quarta-feira, maio 25, 2011

O Verão quente de 2011

"What's at stake this summer is more than just the future of the eurozone, for which there are predictable outcomes. It is the future of pan-European solidarity, which has been implicit in the project of the EU and, recently, in short supply." Paul Mason, no The Guardian de hoje.
O artigo aqui.

terça-feira, maio 10, 2011

Pensando a Europa

Foi isto que irritou o Wolfgang?

"Segundo um alto funcionário europeu, saiu de Lisboa, na quinta-feira, "a ideia de que o programa português era menos severo que o grego e o irlandês", o que reforçou as "conversas de bastidores" e as "exigências de Atenas e Dublin para renegociar os termos da ajuda externa". " no jornal i de hoje.
Wolfgang Munchau no FT revoltou-se com as fugas de informação recentes que apontavam para uma possível saída da Grécia do euro. A mensagem do nosso PM, salientando o carácter menos punitivo do acordo alcançado com a troika, também mereceu críticas acérrimas de Munchau que considerou as afirmações de Sócrates tragicómicas e prejudiciais para a UE. O colunista do FT defende uma maior integração política da UE para resolver os problemas com os quais se depara actualmente (eu também), mas defende uma integração de acordo com as actuais regras constitucionais alemãs (ou seja, sem mais dinheiro alemão). É para além disso, um defensor de regras punitivas para os irredutíveis faltosos do sul ( ele gosta muito da metafora da cigarra e da formiga).
Concordo com Munchau quanto à maior integração política e quanto à necessidade de corrigir determinadas medidas, hábitos, regras nos países em apuros.
Discordo ,porém, da sua visão maniqueísta. Os problemas do sul da Europa não existem só no sul e não são da sua exclusiva responsabilidade. A interacção entre as economias da zona euro, na sua actual configuração, desembocou na situação que o euro atravessa. O consumismo do sul dificilmente teria sido evitado com taxas de juro tão apetecíveis em economias de mercado. Qualquer solução terá impacto nos vários países, pelo que empurrar o problema para alguns é, na minha opinião, de uma tremenda miopia.
Aparentemente, gregos e irlandeses uniram-se na exigência de condições que os ajudem a sair de facto do problema em que estão, senão saem do euro ou reestruturam a dívida, solução que não agrada de todo à Alemanha. Tudo teria sido inspirado pelo acordo obtido por Portugal e considerardo mais favorável. Isto pode implicar mais ajuda, logo mais dinheiro nomeadamente da Alemanha. Wolfgang Munchau teria preferido que Sócrates ficasse caladinho e que gregos e irlandeses se mantivessem dóceis. O meu espanto é como é que eles não fizeram isto há mais tempo...

Exercícios práticos de memória III

Quando a oposição chumbou o PEC IV e o governo apresentou o pedido de ajuda financeira, o BCE avançou um primeiro montante indicativo: 77-80 mil milhões de euros. Aliás, essa ordem de grandeza já aparecera nos jornais uns tempos antes. Ora, o BCE baseara-se no conhecimento que tinha da nossa economia através dos dados que regularmente lhe são transmitidos (assim como à CE, eurostat, eurogrupo). O montante era indicativo faltava verificar a situação in loco.
O montante final acordado é de 78mil milhões €.

sábado, maio 07, 2011

Hoje lembrei-me deste provérbio

"Quem quer vai, quem não quer manda."

domingo, maio 01, 2011

Querida mãe


"Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E Deixo-te as rosas.

Boa noite. Eu vou com as aves."

Eugénio de Andrade.