domingo, janeiro 30, 2011

Inspiração

ou coisas que se descobrem na Net enquanto se está de cama com febre:


retirado do site inspiratie sessies.

sexta-feira, janeiro 28, 2011

Para mais tarde recordar

"What you export matters" de Manuel Caldeira Cabral no JNegócios de ontem

e

"Portugal não cumpre défice de 2011 nem meta dos 3% em 2013, diz o FMI"
no Jornal de Negócios de hoje.


Veremos mais tarde quem acertou, quem não acertou.

quinta-feira, janeiro 27, 2011

Nota alta na escala FF

Gosto muito de ler Ferreira Fernandes, hoje gostei de lê-lo especialmente:

" Carlos Silvino, o dizer e o desdizer"

Intelectualmente desonestos

É tão estúpido ignorar as dificuldades criadas pela alteração do número de eleitor que afectou alguns dos novos titulares do cartão do cidadão
como
é igualmente estúpido descredibilizar totalmente o cartão do cidadão por causa deste incidente.
P.S.: Como indica o meu post anterior, fui votar a Portugal. Como é habitual levei cartão do cidadão e cartão de eleitor que guardo religiosamente. Na Sexta, antes da partida no Sábado, dei-me ao trabalho de verificar online o meu número de eleitor. É o meu lado control freak. Um lado com aspectos negativos, mas não só...

domingo, janeiro 23, 2011

Eleitora

Voltei a votar e voltou a ser uma experiência gratificante, o acto de votar entenda-se.
Apanhei um avião e vim votar a Portugal. É assim o meu sentido de cidadania. As escolhas nem sempre são fáceis, os candidatos nem sempre são inspiradores. Pode acontecer arrependermo-nos à posteriori. Acontece vencer um candidato que não era o meu. Havendo humildade, aprende-se, havendo espírito democrático aceita-se. Assumir responsabilidades, fazer escolhas, é disto que se trata. Ninguém disse que seria fácil ou perfeito. É assim mesmo que gosto. O mundo humano, real, com imperfeições, contradições. Haja vontade de olhar para ele, haja vontade de olhar para nós. A Polis é nossa.

terça-feira, janeiro 18, 2011

Vale a pena ler

Escreve João Pinto e Castro no Blogo Existo:
"(...)A solução passa por reestruturar o EFSF reforçando a sua capacidade e o seu âmbito de intervenção. Por vias ínvias acabaremos, afinal, por ter o BCE a financiar directamente os estados e euro-obrigações canalizando recursos a taxas razoáveis para quem deles necessita.

Resta só o problema de inventar para os bois designações eufemísticas que não choquem a mentalidade obtusa da Srª Merkel e do seu gabinete: a criatividade semântica ao estilo latino ao serviço da obsessiva lógica germânica revela-se mais uma vez a metodologia pan-europeia adequada para fomentar a convergência de visões políticas nacionais conflituantes. Quem diria?

Vamos então deixar trabalhar tranquilamente os assessores da Comissão Europeia, e daqui a dois meses estará pronto um texto que nos nossos países periféricos seria alinhavado em 48 horas.

A parte chata é que a Alemanha exigirá, para satisfazer a plebe doméstica, um controlo directo sobre as políticas orçamentais dos países membros, incluindo compromissos de harmonização fiscal que provocarão a ira da Irlanda e da Europa do Leste.

Tudo bem, desde que isso seja acompanhado do aprofundamento da integração política. Por mim, posso viver tanto com uma Europa pré-Maastricht como com uma Europa federal.

O que temos agora é que não é viável. "

sexta-feira, janeiro 14, 2011

Vale a pena ler Alice Vieira hoje no Jornal de Notícias

Escreve assim:


"Na morte de Vítor Alves
Estava em Viseu , quando um SMS me avisou: "Morreu o Vítor Alves". Infelizmente era uma notícia daquelas que se esperam - mas que, no fundo, nunca se esperam. Porque todos os nossos amigos são eternos e, quando descobrimos que não são, temos muita dificuldade em acreditar. Vítor Alves pertencia àquele grupo de homens a quem devemos viver hoje em liberdade e em democracia. Para as gerações mais novas, isto parece um dado tão adquirido que nem lhes passa pela cabeça que alguma vez pudesse ter sido doutra maneira.
Mas foi. Durante muitos anos.
Até que um dia estes homens decidiram arriscar tudo - vida, liberdade, carreira, saúde, família - em nome de um sonho que, com desvios e loucuras e erros e recuos, ainda é o que hoje nos mantém vivos e actuantes.
Esta é uma dívida que nunca poderemos pagar - nem eles estavam à espera disso.
Mas é muito triste descobrir como as pessoas têm a memória curta.
Foi vergonhosa a maneira como a morte de Vítor Alves foi tratada nos meios de comunicação - já para não falar das muitas horas de um velório quase vazio, quando deveria ter estado SEMPRE, em todas as horas, cheio de gente.
Atirada a notícia para o rodapé dos telejornais - que se enchiam do assassínio de Carlos Castro em Nova Iorque, com direito a um rol de jornalistas em directo, e entrevistas a meio mundo.
Reduzida, num jornal dito de referência, no dia a seguir ao enterro, a uma pequena fotografia em que se via a parte de trás do carro funerário e dois homens a ajudar a colocar o retrato junto do caixão - enquanto páginas inteiras continuavam reservadas ao crime passional de Nova Iorque.
Mas Vítor Alves não se meteu em escândalos, não morreu num hotel de luxo em Nova Iorque, não alimentou crónicas cor-de-rosa, nem sequer pertencia ao jet-set.
Pecados por de mais suficientes para o atirar para o limbo dos que não merecem mais que uma breve evocação. Mas se calhar é aí que ele fica bem - ao lado dos que deram tudo pela pátria, e que a pátria, vergonhosamente, esqueceu. "
OBs: É de facto uma vergonha e indignam-me as opções jornalísticas da nossa imprensa de "referência". Pela lei do sensacionalismo que supostamente traz mais vendas, pela lei de todos os que preferem que se esqueça depressa o que se passou a 25 de Abril de 74. Não me venham mais tarde com reportagens que mostram cidadãos que já não sabem o que foi essa data ou qualquer outra data histórica. Vocês também são responsáveis , responsáveis pela informação tendenciosa que transmitem, pelo que omitem, pelo enviesamento que dão aquilo a que chamam informação e que cada vez mais é uma atentado ao respeito pelo Jornalismo a sério e seus leitores.

Vale a pena ver

Programa "Sociedade Civil" sobre : Internacionalização sem sair de Portugal .

Ver aqui.

quarta-feira, janeiro 12, 2011

Olha, acordou ?!

E acrescenta: "Chanceler alemã sublinha que vai fazer "tudo o que for necessário" para proteger o euro. Até porque "a Alemanha tem beneficiado bastante" da moeda única."

Ou acordou agora e já é um bocadinho tarde (mas mais vale tarde que nunca), ou devemos estar quase, quase a bater no fundo. É o risco da Espanha vir a seguir, se o Fundo de Estabilização Europeu e o FMI entram em Portugal? Ou serão os "bons" resultados da nossa venda de dívida que lhe permitem defender o euro e os esbanjadores do sul junto do seu eleitorado?
Seja como for, parece que acordou, vejamos se se confirma.

terça-feira, janeiro 11, 2011

O país onde as estradas é que matam...

"As estradas de Portugal continuam a matar." escreve o Público numa artigo intitulado "Mortes na estrada voltam a subir em 2010 ".
Portugal é um fenómeno, lá as estradas é que matam. Grandes assassinas. E ninguém as prende?
Assim é também parte do nosso país alimentado pela comunicação social. É o país onde quem clama que os políticos são "todos uns corruptos" consegue simultâneamente legitimar a sua fuga aos impostos e as cunhas que lá vão arranjando um empregozito, ao filho, à prima, etc...
Onde quem comenta pesaroso estes números da sinsitralidade nas estradas, conduz simultâneamente acima dos limites autorizados onde quer que se encontre, irritando-se quando não o/a deixam ultrapassar tudo e todos, desatando numa profusão de sinais de luzes e não distinguindo que 50km até pode ser excesso de velocidade se houver nevoeiro, gelo na estrada e outras condicionantes.
Onde quem se indigna com os valores do défice e dívida pública continua a gastar mais do que o que tem e a não poupar um euro, certo/a que está de que carros novos são essenciais, telemóveis de última geração também, roupas da marca X também e assim por diante.
Portugal não é só "este país", mas também é e ainda é muito. "Este" ainda é o país em que o uso da língua portuguesa denuncia a omissão que fazemos de nós próprios em quanto sujeitos das nossas acções. São sempre os outros, nem que sejam estradas.
Devo ter muita sorte, ainda nenhuma estrada me atacou, se rebelou, se virou contra mim. O que vejo muito nas nossas estradas são conduntores, "sujeitos activos" com uma condução agressiva, irresponsável e inadequada muitas vezes às circuntâncias do momento em que circulam.
Os portugueses continuam a matar-se e a matar nas estradas. Há portugueses que são assassinos em potência...mas não lhes querem dizer isso. No país onde imprensa e programas de informação, políticos e um cem número de comentadores se insurgem contra a falta de verdade nos discursos dos governantes, escreve-se nos jornais "que as estradas continuam a matar". Bem prega frei Tomás...

segunda-feira, janeiro 10, 2011

Food for thought

Uma perspectiva interessante das economias chinesa e indiana, aqui.

Trata-se dum artigo de Pranab Bardhan que aparece no Jornal de Negócios de hoje. Pranab Berdhan é professor de Economia em Berkeley.
A sua perspectiva afasta-se da mais divulgada nos media que tende a ver unicamente os aspectos mais positivos da evolução económica dos dois países e a enveredar pela via mais sensacionalista e simplista da decadência do ocidente.
Introduzindo mais elementos na equação, esta análise confronta-nos com uma realidade muito menos linear. Vale a pena ler.

Vítor Alves


Permito-me copiar aqui o post do embaixador Francisco Seixas da Costa dedicado a Vítor Alves, no seu blogue Duas ou Três coisas. Porque relembra Vítor Alves, duma forma muito mais correcta do que eu poderia fazer. Mas também porque ainda ontem, falando com um dos companheiros de Vítor Alves do MFA, foram palavras semelhantes que me foram ditas. Aqui fica :


"Deve ser geracional: cada vez tenho mais mortos conhecidos.


Vitor Alves é um nome que, nos dias de hoje, pouco dirá a largos setores da opinião pública. Contudo, é pena que se não saiba que foi uma figura que muito contribuiu para a liberdade que abril nos trouxe, nessa magnífica aventura de 1974. Coordenador do programa do Movimento das Forças Armadas, era um homem sereno e de extrema cordialidade, um "cavalheiro" que, em diversas ocasiões, encontrei nos corredores da Revolução, com um sorriso simpático, um discurso e uma prática política de onde esteve sempre ausente qualquer radicalismo.


Um dia, no final dos anos 90, Vitor Alves procurou-me para tratar de assuntos profissionais, recordo-me que ligados à atividade de empresas nacionais em Marrocos. A conversa tinha condições para ser bastante breve. Num instante, vieram à baila os tempos do "verão quente". Os seus olhos brilharam e ali ficámos - o velho capitão de abril e o antigo oficial miliciano - a recordar gentes e factos desses tempos de esperança, por mais de uma hora. Nunca mais o vi. "
Acrescento de 11.01.2011: Vale a pena ler também as memórias de Ana Gomes sobre Vitor Alves.

Plan your trip


...sugere-nos o New York Times seleccionando 41 destinos à volta do globo para 2011.

Na 26ª posição aparece Guimarães, cidade com muitos jovens, capital europeia da cultura em 2012, berço da nação, património da Unesco , com uma vida cultural a ganhar importância, nomeadamente através das actividades do Centro Cultural de Vila Flor.


Uma bela ideia de passeio, para quem está perto ou para quem vá a Portugal.

Há outras 40 sugestões igualmente interessantes, vale a pena ler. Aqui.

domingo, janeiro 09, 2011

Ora bem, agarremo-nos à Espanha, então!

Agarremo-nos como diz Ana Gomes no Causa Nossa, já todos percebemos que não é o FMI que trava coisa nenhuma se a UE não agir unida, isso sim travará especulações e outros interesses. O post de Ana Gomes com o qual concordo totalmente e que me permito reproduzir aqui:
"Agarremo-nos à Espanha!
[Publicado por AG] [Permanent Link]
Andam por aí uns sabichões da treta que previam que lá para Abril de 2011 Portugal teria de se haver com fortes pressões para mandar vir o FMI.
Pareceu-me que isso ia acontecer mais cedo (e não o disse para não ficar com o sabor amargo de uma “self fulfilling profecy”).
Bastava ter seguido a rapidez do desfecho na Irlanda. E bastava compreender como a pressão intolerável sobre Portugal serve para nos isolar da Espanha, isto é, no fundo para evitar o contágio à Espanha. Tudo para as bancas alemã, francesa, inglesa, holandesa, etc… salvarem os investimentos que têm em Espanha, e para os quais o Fundo de Estabilização Europeu (no meio do qual vem ensanduichado o FMI) já não terá fundos para acorrer...
Ora o ataque feroz, despudorado, cruel, aí está, nem foi preciso chegar ao fim de Janeiro.
Não, não são apenas “os mercados” que o Prof. Cavaco Silva estultamente pensava aplacar não lhes chamando tudo o que merecem.
São as “autoridades" da City, falando através do FT e da Economist Intelligence Unit, a imprensa internacional (com o El MUNDO de direita à cabeça, et pour cause....), mai-lo DER SPIEGEL . E, finalmente, publicamente, esta tarde os governos do execrável directório franco-alemão que actualmente (des)governa a Europa e a quem o Dr. Barroso serve, atento, venerador e obrigado.
O pior é que Portugal continua pouco e mal audível internacionalmente.
Chegou o tempo de dar uns valentes murros na mesa e dizer à Sra. Merkel e ao Sr. Sarkozy e outros que tais, que estão a comportar-se como anti-europeus, que estão a enterrar a Europa – como Juncker, Helmut Schmitt e Delors já lhes disseram em diferentes gradações.
Chegou a hora de nos deixarmos dessas parolices de que não temos nada a ver com a Grécia, ou com a Irlanda, ou com a Espanha.
Chegou a hora de nos agarrarmos à Espanha que nem uma lapa e mesmo se ela não estiver lá muito pelos ajustes.
Se a Espanha se afundar, afunda-se a Europa. O objectivo de ajudar a salvar a Espanha pode ser a esperança que resta para provocar para um sobressalto de sanidade europeista à dupla Sarko-Merkel. Para que tome medidas realmente europeias para fazer face à crise e ajudar quem está agora mais vulnerável, como Portugal e Espanha."

Expressões de que me tenho lembrado muito nos últimos tempos

"Pimenta no cú dos outros é refresco"
"Quem com ferros mata , com ferros morre"

sábado, janeiro 08, 2011

Sábias palavras

Sábias palavras com as quais concordo na íntegra, são as de Sofia Loureiro dos Santos no seu blogue "Defender o Quadrado".
Concordo com tudo o que escreve, pelo que em vez de citar uma passagem remeto para o post na totalidade. Para lê-lo bastará clicar aqui.

sexta-feira, janeiro 07, 2011

Que pena não ter o DN em papel à mão de semear

E tenho pena porque esta iniciativa do DN só se encontra disponível em suporte papel. Uma excelente iniciativa, espero que corresponda aos objectivos anunciados. O primeiro tema abordado, a saber -que fiscalização é feita às entidades públicas, parece-me muito interessante e pertinente. Aliás, a minha reacção expressa no título, demonstra o interesse desta iniciativa e as repercussões positivas que poderá trazer para o próprio jornal.

Das intenções manisfestadas por João Marcelino, que podem encontrar aqui, destaco o seguinte (textos a negrito meus):
"O desafio dos órgãos de comunicação social, neste contexto, é o de serem capazes de construir uma agenda própria que filtre o melhor daquilo que lhes é oferecido e, sobretudo, abra caminho à curiosidade jornalística colocada ao serviço da cidadania.

Foi nessa perspectiva que a Direcção do DN decidiu, há cerca de seis meses, constituir um núcleo de trabalho que se dedicasse a investigar temas que estivessem para além dessas agendas oficiais e da espuma dos dias. "
Como não encontro o DN aqui na Bélgica em papel, pelo menos não a tempo e horas, terei de satisfazer a minha curiosidade quando regressar à pátria.
Acrescento I: O link do editorial de João Marcelino de hoje que nos dá uma ideia do conteúdo do primeiro dossier de investigação do DN.
Acrescento II: Eu bem disse lá em cima que espero que os objectivos desta iniciativa se confirmem de facto. Para já não pude ler o dito dossier, mas já encontrei uma crítica neste post de Domingos Farinho do Jugular , corroborada pelo 2º comentário ao mesmo post. Terei de confirmar tudo isto com a minha própria leitura, mas será assim tão difícil fazer um trabalho sério de investigação e didáctico, sem cair no que é fácil e sobretudo na informação errónea? Bom, dou o benefício da dúvida e margem para melhorar. A ver...

A China não é só uma origem, também é e pode ser cada vez mais um destino

Palavras de pessoas cujos conselhos costumo admirar...

...vale por isso a pena lê-las e reflectir muito bem sobre elas:

Fernanda Câncio no post "mistérios do jornalismo" no blogue Jugular

e

Ferreira Fernandes em "Freep..., perdão , BPN,BPN,BPN..." no DN de ontem.
É sempre bom ter cautela quando se acusa sem dispor de todos os factos, embora seja legítimo e salutar esclarecer a situação de políticos que nos representam. As duas coisas não são incompatíveis.
Acrescento: igualmente pertinente este post de Câncio intitulado "coincidências".

quarta-feira, janeiro 05, 2011

Perdoem-me a dúvida de cidadã comum, mas é que também voto e vivo neste mundo e tal

Posso ter pecebido mal, mas os juros exigidos por quem compra Bilhetes do Tesouro sobem ou descem em função do risco dos mesmos? Ou seja se não houver grandes dúvidas quanto ao seu cumprimento ou quanto à economia do país em questão, o juro não será tão alto, é isso? Se sim, para além do juro da emissão de Bilhetes do Tesouro ter subido hoje, houve uma procura superior, bastante superior à emissão anterior. Ou seja, quem compra desconfia mais, mas quer comprar mais... Do ponto de vista da desconfiança e dúvida pura, que até acho legítmas, este comportamento não faz sentido. A fazer sentido será com base noutros critérios. Quais são?
Eu não compro dívida, bilhetes do tesouro, o que for, dum país que acho que vai falir. E acima de tudo não compro ainda mais, do que já comprava antes, quando as coisas pareciam mais calmas. Claro está, isto sou eu, que ao comprar desejo não perder tudo, até porque o meu tudo não é tanto assim. Donc, qual a lógica aqui? Há quem queira ganhar muito em pouco tempo, porque acha que isto pode dar o berro mas não nos próximos 6 meses? Ou há quem queira ganhar muito dinheiro em pouco tempo à conta da dúvida que não é tão grande assim mas que para já se diz que é, de que o país não cumprirá os seus compromissos e por isso sobe o juro mas , claro, compra que se farta, o que dá a entender que dali espera alguma coisa? Que têm algum interesse? Ou que arriscam mais só porque o potencial de retorno é maior? Mas se o potencial de retorno é maior é porque põem a hipótese de que existe um potencial de retorno, não?
uhmmm...
Acrescento: Ou seja, isto significa que quem compra acha que dentro de 6 meses o retorno será pago, ou porque a situação estará melhor ou porque se recorreu ao fundo da UE e porque entrou cá o FMI, etc... o investimento será pago e portanto compram. Não acredito que se compre quando há certeza de não retorno. Ou seja, mais uma vez, o risco de não etorno é na realidade baixo ou aceitável. Mais aceitável será porque jogam com a subida de juros. Mais rendimento. Se a certeza ou quase certeza de incumprimento existisse das duas uma, ou não compravam, ou iam comprando cada vez menos, ou preferiam deixar os juros como estão para ter a certeza de que haverá pagamento, enfim...O Banco da Suíça optou por deixar de aceitar dívida irlandesa como "colateral", não sei se com razão ou sem ela, mas pelo menos faz mais sentido...
Acrescento de 10/01/2011- escreve hoje Helena Garrido no JN:

"A nova tempestade financeira que se abateu sobre Portugal, todos o sabem, é determinada pelo anúncio de duas emissões obrigacionistas na quarta-feira. O que as instituições financeiras estão a fazer é a explorar a possibilidade de ganhos adicionais na compra de novos títulos a taxas mais altas. "

De acordo com a minha análise é de facto isto que se passa. De outra forma, a aquisição de BT o OT apesar do aumento do juro porque aumenta o risco de incumprimento não faz sentido. Do ponto de vista da psicologia humana não faz sentido e apesar de tudo, os especuladores são pessoas. Apesar de todas as teorias económicas.

Vale a pena ler, o 1º de 2011

O post "Salvar os ricos" de Eduardo Pitta no blogue Da Literatura.