segunda-feira, maio 31, 2010

Quer me parecer...

... que alguém * está urgentemente a precisar dum valente totalitarismo do orgasmo. E depressa!
* cromo tuga, nem sempre desprovido de cérebro, mas particularmente reprimido quando toca ao prazer sexual dos outros que parece interessa-lo sobremaneira, como é próprio dos reprimidos e falsos moralistas.

Acabadinho de chegar ...


... via Amazon. Recomendado por um simpático senhor norueguês a quem calhou na sorte (será?) viajar ao meu lado de Hong Kong para Frankfurt. A conversa foi boa, e a Europa ocupou-a em parte. Mas o interesse comum pela Ásia levou-nos a partilhar dicas. Como esta. Ao ataque!

Direitos humanos

Lei 9/2010 de 31 de Maio,
Permite o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Publicação de hoje em Diário da República. A prova aqui:

http://dre.pt/pdfgratis/2010/05/10500.pdf
As mentalidades levam tempo a mudar. Comecemos pela lei. A massa crítica já existe, com o tempo aumentará. O mundo sempre pula e avança, ainda que pareça devagar por vezes.

sábado, maio 22, 2010

Tempo de bicicletas


A Primavera chegou a Bruxelas e segunda é feriado!
Bom fim-de-semana :-)

EPI - Environmental Performance Index 2010

Dos 163 países avaliados segundo 25 indicadores de desempenho, O EPI 2010 classifica Portugal no 19° lugar. Os 4 melhores resultados são da Islândia, Suíça, Costa Rica e Suécia. A França aparece em 7° lugar, a Bélgica 88° lugar, a Espanha em 25°. Para ver a classificação e os resultados por país, clicar aqui.

sexta-feira, maio 21, 2010

Enquanto uns especulam e outros agoiram e maldizem...

... há quem trabalhe. Há quem tenha ideias e se esforce a concretiza-las. Talvez por andarem ocupados com isso, pouco se ouvem na vozearia estúpida que entope os nossos meios de comunicação social.
De quem estou a falar? Das nossas empresas inovadoras. Das PMEs , seus criadores e trabalhadores que dia após dia surgem no relato do programa "Made in Portugal" da Tsf. No arquivo, encontramos 101 empresas até hoje, mas apenas porque o arquivo começa em Dezembro passado, o programa já dura há muito mais. Quem o acompanha de há uns dois anos a esta parte não terá ficado tão espantado com os dados do crescimento económico do primeiro trimestre e agora de Abril.
O meu tributo a estas pessoas que estão a fazer um excelente trabalho e seguramente são os grandes responsáveis pelos resultados animadores da nossa produção industrial. Com a crise e sobretudo APESAR da crise. Acreditar e fazer é fundamental, acreditar e fazer quando muitos apostam que não somos capazes é das mais belas características humanas.

quinta-feira, maio 20, 2010

And now for something completely different

Filme de 7 minutos feito para o pavilhão português na Expo de Xangai.
Sweet dreams:-)

Se não houver um medicamento para curar isto...

... por favor inventem-no! Pela minha saúde que já não aguenta tanta estupidez por dia.

Estou a falar disto,

obviamente desmentido por isto.


Tratem-se e deixem de nos tomar por parvos.

quarta-feira, maio 19, 2010

A politiquice antes da nação

Ainda me cheguei a preocupar ao ler este artigo com declarações de Passos Coelho.
Das duas uma, ou ele não percebeu nada do que se está a passar na zona euro, o que seria preocupante, ou percebeu muito bem e ainda assim faz estas afirmações, o que seria também muito preocupante.
Afinal, este senhor é a principal e mais plausível alternativa em termos governativos. Eu até achava que ele tinha dado mostras de responsabilidade no compromisso com o governo. Claro está que os comentários do primeiro-ministro ontem na entrevista, para mostrar quem manda acicatariam qualquer ego atraido pelo poder. A reacção aí está. Esta dança ainda vai acabar por se parecer mais com um tango do que eu pensava. Eles dançam, dançam, mas de vez em quando vai voar uma chapada, serão arrancados uns cabelitos, será dado um valente safanão.

O que vale é que afinal PPC nem está interessado em ser primeiro-ministro, nem agora , nem em 2014, como avisa aqui:
"Como o Governo continua com a perceção de que daqui a meio ano a oito meses vai poder lançar os concursos todos, voltar à travessia do Tejo, a mais TGV, a mais estradas e por aí e fora, eu julgo que a partir de 2014 ninguém quererá ser Governo em Portugal”, declarou."

He, he, já desconfiava.

Fazer a diferença










Um Sol Ar em Bruxelas. Ainda não conheço mas vou descobrir.


Para curiosos (todos, espero) espreitar aqui.

A diferença

Comecei agora a ouvir na Net a entrevista de ontem na RTP ao primeiro-ministro. José Alberto Carvalho introduz a entrevista dizendo que alguns líderes internacionais puseram a hipótese de o euro não sobreviver e que sob pressão internacional Portugal adoptou medidas de austeridade. O internacional dele é o meu europeu. Para ele é a mesma coisa e para mim já não é. Foi automático, chamou-me logo à atenção.
E quando para a maioria dos portugueses e dos europeus "europeu" deixar de ser exactamente o mesmo que internacional?
Dava jeito que fosse para... ontem.

quarta-feira, maio 12, 2010

Curiosamente...

... a histeria das bolsas e media de economia anglófonos dos últimos dias não se coibiu de assimilar o caso de Portugal ao da Grécia . A Economist chegando ao cúmulo de se questionar na capa sobre a nossa queda. A agência de rating Moody's ameaçando com futuro corte se não nos portarmos bem.

O presidente do BCE, a chanceler alemã, a ministra da Economia francesa e os nossos 1° e ministro das finanças referiram várias vezes que não são situações comparáveis. Em vão. O mantra repetia-se nos media e ontem, na Bloomberg um membro do BC alemão, um analista irlandês e um moderador inglês não tiveram pejo nenhum em fazer a amálgama dos dois países, falando de Portugal com insistência como o próximo a cair ravina abaixo.

Há dias já tinham sido anunciados os números favoráveis da produção industrial e das exportações (acima da média da zona euro). Hoje é o crescimento do PIB do primeiro trimestre que é o mais forte de toda a zona euro em comparação com o período homólogo.

Referências nos ditos media que ainda ontem enchiam a boca com o nosso potencial caso de derrocada? Nem uma, nem uminha!! A BBC dá-se ao luxo de falar destes números do Eurostat dizendo que crescimento na zona euro é fraquinho, o melhor é o da Itália. Haja lata!

Não me parece que possamos cantar vitória. É cedo demais. Mas a isto chama-se manipulação de informação. A isto chama-se atirar o barro à parede.

P.S.: E vai de mal a pior: a BBC World news acaba de transmitir uma notícia em que de forma sistematizada diz que Espanha acaba de sair da recessão, a Grécia descresce e o crescimento mais acentuado surge no leste europeu. Isto está a começar a irritar-me severamente.

terça-feira, maio 11, 2010

Visto de passagem

Há bocado no canal Bloomberg um americano explicava que a destabilização da Europa e instabilidade da zona euro e do euro poderiam significar uma tranferência de dinheiros da Europa para os EUA, de investimento dos especuladores. Para além disso, deixamos de ter duas moedas de referência e voltamos a ter só uma, disse ele. Tendo em conta a gestão da dívida americana isso vem facilitar as coisas, acrescentou.

Depois da queda brutal das bolsas na semana passada e da Moody's andar a ameaçar que desce o nosso rating, os ministros das finanças da UE lá se reuniram e tomaram uma decisão inovadora: criaram um fundo de garantia para os países da zona euro no valor de 500 mil milhões de euros. Não fossem os mercados achar pouco exigiu-se aos países em dificuldades que tomassem mais medidas de austeridade.

Hoje, a Economist dá destaque a uma comparação de Portugal com a Grécia e pergunta se seremos os próximos?

Esta acção-reacção leva-me a questionar: que políticas é que as agências de rating e ultra liberais querem para Portugal, zona euro, Europa vá? Mais vale dizerem já, visto que de qualquer forma não é a UE que decide, são eles.

segunda-feira, maio 10, 2010

Vale a pena ler

este artigo do Le Monde sobre o euro.

Voltar ao essencial

e recordar o porquê da União Europeia, como se pode ler aqui.

sábado, maio 08, 2010

Não sei muito bem como explicar isto...

... mas ao fim de duas semanas em Macau-China (e o China é cada vez mais pertinente) deu-me uma vontade enorme e irresístivel de ter uma daquelas reuniões familiares muito frequentes na minha família. Daquelas em que vamos sempre parar à política, cada um puxa para seu lado e quem vê de fora jura a pé juntos que vamos acabar à estalada. Reconstruimos o país quando não é o mundo inteiro, critica-se e defende-se sem dó a cena política e seus actores. Depois , tudo acaba em abraços e beijos e saudades e até à próxima dose.

De repente também, dava muito para apanhar o Thalys e ir a Paris . Gritar "Putain, Merde!" . Ir ao um teatrozinho de bairro, e acabar a noite à mesa com amigos a falar e dizer o que dá na gana. Comprenne qui pourra.

segunda-feira, maio 03, 2010

Vale a pena ler

Este artigo de João César das Neves no DN de hoje.