Pois é, isso a mim afecta-me, o que é que querem. Mas depois passa-me, e digo Não na mesma.

O meu novo vício

Eu já não leio nenhum artigo em jornais portugueses sem ler logo a seguir este blog: A Pente Fino. É mesmo um exercício digital (no sentido literal) com o rato que a curto prazo se tornará num automatismo. Da leitura rápida e diagonal passei agora à cruzada e paralela. O blog em questão explica com clareza e precisão a manipulação e erros crassos da referência a percentagens, sondagens e estudos na nossa comunicação social. Não será à prova de erro mas recorda-me o olhar crítico que devemos manter sobre o que vemos e lemos. Genial!

From Belgium with love and hate...

Para todas aquelas e aqueles que se interrogam: "Mas que raio se passa na Bélgica?" e que representam seguramente uma vasta maioria, inclusive na própria Bélgica, aqui fica uma explicaçãozinha do jornal Le Soir: "La crise expliquée aux nuls".

segunda-feira, dezembro 03, 2007

Vejam lá se faziam melhor...

Coisa mai linda!

A deusa-mãe

Há qualquer coisa de deusa-mãe em Nigella Lawson . As suas formas redondas, o olhar bonito , o sorriso meigo, o genuíno prazer com que acrescenta colheres de natas gordas, fatias de manteiga, chávenas de leite gordo, gemas de ovos a todos os pratos que vai confeccionando em frente à câmera. A vida parece bela, apesar do tempo cinzento lá fora. Ou talvez mesmo por causa desse tempo, as receitas de Nigella parecem a única coisa que faz sentido.


Há também qualquer coisa de masoquista ou de auto-imposto estoicismo em assitir ao programa de Nigella enquanto se come um prato de salada...

sábado, dezembro 01, 2007

Dica -"sans gêne"

Se alguma vez se questionarem se aquela pessoa numa festa era a mulher aranha (pergunta muito pertinente e sobretudo frequente), fiquem a saber que eu sou aquela convidada que traz o arroz doce, que o come com deleite e ainda apregoa "que está tão bom". Pronto, e mais não digo...

Bom fim-de-semana!



"a voz das mulheres estava sob a terra, vinha de caldeiras fundas onde só diabo e gente a arder tinham destino. a voz das mulheres perigosa e burra, estava abaixo de mugido e atitude da nossa vaca, a sarga como lhe chamávamos." in O remorso de Baltazar Serapião de Valter Hugo Mãe. Para saber mais clicar aqui. Espicaço-vos com este bocadinho...

E sorriam que está Sol:-)