terça-feira, agosto 10, 2010

Bruxelas em Agosto...

... é puro prazer. Como sucede aliás com as capitais europeias em geral. Jantar numa esplanada perto do Châtelain, dar voltas pela cidade de bicicleta.
Hoje descobrimos um restaurante sino-vietnamita perto da rue du Page. Um achado. A dona descobriu que o Sr. A tem a mesma origem, vicissitudes da diáspora chinesa, essa entidade que ainda muitos desconhecem. No caso em apreço a comunidade a que pertencem é a Teochew, oriunda do litoral sul da China, logo a seguir a Cantão. É uma comunidade grande e quem conhece Paris talvez saiba que a maioria dos chineses que lá se instalaram no final dos anos 70 pertencem a esta comunidade. Já em Malaca tínhamos descoberto uma associação de Teochew, em Kuala também, Macau e Hong Kong, Laos, Cambodja, Vietname, Singapura. Tal como os Hokkien, por exemplo, são comunidades linguísticas conotadas com determinadas regiões da China. Porém, partiram há já algumas gerações e por isso a sua ligação à pátria é sobretudo cultural e linguística. Constituem uma força económica importante no sudeste asiático, uma força de investimento nos mercados e na própria China.

O encontro ao jantar foi ocasional e na realidade, o Sr. A e esta senhora pouco terão em comum para quem olhar de fora. Será desconhecer a alegria que surgiu na nossa anfitriã ao descobrir que podia falar a sua língua e que estava perante alguém que percebe exactamente o que ela é: belga de origem chinesa do sudeste asiático que fala Teochew, come um misto de comida vietnamita e cantonense e , meus amigos , e bebe um maravilhoso chá oolong, servido com bagas goji que foi buscar propositadamente para nós. "É o meu chá" confessou-nos. E se já me estava a saber pela alma (que bom que era o chá!), melhor ficou ao ouvir estas palavras. A hospitalidade sincera, sentida é deliciosa.

Voltaremos. Chama-se : Koi.

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