quarta-feira, abril 28, 2010

A minha memória de elefante...

...é lixada, não me deixará esquecer o circo fútil com que se ocupou a opoisção no meu país enquanto especuladores jogavam com a fragilidade da nossa economia. Num altura em que a capacidade em realizar as reformas necessárias influencia a percepção do risco dum país, a nossa oposição desgasta e desgasta, organiza caças às bruxas, auto-erigida em juíz do povo num julgamento em que sem vergonha as conclusões já estão preparadas. Um Dick Cheney nos tempos de Bill Clinton não faria melhor.

A Alemanha, os vários países da UE continuam a defender interesses próprios e a borrifar para o todo. Assim mesmo, a culpa é dos gregos, não são os alemães que se vão mexer para salvar a situação. É verdade, a Grécia é responsável pela situação que criou. Estatísticas claras e fiáveis , métodos transparentes são fundamentais Numa altura em que reacções determinadas e atempadas podem controlar o pânico dos mercados, a zona euro, e Alemanha não fazem nenhuma declaração que diga se é sim ou sopas e quando.

Eu, europeísta federalista convicta e declarada mais não posso que lamentar. Porém, se não estamos prontos para agir como um todo, para resolver os nossos problemas em casa, se é necessário apelar ao FMI, se deixamos a situação chegar aqui, então das duas uma. Ou nos deixamos de merdas, e é mesmo enquanto Europa que agimos e explicam claramente às populações porquê, ou acaba-se aqui o sonho. Passamos a ser um comunidade económica, ponto final. Esta crise terá a vanatgem de dissipar dúvidas, ir directo ao que conta, acabar com o bullshit.

O único detalhe é que já estamos todos no mesmo barco. Apesar de cada um remar para seu lado. Se um cair ao mar os outros vão atrás... até os remadores asiáticos... até o alemão.

Tudo isto é de uma burrice, de uma falta de visão de bradar ao céus.

domingo, abril 25, 2010

A 25 de Abril de 2010

estou em Macau outravez. Depois de muitas incertezas e stress finalmente cá cheguei, uf!

E apesar do jetlag, não esqueço esta data. Porque tudo o que sou é o resultado destes últimos 36 anos. E tudo isso é bom, entenda-se, não esqueço o 25 de Abril desta feita o de 1974.
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E ao ler o Jumento deparo-me com este texto:

http://jumento.blogspot.com/2010/04/um-heroi-grande-demais.html#links

Fica aqui porque traduz muito bem o que penso. Também porque é um exemplo que me inspirou e inspira, não só o de Salgueiro Maia, mas sobretudo o de um homem muito mais próximo, o meu pai, que teve a mesma atitude.
Estes foram os meus exemplos, no meus país também há estes exemplos. Escolhi-os a eles. Eu sou o tributo vivo às suas acções. Eu e tantos outros. A melhor estátua que alguém pode merecer.
E eu não esqueço:-).

domingo, abril 18, 2010

A percepção da realidade

Eu olho para este céu azul de Bruxelas e quase me custa a crer que lá em cima, muito em cima circulem partículas oriundas do vulcão islandês. "Quase", pois bem sei que a realidade vai para além do que alcançam os meus olhos. Já a minha asma parece andar mais irritada desde quinta, será dos poléns mais exuberantes, que aliás também não vejo a olho nú. Os dados científicos contrariam os meus olhos, os céu fecham-se fazendo perigar a viagem que tenho marcada para o Oriente já na próxima quarta. Que fazer, recordar que não controlamos a realidade como pensamos por vezes e ... adaptar-me se for caso disso . Seja como for, não sou eu que me arriscarei a voar nestas cirunstâncias.
Outras realidades há que percepionamos de forma parcial, enviesada, levados com frequência pelo burburinho mediático. Vivemos escravos da nossa percepção que nos condiciona nas nossas decisões e estados de espírito. Porém, escravos apensa enquanto quisermos e deixarmos as "little grey cells" a dormir.


Bom exemplo disso é este post de Miguel Carvalho, do blog Fado Positivo. Reproduzo-o na íntegra, vale a pena:


"Notícias que dão razão de ser a este blog (1)
O que me faz escrever blog é a noção deturpada que temos e que recebemos da realidade. A má notícia merece manchetes, a boa merece desconfiança. Começo aqui uma série de posts que mostram o porquê deste blog, a propósito do EuroBarómetro que referi no post anterior.

Os portugueses estão convencidos que há uma alta probabibilidade de acontecimento de erros nos hospitais. Em todas as cinco categorias de erros hospitalares (infeções, diagnóstico errado ou tardio, problemas na medicamentação, error cirúrgicos e problemas no equipamento) os portugueses consideram-nos bem mais prováveis do que a média europeia.
Mas quase se pergunta se ocorreu realmente um problema, afinal os portugueses são os segundos que se queixam menos de problemas reais, entre os 27 países da UE.
Curiosamente o estudo procura também saber de onde vem esta perceção dos erros, perguntado em que fonte se baseiam as respostas. Os portugueses são os que se baseiam MENOS, de todos os 27 países, em experiência pessoais e estatísticas oficiais, baseando-se bem mais do que a média no que vêem na TV.
Por fim quando perguntados se o sistema de saúde é melhor do que nos outros países da UE, apenas 3% estão convencidos de sim. Apenas os Hungaros e os Búlgaros estão mais pessimistas. "