segunda-feira, janeiro 10, 2011

Vítor Alves


Permito-me copiar aqui o post do embaixador Francisco Seixas da Costa dedicado a Vítor Alves, no seu blogue Duas ou Três coisas. Porque relembra Vítor Alves, duma forma muito mais correcta do que eu poderia fazer. Mas também porque ainda ontem, falando com um dos companheiros de Vítor Alves do MFA, foram palavras semelhantes que me foram ditas. Aqui fica :


"Deve ser geracional: cada vez tenho mais mortos conhecidos.


Vitor Alves é um nome que, nos dias de hoje, pouco dirá a largos setores da opinião pública. Contudo, é pena que se não saiba que foi uma figura que muito contribuiu para a liberdade que abril nos trouxe, nessa magnífica aventura de 1974. Coordenador do programa do Movimento das Forças Armadas, era um homem sereno e de extrema cordialidade, um "cavalheiro" que, em diversas ocasiões, encontrei nos corredores da Revolução, com um sorriso simpático, um discurso e uma prática política de onde esteve sempre ausente qualquer radicalismo.


Um dia, no final dos anos 90, Vitor Alves procurou-me para tratar de assuntos profissionais, recordo-me que ligados à atividade de empresas nacionais em Marrocos. A conversa tinha condições para ser bastante breve. Num instante, vieram à baila os tempos do "verão quente". Os seus olhos brilharam e ali ficámos - o velho capitão de abril e o antigo oficial miliciano - a recordar gentes e factos desses tempos de esperança, por mais de uma hora. Nunca mais o vi. "
Acrescento de 11.01.2011: Vale a pena ler também as memórias de Ana Gomes sobre Vitor Alves.

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