quarta-feira, maio 19, 2010

A politiquice antes da nação

Ainda me cheguei a preocupar ao ler este artigo com declarações de Passos Coelho.
Das duas uma, ou ele não percebeu nada do que se está a passar na zona euro, o que seria preocupante, ou percebeu muito bem e ainda assim faz estas afirmações, o que seria também muito preocupante.
Afinal, este senhor é a principal e mais plausível alternativa em termos governativos. Eu até achava que ele tinha dado mostras de responsabilidade no compromisso com o governo. Claro está que os comentários do primeiro-ministro ontem na entrevista, para mostrar quem manda acicatariam qualquer ego atraido pelo poder. A reacção aí está. Esta dança ainda vai acabar por se parecer mais com um tango do que eu pensava. Eles dançam, dançam, mas de vez em quando vai voar uma chapada, serão arrancados uns cabelitos, será dado um valente safanão.

O que vale é que afinal PPC nem está interessado em ser primeiro-ministro, nem agora , nem em 2014, como avisa aqui:
"Como o Governo continua com a perceção de que daqui a meio ano a oito meses vai poder lançar os concursos todos, voltar à travessia do Tejo, a mais TGV, a mais estradas e por aí e fora, eu julgo que a partir de 2014 ninguém quererá ser Governo em Portugal”, declarou."

He, he, já desconfiava.

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