domingo, abril 18, 2010

A percepção da realidade

Eu olho para este céu azul de Bruxelas e quase me custa a crer que lá em cima, muito em cima circulem partículas oriundas do vulcão islandês. "Quase", pois bem sei que a realidade vai para além do que alcançam os meus olhos. Já a minha asma parece andar mais irritada desde quinta, será dos poléns mais exuberantes, que aliás também não vejo a olho nú. Os dados científicos contrariam os meus olhos, os céu fecham-se fazendo perigar a viagem que tenho marcada para o Oriente já na próxima quarta. Que fazer, recordar que não controlamos a realidade como pensamos por vezes e ... adaptar-me se for caso disso . Seja como for, não sou eu que me arriscarei a voar nestas cirunstâncias.
Outras realidades há que percepionamos de forma parcial, enviesada, levados com frequência pelo burburinho mediático. Vivemos escravos da nossa percepção que nos condiciona nas nossas decisões e estados de espírito. Porém, escravos apensa enquanto quisermos e deixarmos as "little grey cells" a dormir.


Bom exemplo disso é este post de Miguel Carvalho, do blog Fado Positivo. Reproduzo-o na íntegra, vale a pena:


"Notícias que dão razão de ser a este blog (1)
O que me faz escrever blog é a noção deturpada que temos e que recebemos da realidade. A má notícia merece manchetes, a boa merece desconfiança. Começo aqui uma série de posts que mostram o porquê deste blog, a propósito do EuroBarómetro que referi no post anterior.

Os portugueses estão convencidos que há uma alta probabibilidade de acontecimento de erros nos hospitais. Em todas as cinco categorias de erros hospitalares (infeções, diagnóstico errado ou tardio, problemas na medicamentação, error cirúrgicos e problemas no equipamento) os portugueses consideram-nos bem mais prováveis do que a média europeia.
Mas quase se pergunta se ocorreu realmente um problema, afinal os portugueses são os segundos que se queixam menos de problemas reais, entre os 27 países da UE.
Curiosamente o estudo procura também saber de onde vem esta perceção dos erros, perguntado em que fonte se baseiam as respostas. Os portugueses são os que se baseiam MENOS, de todos os 27 países, em experiência pessoais e estatísticas oficiais, baseando-se bem mais do que a média no que vêem na TV.
Por fim quando perguntados se o sistema de saúde é melhor do que nos outros países da UE, apenas 3% estão convencidos de sim. Apenas os Hungaros e os Búlgaros estão mais pessimistas. "

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