terça-feira, agosto 31, 2010

Did you say control freak ?

Agora que o meu carro tem 6 anos tenho de levá-lo anualmente ao controlo técnico (assim se chama aqui na Bélgica). Aliás, desde os seus 4 aninhos que tem direito a check up anual. É uma pastilha, as garagens que o fazem são duas e ficam no cú de judas, perto do canal e de armazéns. Como a descrição indica são zonas urbanas interessantíssimas, porém e curiosamente raramente me lembro de ir laurear a pevide para aquelas bandas. E assim repito anualmente a saga do procura o caminho, perde o caminho, reencontra, sim, uhmm talvez não seja bem aqui, passa em frente à garagem, não a vejo, volta atrás, uff cheguei.
Quando chego começa a espera nas filas intermináveis. Este ano resolvi recorrer às novas tecnologias para me aliviar a existência e reservei a hora exacta a que me devia apresentar com o pópó. Tudo online, muito moderninho, muito fácil e rápido. 5 minutos antes da hora prevista lá estava eu. E fila especial para quem reservou, viu-a o ou a leitora? Pois eu também não e por isso fui para as filas normais, ali esperei 1 horita para descobrir já "à boca " da garagem que a fila especial não se vê da entrada e está ocupada por todos os que vão chegando sem distinção.
Bom, lá se controlou o calhambeque, que está fino e por isso passou com louvores. A certa altura tremeram-lhe as rodinhas para testar os travões e outras coisas, e eu lá dentro. Ainda me propuseram tirar o pé do travão sem mais. "E não ponho o travão de mão?!", "Si cela vous rassure, oui" respondeu-me o inspector. Pois foi logo travão de mão. Cela me rassure, sim senhor. E fez alguma diferença? Não sei, é provável que não. Tal como a reserva online, também não valeu de nada, mas enfim.

segunda-feira, agosto 30, 2010

A quem possa interessar

O Outono não é mais uma estação que chega pelo seu próprio pé, salvo seja, e se instala paulatinamente ao longo de Outubro e Novembro, começando a dar os primeiros ares de sua graça ali por finais de Setembro.
Não. O Outono é um destino onde se chega apanhando qualquer avião da TAP ou da SN em direcção a Bruxelas.

domingo, agosto 29, 2010

Hoje até está sol em Bruxelas (pr'a já)

Chegada ontem à noite, dirigimo-nos para o parque de estacionamento que por coincidência estava no andar das partidas. No mesmo elevador outro casal graceja que o frio e humidade dá vontade de partir já outravez. Rimo-nos todos cúmplices. Afinal até os belgas têm destas reflexões, pensei. Mas não, eram brasileiros.
Reencontrar a minha casa foi bom. Por cinco dias esta será de novo a minha casa e depois... arranco para aqui..mais uma vez.
Porém sinto sempre mais a vontade de aterrar demoradamente. Construir a minha casa, fazer o ninho e tal...uhmmm.

quinta-feira, agosto 26, 2010

A procura dos pequenos prazeres perdidos


Estou quase a chegar ao fim de 15 dias de merecidas ferias (obvio, eu sei, que ferias nao o sao ?!).

Nestes 15 dias muito se passou apesar do descanso. Materia que sera digerida e eventualmente transformada em posts. Fica para ja uma pergunta: tem a nocao do prazer que e tomar um galao e torradas numa qualquer pastelaria? E uma arrufada? E o croissant misto, daqueles a portuguesa com a massa sequinha? O pastel de nata ja adquiriu estatuto "diplomatico" e anda por esse mundo fora a representar-nos ou a ganhar vida propria, a semelhanca da nossa lingua. Porem, as iguarias simples que referi ali em cima nao se encontram com facilidade e por isso quando chego sao das primeiras coisas que peco (estou sem acentos e cedilhas). Com um galao e uma torrada alta e cheia de manteiga comecei em Lisboa e com uma arrufada e um galao estou quase a terminar nas Caldas. Um pequeno-almoco ou lanche numa pastelaria a cheirar a cafezinho...Os pormenortes da vida, os pequenos prazeres. Sao as minhas madeleines.

sexta-feira, agosto 13, 2010

Cá vamos nós


Sinal dos tempos

As férias começam daqui a menos de 24h. Já pudemos fazer o check-in online.
P.S.: "Parece" que está calor por terras lusas. Quando chego costuma arrefecer um pouco, por isso se amanhã de manhã arrefecerem as temperaturas, já sabem. Se não arrefecerem, é mais um mito que cai por terra. Que se lixem os mitos, I say...

quinta-feira, agosto 12, 2010

Estado de espírito


Vanessa Paradis - Il Y A


enquanto espero pelas férias que estão quase, quase

quarta-feira, agosto 11, 2010

Punching holes in walls, even if small


Enquanto esperava pela entrega do frigorífico

" So, here's the problem that I've been interested in the last decade or so: the world is in fact getting more global, it's getting more connected, more problems are economic in scale, more of economics is global in scale and our media is less global by the day." Ethan Zuckermann no TedTalks aqui , sobre "Listen to global voices".

terça-feira, agosto 10, 2010

Viver para ver este dia :-)

"If the United States is to catch up to countries like Portugal,..." , a frase retirada do artigo do New York Times que apresenta o caso da política de energias renováveis portuguesa como um exemplo (para ler clicar no link).
P.S.: O título peca um bocadinho por entusiasmo, não vivo para isto, claro está, mas não deixa de ser um momento raro e que merece ser saboreado.

Muito bom, muito bom

O Folhetim , por Eduardo Pitta no Da literatura.
Feito este intervalinho, vou dar uma volta de bicla. O tempo está para isso e nunca se sabe quando muda.

Bruxelas em Agosto...

... é puro prazer. Como sucede aliás com as capitais europeias em geral. Jantar numa esplanada perto do Châtelain, dar voltas pela cidade de bicicleta.
Hoje descobrimos um restaurante sino-vietnamita perto da rue du Page. Um achado. A dona descobriu que o Sr. A tem a mesma origem, vicissitudes da diáspora chinesa, essa entidade que ainda muitos desconhecem. No caso em apreço a comunidade a que pertencem é a Teochew, oriunda do litoral sul da China, logo a seguir a Cantão. É uma comunidade grande e quem conhece Paris talvez saiba que a maioria dos chineses que lá se instalaram no final dos anos 70 pertencem a esta comunidade. Já em Malaca tínhamos descoberto uma associação de Teochew, em Kuala também, Macau e Hong Kong, Laos, Cambodja, Vietname, Singapura. Tal como os Hokkien, por exemplo, são comunidades linguísticas conotadas com determinadas regiões da China. Porém, partiram há já algumas gerações e por isso a sua ligação à pátria é sobretudo cultural e linguística. Constituem uma força económica importante no sudeste asiático, uma força de investimento nos mercados e na própria China.

O encontro ao jantar foi ocasional e na realidade, o Sr. A e esta senhora pouco terão em comum para quem olhar de fora. Será desconhecer a alegria que surgiu na nossa anfitriã ao descobrir que podia falar a sua língua e que estava perante alguém que percebe exactamente o que ela é: belga de origem chinesa do sudeste asiático que fala Teochew, come um misto de comida vietnamita e cantonense e , meus amigos , e bebe um maravilhoso chá oolong, servido com bagas goji que foi buscar propositadamente para nós. "É o meu chá" confessou-nos. E se já me estava a saber pela alma (que bom que era o chá!), melhor ficou ao ouvir estas palavras. A hospitalidade sincera, sentida é deliciosa.

Voltaremos. Chama-se : Koi.

sexta-feira, agosto 06, 2010

Vale muito a pena ler


Esta entrevista a José Manuel Félix Ribeiro no Público de ontem. Pistas para reflexão muito interessantes, pistas e não receitas definitivas e sobretudo certas como o entrevistado aliás salienta. Ideias para puxar pelos neurónios, é sempre saudável. Cenários possíveis que será curioso verificar daqui a uns anitos.

quinta-feira, agosto 05, 2010

Olhai para a trave no vosso olho, s.f.f.

Como é possível que num encontro que reúne várias nacionalidades e organizado por uma delas um dos participantes se permita criticar sem qualquer nuance um aspecto do país dos seus interlocutores, sendo que o seu país não é exemplo que se recomende? Como é que é possível que os visados quase peçam desculpam e não encontrem outro comportamento que não seja o malhar forte e feio no mesmo sentido sem se aperceberem do ridículo que é o nú a malhar forte e feio no medianamente vestido, que por sinal jamais ousaria fazer o mesmo no sentido oposto (e sabe deus que haveria pano para mangas)?
Por que raio dou sempre por mim a por os pontos nos i perante o olhar de cães acossados dos restantes que se se baixassem mais mostravam o dito?
Acredito na sinceridade e honestidade de opiniões, mas também conheço a manipulação e cantar de galo de quem devia olhar para a trave no seu olho e não começar por apontar aos gritos a palhinha em olho alheio.
Nesta coisas de encontros "multiculti" o melhor é começar por apalpar o terreno e evitar dar lições. Sobretudo, ter a noção de onde estamos e com quem, conhecer a nossa realidade e não começar por apontar defeitos precisamente em áreas em que temos telhados de vidro. Havendo à-vontade e confiança, com o tempo, tudo se pode discutir sempre numa relação de respeito mútuo.
Senão eu dou-lhes a sinceridade e assertividade...não andei anos a estudar holandês por acaso...
E mais, ensina-me a experiência que quem se dá ao respeito acaba por ser respeitado e não o contrário. Pronto, tenho dito.

Vale a pena ler

Este post de Tomás Vasques no "Hoje há conquilhas".

segunda-feira, agosto 02, 2010

Vale a pena ler

Este post de Sofia Loureiro dos Santos no seu blog, o Defender o Quadrado.