segunda-feira, julho 31, 2006

Bruxelles-les-bains


É o nome da "praia" de Bruxelas que desponta no canal, de meados de Julho a meados de Agosto. A iniciativa começou há 3 anos na senda do que se faz em Paris com "Paris-plage".
A zona do canal em que se instala é conhecida por ser mal frequentada (ou mesmo não frequentada), abandonada, inóspita, decadente. Conheço-a pois é lá que atracam 2 ou 3 "peniche" que se alugam para festas onde já tive o prazer de ir em plena bruma de Novembro ou Janeiro (enfim, coisas da juventude em Bruxelas).
Quando se chega a Bruxelles-les-bains (clicar para aceder ao site com toda a informação) é caso para se dizer "quem te viu e quem te vê"! O local sofre uma veradeira plástica à la Pitangui. Não parece o mesmo. Alegre, com gente colorida, animada com crianças, adultos e velhos, há de tudo. É na minha opinião um espaço bem pensado, que atrai bruxelenses de todas as origens sociais e étnicas onde se cruzam belgas, europeus, africanos, marroquinos e turcos mais ou memos vestidos, mais ou menos cobertos, ninguém liga. Um melting pot simpático e despreocupado que se passeia por entre cabaninhas de comes e bebes com bom aspecto, esplanadas com cadeirinhas de madeira e parasóis design. Há um jardim zen, um jardim de bambú, um espaço de tai-chi e yoga, dois campos de duches que pulverizam o calor, há barraquinhas de artigos vindos de outras paragens.Há dois espaços de massagem, um palco para concertos, um campo de volley, música, muita e solarenga. Há areia, bonsais gigantes, espreguiçadeiras e muito, muito bom humor.
Falta-lhe a água para o mergulho que apetece, dizem que para o ano essa será a grande novidade. Por isso, eu aconselho a praia de Bruxelas para um copo depois das 18h, lá pela 19h30, quando passa uma brisa e temos saudades do Sul. A variedade de "paillotes" com cocktails, batidos e frutas é enorme.
É uma excelente forma de terminar a tarde e preparar a noite.
E já que falo de noite e para quem não quiser jantar por lá ( o que até não é má ideia), sugiro o restaurante grego Strofilia que tem uns Mezze de comer e chorar por mais, já para não falar do atendimento simpático e expediente. Fica a uns 8 minutos a pé da dita praia, na direcção de Sainte-Catherine.

sexta-feira, julho 28, 2006

A new blog is born

Yep, my friend Morag has just created her first blog so, here goes a great hip,hip hurra for her!
I wish her a long and creative live as a blogger:-)
Para dar uma vista de olhos ao Blog " Morag and Marc's travels": http://moragphotos.blogspot.com/

quinta-feira, julho 27, 2006

Hoje é o primeiro dia...


do resto das minhas férias:-)))))))))

quarta-feira, julho 26, 2006

O caminho...

...ou a diferença entre observar a Europa(o Mundo) com um microscópio ou com um telescópio.
Passei o dia numa formação jurídica supostamente para não-juristas. Afinal, repetiram tudo o que já sabemos e ficou por explicar aquilo que nos interessa a nós.Pelo menos passei o dia num espaço com ar condicionado enquanto Bruxelas derrete. Adiante...Depois de 12 anos a viver num meio multi-cultural e multilingue apercebo-me da facilidade com que se aceitam certos conceitos.
Senão vejamos, ouvi sem que se levantassem vozes de oposição que as diferenças entre Norte e Sul da Europa, em termos de Direito da Família nunca irão mudar. Que até há diferenças psicológicas (Freud,Lacan, etc... deveriam então ter criado teorias psicológicas regionais) .Que no Sul não se pagam impostos por que é assim, eles lá são assim, isso nunca vai mudar, em contrapartida têm la dolce vita.
Talvez seja a tentação de querer perceber o mundo, rotulá-lo e assim dominá-lo. Talvez seja eu que sou teimozinha e insisto em seguir o que me dita a minha cabeça.
E por isso, chocam-me estas generalizações.Eu sempre paguei o que devia, sou independente e emancipada, vivo maritalmente mas sem vínculos jurídicos, vivo longe dos meus pais,etc... e nasci no Sul. Serei uma anormalidade ou... não há fatalismos e as coisas mudam mesmo?
Será que a fiscalização cerrada do Norte não estará na origem de certos comportamentos?A haver diferença, não será mais a nível da relação com a autoridade e com as suas sanções?Se no Norte fossem assim tão correctos não haveria polícia nem fisco.Como se justifica que mal se apanham no Sul é fartar vilanagem, fazendo coisas que não ousariam nos seus países? Não será melhor procurar motivos para as diferenças de relação com a comunidade e o indíviduo no meio em que surge um grupo?E se surge a intenção de mudar de comportamento, não será esse um indício de que o grupo ganha consciência da mudança e efectua-a?
Afinal, peguemos no nosso exemplo e no espanhol. Comparemos a situação da mulher, da família, da igreja dos usos e costumes de há trinta anos com o que temos agora. Será possível afirmar que nada mudou?
E depois há a desculpa do cinismo. Estilo: "eu estou cá há tanto tempo, isto anda tão devagar, por isso o mundo desiludiu-me e tenho sempre razão". E eu acho que o mundo anda à velocidade que entende e pode, e que se nos desilude o problema é nosso que achamos que o mundo existe em nossa função e para nos satisfazer.
Enfim, a Europa leva mesmo muito tempo a construir...mas eu continuo a acreditar.

sábado, julho 22, 2006

Madame Min


Daqui a muitos anos a Bélgica será um país tropical. Há dez dias que estamos a viver uma amostra climática disso.
Qualquer dia chegam as sanguessugas e a malária. Bom as "sanguessugas" já por cá andam, só faltam os mosquitos. Com um pouco de sorte, o povo tornar-se-á mais caribenho...wishful thinking...
Bom fim de semana!

quinta-feira, julho 20, 2006

Na primeira pessoa

Achei que era importante ler comentários sobre a actual situação no Líbano na primeira pessoa.

Isto foi o que encontrei na blogoesfera:

http://copenhagen8.blogspot.com/

http://beirutspring.blogspot.com/

http://blissstreetjournal.blogspot.com/
e na segunda pessoa:
http://ruadajudiaria.com/index.php?p=526

Perguntava eu à minha amiga Melpo, nascida no Líbano na comunidade grega, porque motivo os pais tinham voltado para lá e ela própria acalentara até há pouco o sonho de regressar.
Com os olhos marejados de água respondeu-me: "Mas é o meu país, não posso esquecer isso. Eu amo-o. Foi lá que cresci.É lá que tenho os meus amigos de infância. Não podemos desistir." Evidente.
Que a esperança dos libaneses não morra!


Chipre não é, não pode ser só ingleses aos montes em praias, sem respeito nem reconhecimento de que isto não é Blackpool- upon- the- med sea! Com cervejas, hamburgers e outras pizzas mal amanhadas. Com agressividade e sotaque suburbano. Sem um só "Efgaristo" ou pelo menos um "Yassas" por amabilidade. Com bebedeiras em vez de horas que medem o passar dos dias.Numa linha da costa que parece repartir-se entre a rocha árida e o betão.
Não é. Há a montanha de Trodos, com as suas florestas e casas revestidas de pedra. A costa de mar límpido, muito salgado(eu sei parece uma redundância, mas é mesmo muito salgado) e idealmente fresco . Mezzes deliciosos servidos com uma aparente displicência que depressa se torna eficiência, rapidez e até simpatia. É preciso dar-lhes tempo.
É o casamento ortodoxo, com um constante vai-vém de convidados que entram e saiem da capela enquanto o Pope reza e o assistente canta e nós olhamos boqueabertos o colocar das coroas, a dança de Isaias, o beijar dos icones.
É a roubalheira a céu aberto dos taxistas, cigarras dos tempos modernos que querem ganhar no Verão o que gastarão nas restantes estações. São preços exorbitantes para "inglês pagar", nos hotéis, nos restaurantes... .
São as "Cava" cipriotas nas ruas secundárias e insuspeitas, onde se "refugiam" as famílias da terra longe do mau gosto da costa. Aí se come bem e por pouco. Um paraíso que recompensa quem se dá ao trabalho de querer conhecê-los e respeitá-los. É aprender que os mezzes só param quando dizemos que já chega... parece não haver limite à creatividade "mezzânica".
É o porto seguro mais perto de Beirute onde chegam C-130 e navios de guerra pejados de estrangeiros chocados,lívidos e olheirentos, quantos deles libaneses de sangue e no coração que pela segunda vez vêem o sonho ruir.

quinta-feira, julho 13, 2006

My Big Fat Greek Wedding

*foto de Santorini
Será, mais exactamente, My big fat CYPRIOT wedding. Primeiro casamento ortodoxo também. E será mais uma ocasião para nadar naquele maravilhoso mar e encher a barriga daqueles deliciosos bolinhos extraordinariamente doces e irresistiveis.Baklava, Yummy!
Yassou!
P.S.: E assim foi o casamento :http://moragphotos.blogspot.com/

terça-feira, julho 11, 2006

Sawadeeka III (continuação)



O sono de uma horita durou 4 horas. Claro, estava bem de ver. Mas soube bem. O quarto estava fresco e a realidade que tinha vislumbrado lá fora estava a uma distância de segurança, separada por uma enorme vidraça, no 39º andar com vista sobre os cumes dos prédios polvilhados aqui e ali de piscinas. Lá em baixo, lá muito em baixo as estradas ladeadas de árvores. O céu tem uma côr curiosa, cinzento quente. Cinzento de calor, humidade e poluição. Cinzento-febre.
O Sr. A corre para o duche e sugere a primeira saída logo a seguir. Cá vou, hesitante. Hesitante porquê? Dividida, talvez. Dividida entre a vontade de ir viver e a rejeição. Acho que deve ser isso que sente uma criança momentos antes de nascer, de irromper por ali fora. É que o pouco que senti de Bangkok na viagem do aeroporto até ao hotel foi muito. Bangkok entra pelas narinas, pelos olhos, pelos poros e não pede licença. E eu tão protegida no casulo do quarto de hotel. Respiro fundo, o impulso de vida é mais forte. Agarrem-se os sentidos, vou sair.
Devidamente lavados e cheirosos depois dum duche revigorante aproximamo-nos da porta do hotel. Dois sorrisos irresístiveis abrem-nos a porta e sugerem um táxi. Táxi?...uhmm, não muito obrigada vamos só dar uma volta. Os sorrisos impassíveis deixam-nos passar no meio de sawadeekas cantados e sawadeekas mal amanhados, os nossos claros.
Ninguém está preparado para passar do estado de leveza ao de sonolência e torpor em dois segundos. É o que acontece mal nos encontramos na rua. Há ruído, cor, cheira a gazes de tubo de escape. As árvores são altas com ramos esguios e mal semeados de folhas. A luz é baça mas muito intensa. Alguém me abraçou e me aquece e não vejo quem é. Não, não está aqui ninguém, é a humidade. E há o peso. Mudei de planeta???
Continuemos.Viramos à esquerda. A pé. Só vemos turistas e alguns thais, poucos. A maioria não está a caminhar, está à porta da loja a ver quem passa. E nós caminhamos. Vemos lojas de alfaiates, Boots, montras com patos e frangos pendurados em série e prontos a comer. Cheira a fritos e a gordura e a molho de peixe. Seguem-se bancas de roupa directamente na rua. Na primeira há uma mini televisão em cima de um banquinho com uma grande antena. Vê-se mal. Mas não interessa os donos/espectadores estão sentados no outro lado do passeio e vêem a telenovela thai entrecortada pelas pernas de quem passa. Sorrio-lhes com ar matreiro de quem aprecia a ingeniosidade, retribuem com ar ainda mais matreiro.
Tenho a curiosa sensação de que há dois céus. Um tecto baixo onde quase toco com a cabeça e outro distante, para além dos arranha-céus e que não se vê daqui. Ao nosso lado o trânsito é constante e está quase parado. Metade dos carros são táxis.
Acompanham-nos a passo de caracol oferecendo os seus serviços, incrédulos perante a nossa teimosia em querer caminhar naquele calor-poluição-cheiro-humidade. Os tuc-tucs foram os primeiros a tentar a sua sorte. Em vão, para nós acabadinhos de chegar da Europa uma cidade descobre-se a pé.
Na ruelas perpendiculares a Silom road onde nos encontramos, há mercadinhos de comida, de roupa ou simplesmente becos de lixo e imundices. É sempre uma surpresa. Os perfumes que me invadem as narinas vão da mais simples merda ao maravilhoso jasmim que compõe os colares de flores que perfumam entradas de lojas e casinhas de espíritos. As minhas narinas estão num constante abre e fecha consoante o teor do cheiro que as assalta. Assim estou eu com Bangkok, abro-me, fecho-me. Esta cidade não é fácil. Mas eu também não disse que gosto do que é fácil.
Agora reparo, quase não há thais a caminhar, só turistas. Os thais estão nas lojas mas não entre as lojas. Olho então com redobrada atenção para o trânsito e percebo que é ali que estão, na sua maioria. Saltitam do ar condicionado dos carros para o das lojas. Nós devemos passar por palermas. Só os thais menos favorecidos é que caminham e quando o fazem é até à paragem do autocarro ou então até uma boleia providencial. Não que sinta a reprovação nos seus olhares, estes são sempre indiferentes ou sorridentes. Basicamente, se queremos andar a pé, suar, cheirar mal, o problema é nosso. Recordo-me agora de ter lido no guia que os thais se chocam com a forma desalinhada como acham que os europeus se vestem. E com o facto de serem sujos. Bom, por esta fama temos de agradecer aos nosso queridos vizinhos do norte. Mas para os thais europeus do norte ou do sul é tudo a mesma coisa. Nós ali a caminharmos que nem loucos confirmamos essa acepção. Salvamos a face com a minha propensão para a moda. Visto sandálias urbanas (nada de sandálias à Asterix) e um vestido fresco. Não tenho a cara impecavelmente maquilhada, nem as mãos arranjadíssimas. E sou grande, mas tirando isso não pareço uma turista chegada da bárbara europa, acho eu...
Passamos ao lado de várias lojas de conveniência. Entramos para comprar água. Para entrar passa-se pela porta invisível do ar condicionado. E saimos do mundo real que parece um sonho para o interior onde os sentidos parecem recuperar o controlo. A frescura artificial desperta-me. Ora deixa cá ver...Nivea, L'Oreal, Oil of Olaz é o mesmo que se encontra em todo o lado, só que aqui as gamas mais proeminentes são de produtos "Whitening". São linhas contínuas de prateleiras com estes produtos. Mas vamos ao que interessa...a água thai é boa, snobamos a Evian. When in Rome...
Passada a porta mágica do ar condicionado, estamos de volta ao mundo real do torpor. Continuamos. Dum lado e do outro da rua vemos centros comerciais, restaurantes e fast-food.Estamos a aproximarmo-nos do Metro aéreo, mais exactamente de Sala Daeng.


Para lá chegar atravessamos um cruzamento. Não há sinal para os peões o que não é boa notícia. Mas, em contrapartida há um mostrador por cima de cada semáforo que marca os segundo que faltam para ele passar a verde. Temos 50 segundos para tentar a atravessar como se não houvesse perigo. O mostrador só é respeitado pelo carros que seguem em frente. Os que querem virar não ligam a mínima. Mas já é uma vantagem termos de nos preocupar só com esses e não com toda a avalanche de carros que se prepara para tomar de assalto a nossa avenida dentro de 40 segundos.
Percorrida a avenida até ao fim, voltamos para trás. Daqui a 1 hora vêm buscar-nos para um jantar de aniversário. Já me acenaram com a perpectiva de experimentar das mais raras iguarias chinesas. Estou pronta para tudo, entre guloseima e curiosidade...e inconsciência. A cada passo do trajecto anseio pela água fresca do duche debaixo da qual me irei deixar ficar durante alguns minutos. Voltamos a passar pelos nosso "vizinhos" que vêem a telenovela. E eu a pensar no duche, e a imaginar as publicidades todas de gel duche com mocinhas em cascatas, não que isto me ajude muito. Entretanto, na rua surgem imagens familiares. Estou a criar referências geográficas. Silom road parece já menos quente, poluída e mal cheirosa. Passamos por uma pastelaria sino-japonesa . Fico a ganir frente à montra, eu adoro estes bolinhos, os que conheço e os outros também. Mas não será agora.
Agora, estamos a chegar à porta do hotel. O porteiro sorri-nos como se já nos conhecesse bem e nos esperásse. O cérebro lateja-me nas têmporas e fecho os olhos de prazer ao transpor a porta. Um sorriso afável, um sawadeeka e cá vamos nós a ansiar pelo banho e a pensar na fome que sentimos. É que a poucos metros do hotel passamos por uma senhora que vendia sopas de noodles feitas na hora.Eu sei, sopas quentes naquele calor, parece mentira mas está a apetecer-me.
Bom vou preparar-me, espera-me um banquete chinês.
(to be continued...)

quinta-feira, julho 06, 2006

A minha equipa...



e



... está de parabéns!
O futebol é assim,nem sempre nos dá os resultados que queríamos ou que julgamos merecer mas tenho orgulho neles e na forma como jogam. Quando falo deles incluo, claro, Luís Felipe Scolari.


Aliás (acrescento do dia 11 de Julho), não sou a única a apreciar os espectáculos que são os jogos da selecção. A prova está aqui. Eu bem me parecia que os jogos deles eram os mais disputados, bem jogados, com maior espectáculo e camaradagem. Agora sim, tenho dito;-)