sábado, janeiro 26, 2008

Bom fim-de-semana!


É sempre bom sacudir clichés, preconceitos e arejar ideias. Provavelmente quem aqui vem já sacudiu esses empecilhos, mas nunca é demais fazê-lo. Este fim-de-semana resolvi recordar a beleza da estética asática, neste caso chinesa .



Deixo-vos com Shanghai Tang, o actual design chinês no seu melhor, na minha humilde opinião. Desfrutem...


Para mais informações aqui ou aqui.



*Foto retirada do site Shanghai Tang.

Vale a pena ler

sexta-feira, janeiro 25, 2008

Ideia para Domingo ou outro dia qualquer

Achei que valia a pena partilhar com quem me lê uma morada que descobri há pouco. Trata-se do centro: Les Halles des Tanneurs. Hesitei em chamar-lhe restaurante, pois isso não seria fazer justiça à realidade. Les Halles des Tanneurs é um restaurante, livraria, florista, self-service, enoteca e mercado biológico dos produtores da região.
Este local é uma ode ao que Bruxelas pode ser e ter de melhor. Passo a explicar. Bruxelas caracteriza-se por uma cultura do interior, isto mudou um pouco nos últimos anos mas ainda é muito assim. Provavelmente pelo clima, Bruxelas, a verdadeira e bela Bruxelas descobre-se atrás de portas e paredes insuspeitas. Em ruas esconsas, praças aparentemente abandonadas, casas de cara fechada. É lá que descobrimos verdadeiras pérolas da arquitectura urbana local, regra geral muito bem aproveitadas e albergando centros culturais ou simplesmente locais de pitança. Porque o belga gosta de comer e bem, Graças a Deus, Amen.
Les Halles des Tanneurs fica na Rue des Tanneurs o que em português daria rua dos tanoeiros. É uma rua estreita e sem graça paralela à rue Blaes. Lá para o fim da dita rua estreita encontra-se um enorme armazém "Art Nouveau" outrora chamado Palais du Vin, dado que era ali que chegavam e eram armazenados os hectolitros de vinhos importados das mais variadas origens. Aliás, ainda lá estão, no exterior, por cima das janelas os escudos das várias proveniências e respectivos nomes das regiões. Também lá está o "Madère" acompanhado do escudo português.
Entra-se por um enorme portão e depois de passarmos pelo mercado biológico, mas só se for um Domingo, entramos para o rés-do-chão onde podemos deliciar-nos com um bom Brunch buffet no interior do antigo armazém. O pé direito é altíssimo, o mobiliário contemporâneo, nas paredes ainda se encontram as portas dos antigos tonéis. Numa mezzanine está a livraria e o restaurante. O espaço é muito bonito, come-se bem, que mais posso dizer. O melhor é deixar-vos espreitar aqui.

terça-feira, janeiro 22, 2008

Compras em linha

Compras em linha ou "online". Quem as faz? Quem já cedeu à tentação de encomendar um livro ou cd, roupa, i-pod, computador, cosméticos na internet? E então viagens de avião e hotéis? E os jornais assinados e lidos na íntegra online(óptima solução para quem vive fora do país)? A dificuldade está no começar, vencer aquele receio inicial, por vezes justificado, e lançar-se.

Eu dei os primeiros passos há já alguns anos com a compra de bilhetes de avião e reservas de hotéis. Agora, já não me lembro da última vez que comprei qualquer um desse artigos num balcão real duma agência de pedra e cal. Já nem me passa pela cabeça abrir mão da minha pesquisa online, da minha comparação de preços e do esmiuçar das fotos dos locais para onde quero ir, descobrindo blogues que nos dão as mais preciosas sugestões e recomendações.

Depois, foi perder o medo e dar o salto. Nunca tive uma má experiência. Poderá ter sido sorte. Regra geral, guio-me por dois critérios: empresas em linha com um historial conhecido de competência ou que já o tinham enquanto empresas reais e existência de comentários com grau de satisfação dos clientes e modos de pagamento securizados. Até agora funcionou. As informações com dados claros sobre a sede, contacto telefónico e afins também me tranquilizam.
Isto provavelmente não interessará a ninguém, mas, resolvi registar aqui o meu Top + das vendas online.
Ora aqui vai:
1º lugar: Livrarias Webboom e Bertrand -rápidas, fiáveis, muito fáceis de utilizar, informação automática em caso de atraso na encomenda e com o link ao acompanhamento da encomenda nos CTT à prova de bala.
1ºlugar ex-aequo - Net-a-porter - serviço ultra-rápido (2 dias com entrega por DHL em casa), excelente para acompanhar tendências, interessante nos saldos. Embalagem com apresentação e cuidado excelentes. Bom sistema de devoluções.
2º lugar Livraria Leitura - bons comentários aos livros à venda, boas sugestões, fiável e por vezes rápida. Pontos negativos: não há informação automática no caso de atraso da encomenda e não há link para acompanhar a encomenda nos CTT.
2º lugar ex-aequo : Bookings.com .Os comentários de anteriores utilizadores são muito úteis. Ultra-fiável (nunca me deixou mal). Boas fotos e informações dos hotéis. Não factura nada, só garante as reservas.
3º lugar La Redoute - já é um clássico. Fiável nos pagamentos, informações à clientela e devoluções. Rápida no pagamento de devoluções. Preços muito bons. Passou a ter recentemente um serviço de acompanhamento em linha da encomenda que funciona muito bem. À semelhança dos outros sites mencionados só factura a venda quando a encomenda é enviada.
Pixmania - pagamento e qualidade ultra fiáveis. Demora por vezes nas entregas. Tem a vantagem de ter lojas físicas o que pode facilitar a devolução ou reparações/trocas. Excelente para comparar preços de artigos de informática e afins.
3ºEx-aequo- Amazon - escolha muito grande e variada. Fiável nos pagamentos. Por vezes demorada. Má nota para o sistema de devoluções.
Menções especiais:
Opodo . É um motor de comparação de preços de bilhetes de avião de companhias IATA. Na preparação de viagens dá-nos informações preciosas sobre as companhias que oferecem as melhores tarifas. Excelente para comparação de preços e programação de férias.
Etsy : site de venda de artesanato e objectos criativos. De bonecas a malas, capas de livros, fotos, almofadas, brincos, pastas para computadores portáteis ou para i-pods ou telemóveis. Um mundo fascinante de criatividade. Abrange criadores do mundo inteiro e só em Portugal há uns 60.
Mas o melhor é surfar, pesquisar no google e descobrir todo o tipo de informações, inclusive sobre a fiabilidade das lojas online.

sábado, janeiro 19, 2008

Bom fim-de-semana!


"She would not say of any one in the world now that they were this or were that. She felt very young; at the same time unspeakably aged. She sliced like a knife through everything; at the same time was outside, looking on. She had a perpetual sense, as she watched the taxi cabs, of being out, out, far out to sea and alone; she always had the feeling that it was very, very dangerous to live even one day. Not that she thought herself clever, or much out of the ordinary. How she had got through life on the few twigs of knowledge Fräulein Daniels gave them she could not think." in Mrs Dalloway de Viriginia Woolf.
Deixo-vos este cheirinho...

sexta-feira, janeiro 18, 2008

Vale a pena ler

Waiting...

Este post é para todos aqueles que percebem um bocado de computadores mas não muito. O suficente para surfar, escrever mails, fazer tratamento de texto, etc... e que têm um Pc em casa para guardar as quantidades estonteantes de fotos. Para todos os que são como eu essencialmente, e que não têm um companheiro/amigo/amiga/familiar que os informe destas coisas.



E esta é uma coisa maravilhosa. Chama-se Asus eee:


É um mini-computador,ou seja verdadeiramente portátil, declinado em várias e lindas côres. Tem acesso rápido à net, inclusive sem fios, e faz todas aquelas coisas que eu acima referia e que não precisam dum computador de memória e potência estratosféricas. Custa:à volta de 300€! (nos EUA $200, a quem possa interessar).

A sua comercialização em França e na Europa deverá começar este ano, já em Janeiro. Espera-se o mesmo modelo, do mesmo tamanho com um ecrã ligeiramente maior lá para Março/Abril. Começou a minha contagem decrescente...

P.S.: Para mais informações clicar aqui , aqui , aqui ou aqui e aqui.

Razões

Empurrava o nome para cima. Com uma seta teimosa forçava aquele nome a subir os degraus alfabéticos para se colocar ordeiramente entre os Di e os Diar. A ordem alfabética impunha-se naturalmente. Mas ele saltava e agarrava-se ao blog anterior. Tomado de amores, quem sabe. Não ficava onde pareceria lógico. Insistia e ele deslizava para junto duma incial improvável. Desistiu, afinal, o que sabia da ordem exacta das coisas...?

quarta-feira, janeiro 16, 2008

Vale a pena ler

O outro lado do sítio de onde se olha para trás e se ri

Há um sítio algures onde se olha para trás e se ri. Foi o que sempre pensou. Tantas vezes ouviu essa frase quando atingia o auge da agonia apaixonada. Amores da juventude era um insulto para aquele que parecia ser o seu último sopro de vida.
Mas havia um sítio, um lugar algures onde olharia para trás e se riria de tudo. Onde um senhor amável e meticuloso teria limpo os depojos das lágrimas e pensamentos infindáveis e compulsivos e onde brilhavam apenas as memórias dos melhores momentos.
Imaginava que fosse um sítio onde se chega depois duma valente dose de analgésicos. Onde se chega meia grogue e depois se olha para trás e com uma visão cósmica se tem um acesso de riso épico. Daqueles imparáveis e magnânimes que nem se sabe se são de alegria ou não. Mas que aliviam. Ou então imaginava-se intocável, diáfana de tanta sabedoria , dedicando um sorriso subtil ao olhar para trás.
Equilibrava-se agora numa aresta, com dificuldade. E tentava olhar para trás. Não se riu. Não sei bem se esboçou um sorriso, daqui é difícil ver. Os olhos humedeceram-se, quase com lágrimas. E foi então que sorriu. Um sorriso enternecido. Com saudade. Com distância. Sem remorsos nem arrependimentos. Virou-se para a frente, pegou na bagagem moveu um pé para avançar e disse: E agora?

Vale a pena ler...

terça-feira, janeiro 15, 2008

From Brussels with love

"Fritas", às vezes já lhes chamamos fritas. Como aqui. Subentende-se que são batatas. As batatas fritas vendidas em cartuchos de papel ou em caixinhas de plástico. As tradicionais são com mayonnaise (pataat met , na Holanda), mas a escolha é vasta para quem não goste de mayonnaise. Há outros molhos, até há naturais...só com sal ou até sem.
As ditas "fritas" sustentam alguns propiretários dos chamados "fritkot" ou "friterie" que são regra geral umas roulottes que vendem as ditas. Quando se sofisticam já metem balcão e tecto com paredes e depois existem as que até prevêem mesas, cadeiras e ó luxo dos luxos, esplanada.
Em torno dos vendedores de "fritas" reina um cheiro a gordura animal quente que tem o condão de se apoderar de qualquer coisa e não mais a largar. As "fritas" são grossas, gordurosas com sabor a sebo de bicho.
Para quem seja menos dado a tradições, existem os vendedores de "Pittas" , gregos, turcos ou libaneses que vendem os seus pães e pratos tradicionais com fritinhas à parte. E depois, se quisermos levar o gosto pelas batatas fritas às últimas consequências, temos as da Brasserie Georges que podem ser fritas em 5 óleos diferentes sendo que o melhor, na minha humilde opinião, é a gordura de ganso.
Quando se chega a um país descobre-se rapidamente quais são os seus pratos e bebidas de eleição. Partilhá-los significa entrar um pouco mais na cultura do país e socializar o que quando se chega é bastante apelativo. E é aqui que a porca torce o rabo. A bebida de eleição belga é a cerveja e em Bruxelas comem-se batatas fritas como nós vamos ao café beber um galão com sandes mista. Eu não gosto de cerveja e encerro em mim um segredo inconfessável: prefiro as batatas fritas do Quick (Macdonnald's belga). Fininhas e sequinhas. A excepção são as tais da Brasserie Georges mas essas não contam. Não contam porque o acto de socializar reside na ida ao "fritkot" seboso e gorduroso de propriedade duvidosa. E isso, confesso, não me diz nada. Nada disto é uma posição de princípio. Foi apenas a conclusão a que cheguei depois de longos anos de tentativas frustradas. Não gosto de cerveja, o que eu aprecio mesmo é um vinho tinto (dito assim, é lindo) e as batatas que gosto são as duma Brasserie, antiga sim, mas sem o ranço "so typical" que tem qualquer Friterie que se preze.
Hoje lia no Le Soir que a Friterie da Place Flagey lançou um abaixo assinado para que não a mudem de lugar. A Place Flagey está em obras há largos anos e continuará em obras durante largos anos já ninguém se lembra porquê. Parece que agora vai ser necessário mudar o paradeiro da dita Friterie. O debate anda apaixonado (afinal não somos só nós a perder a cabeça por tão pouco) e já há até quem diga que se não é possível comer umas batatas fritas numa típica "Friterie" em Bruxelas não vale a pena viver neste país. Ora aí está uma resolução cheia de bom senso! Os belgas serão nossos irmãos? Talvez primos...afastados.
Não desconfiam os bruxelenses dos quatro costados que deambulam debaixo dos seus narizes uns europeuzitos a quem a "frita" não tira o sono. Acho que os flamengos que tanto pugnam pela reimplantação duma maioria neerlandófona em Bruxelas também não desconfiam que a língua actualmente mais falada em Bruxelas é o ...espanhol. Oh yes, afirmava há pouco uma sondagem no mesmo jornal.
Tanta quezília entre valões e flamengos e um dia destes ainda acordam para uma Bruxelas que já não dominam e onde já nem sequer se sente o cheiro rançoso da boa e velha "Friterie" ilegal da roulotte a cair de podre. Onde se estão todos a borrifar para os amuos e arrufos deles. Afinal, até o Pierre Marcolini já se vendeu à Nestlé, já tudo é possível...

sexta-feira, janeiro 11, 2008

Bébés chorões

A Europa inteira adoptou leis relativas ao consumo de tabaco em espaços fechados e instituições públicas. O sector HORECA irlandês, belga ou italiano ainda não faliram nem deram mostras disso.

Mas em Portugal clama-se pelo fim do sector, enche-se a boca com a palavra fundamentalismo, só faltam desmaios e chiliquitos próprios das damas românticas.

Somos muito melodramáticos e pouco sérios,às vezes. Alguém acredita no teatro? Ou estamos todos a representar, cientes de que a criancinha está a fazer birrinha? É mimada, egoísta e mal educada.

Posto isto, bom fim-de-semana e fiquem-se com esta musiquinha. E quem gostar puxe dum cigarro...são vantagens da blogoesfera.

O meu desejo de futuro, com sinceridade

Não vou consultar a minha bola de cristal, enganei bem com o título. Mais ou menos. Apeteceu-me falar de Hillary, Hillary Clinton.
Sigo-lhe os passos, na medida do possível, há vários anos ainda ela era primeira-dama. Li sobre ela, li o que ela escreveu. Nunca me tinha dado para tal coisa. Resolvi que queria saber mais sobre ela. Sem idealismos nem cegueiras estúpidas. E fi-lo porque queria que um dia se candidatasse uma mulher à Casa Branca e que ganhasse. Quis saber se podia ser ela. E achei que sim.
Não me pareceu que fosse uma iluminada ou uma figura providencial. É uma lutadora, uma especialista em corrida de fundo. É muito perserverante. É inteligente. E já teve várias vezes de ver os seus projectos ir por água a baixo por intrigas e politiquice nojenta. E ainda ali está. Com o tempo tenho aprendido a apreciar este tipo de pessoas. Com menos glamour, talvez menos propensas à empatia. Mas com um fito claro pelo qual dão a cara , vão construindo o seu projecto esforço a esforço. Uma pessoa assim pode ser presidente dum país.
Mas também é por ser mulher. No mundo em que vivemos isso ainda é uma vitória, uma conquista necessária.
Eu não sei o que vai acontecer, mas queria muito que ela ganhasse.

quinta-feira, janeiro 10, 2008

Já não era sem tempo!

O governo português tomou hoje uma decisão, ainda que preliminar, quanto à localização do futuro aeroporto de Lisboa. Até que enfim! Não se pode agradar a gregos e troianos. Foram feitos estudos e poderaram-se prós e contras. No fim era necessária uma decisão. Aliás, há muitoooooo que era necessária uma decisão. Só quem não tem noção do que é o bem geral, do que é qualidade de vida, do que é bom funcionamento de um aeroporto, do que é a importância das comunicações para o nosso crescimento poderia continuar a suportar o da Portela.
Será em Alcochete. Seja! Agora, por favor, comecem a CONSTRUI-LO...já vem tarde!
P.S.: Caso só agora tenha chegado ao meu blogue, fique a saber que vivo em Bruxelas, mas venho da chamada zona Oeste do país, das Caldas da Rainha mais precisamente. E não, não me deu nenhum peripaque pelo facto do aeroporto ir para Alcochete.
P.S.1:Consultei o "mappy" para ter uma ideia do tempo que levará de minha casa até aos "aeroportos" e de Lisboa até aos ditos cujos também.
Caldas - Campo de tiro de Alcochete: 1h17m
Caldas - Portela: 1h00m
Caldas - Ota :50 min
e
Lisboa - campo de tiro de Alcochete : 41 min
Lisboa - Ota : 52 min.
Estes não eram critérios importantes para uma decisão desta envergadura. Estes eram critérios para os nossos respectivos umbigos. Mas caramba, por poucos minutos afinal (entre 10 e 30) engalfinharam-se tanto...e adiou-se uma decisão urgente.

quarta-feira, janeiro 09, 2008

Jornalismo exemplar...

Alguém me indique, por favor, em que parte deste artigo se indica quem ganhou o "caucus" no New Hampshire e com que percentagens. Bastará que esteja subentendido? Será para dar margem às hordes de "opinion makers" que povoam os nossos jornais? Ou será porque se achou demasiado óbvio referir o mais importante ? O leitor escolha. Que úteis são os nossos jornais...
Acrescento: Já este artigo me parece bastante mais claro e inequívoco, características fundamentais no acto de informar, não?

From Belgium with love... II


Magnífico Kroll
E eu pensando que a próxima mulher no poder seria Hillary...afinal se calhar será a "nossa Fabíola", hi,hi,hi

terça-feira, janeiro 08, 2008

Só para que conste...

...e não se pense que estava de má vontade no post anterior: a TAP saiu com hora e meia de atraso, não sem antes embarcar o maralhal todo e deixa-lo à espera meia-hora de pé na "manga" de acesso ao avião sem poder entrar no dito. A viagem propriamente dita correu bem, valha-nos isso. E desculpas, viram-nas/ouviram-nas?...eu também não. Lá ficou mais uma reclamaçãozinha no formulário para esse efeito.
Posto isto, as férias foram boas, muito boas mesmo. Descansei maravilhosamente como só lá consigo fazer. Vim de baterias recarregadas. Reencontrei aquele ar, aquele jeito de ser que domino sem esforço e que me faz sempre bem. Pelo caminho fui à Serra da Lousã e do Açor. Muito bonitas, hospitalidade simpática e autêntica, comidinha de chorar por mais (ai a chanfana e o javali e os queijinhos). Trouxe mel DOP e umas pedrinhas de xisto apanhadas na beira da estrada que foram encher mais umas prateleiras lá de casa (como se não houvesse já tralha que chegasse). E pelo caminho tive por companheiros de estrada os meus mui dilectos conterrâneos que conduzem como se fossem uma cambada de machistas de pila curta, sem cérebro nem respeito por ninguém. Como se fossem claro, porque na realidade a culpa é do traçado das estradas que não é bom...
...e os coscorões este ano estavam os melhores de sempre...como acontece todos os anos. Bom 2008 a todas e todos que passarem por aqui!

sábado, janeiro 05, 2008

Ansiedade pavloviana...

A menos de 24 horas do regresso a Bruxelas dou por mim invadida por uma certa ansiedade. Para já é pouca, veremos como a coisa evolui. Não é pela saudade que sentirei de tudo o que aqui aprecio nem pela pena pelo fim das férias. É só mesmo pela expectativa do que irá fazer a TAP no vôo de amanhã. Isto partindo do feliz pressuposto de que fará alguma coisa e que não chego lá e nada mexe...nem mesmo um neuróniozinho responsável pelo respeito e profissionalismo.

quinta-feira, janeiro 03, 2008

Eu também comento o discurso do PR

De tanto ler posts sobre o que disse o PR no seu discurso de Ano Novo apeteceu-me vir aqui também gravar virtualmente para a posteridade uma coisa que me chamou à atenção.
O que me chamou à atenção não foi o que o Presidente disse mas sim o que não disse. Ou fui eu que me distraí ou não foi dirigida nem uma palavrinha aos estrangeiros a viver no nosso país.
Há uns 8 anos atrás passei o fim de ano em Roma com um namorado italiano que tinha na altura. Enquanto íamos de carro para o local da festa ouvimos o discurso do PR italiano na rádio. No fim, ao fazer votos de felicidades para todos os italianos o PR transalpino dirigiu uma palavra também a todos os estrangeiros as viver e trabalhar ou apenas de passagem no seu país. Aquilo foi simpático. Para mim não foi nada que estava, de facto, apenas de passagem, ainda que gozando plenamente do melhor que a Itália tinha para oferecer. "Thank you Mr. President". Mas achei importante o reconhecimento da existência duma população que nem sempre é bem tratada e que contribui para o que o país é e será.
Portugal recebe imigrantes. Tem cada vez mais uma população heterogénea, felizmente! Seria bom que quem nos representa simbolicamente reconhecesse no seu discurso essa população que existe, aumenta, está aí e já está a contribuir para mudar a nossa paisagem. Eles já começam a fazer de nós algo diferente. Seria bom que tomássemos consciência do que somos e vamos ser.

Quem apaga as luzes?

Ali no prato em cima da mesa está o último coscorão deste Natal. O penúltimo foi sendo comido aos poucos, pernadinha a pernadinha. Íamos passando e comendo. Mas o último está ali e ninguém ousa tocar-lhe...para já. Depois da fartura dos dias de Natal resta-nos aquele sobrevivente das férias. Se o comermos elas acabam, se o comermos passa o encantamento e só volta daqui a 11 meses e tal. Até lá...quem apaga as luzes?