sexta-feira, fevereiro 05, 2010

Corrijam-me se estou enganada II

Este governo que já vai no segundo mandato graças a escrutínios eleitorais livres tem sido acusado de querer limitar a liberdade de expressão nos meios de comunicação social de há uns dois anos a esta parte (que eu me lembre, se calhar mais). Acusam-no de pressões, de tentar calar, de claustrofobia democrática, etc.
Porém , acusam-no e nós sabemos disso. Como? Porque o fazem publicamente nos jornais semana sim, semana sim, quase dia sim, dia também. Onde está a mordaça então? Não há acusação que não lhe façam que consigam provar inequivocamente por A mais B. Ou seja criticam sem provas irrefutáveis, falam sem confirmação do que dizem, apresentam como factos simples suposições. Mas fazem-no semana sim, semana sim, dia sim, dia também. Onde está a mordaça, então?
Tudo isto num clima de fugas de informação, de diz que disse, de conjecturas, de probabilidades. Provas inequívocas...nicles. Mas fazem-no na mesma.
Agora é acusado de ter planos para comprar parte dos media, para controlá-los. Isto conta um juíz com um caso em mãos, graças a escutas que terá ouvido. Conta nos jornais relativamente a um caso em mãos. Isto parece ser um detalhe. Ok, imaginemos que é verdade.
O governo, ou o partido do governo , tentaria adquirir meios de comunicação da propriedade de membros da oposição, tentando assim influenciar as notícias a seu favor. A ser verdade não é louvável ... mas o que sim é verdade é que boa parte dos meios de comunicação estão nas mãos de pessoas ligadas ao Psd e as críticas chegam das facções mais conservadoras do Psd ou mesmo do PP . Isto não choca ninguém. Lamento, mas não reconheço moral a quem critica. Estariam mal habituados? Aquilo que vêem como restrição de liberdades não será afinal a necessidade de partilhar o que fora apenas deles?
Nos países das línguas que conheço, os jornais têm uma conotação claramente política, lê-se um jornal para saber o que pensa tal cor política. Isto é verdade em França, Reino Unido, Espanha, Itália, EUA, pelo menos. A concentração de media nas mãos de um ou dois magnatas ligados aos conservadores, à direita inciou-se há já quê? duas décadas? Veja-se Berlsconi, veja-se Rupert Murdoch. Daí a necessidade de o restante espectro político tentar adquirir algum peso nos media também. Os jornais são claras perspectivas da realidade, alguns têm a honestidade de assumirem qual é o seu ponto de partida. Alguns.
Estas são a regras do jogo actuais. Não gosto delas, mas considero que os media podem pelo seu poder influenciar e tentam seguramente influenciar a cena política dos países.
Averigue-se pois mais esta alegação através dos orgãos do estado direito. Mais uma, portanto, a claustrofobia democrática continua a não ser eficaz pelos vistos.
E já agora, todos os que bramaram contra o despesismo e obras públicas desnecessárias como o TGV aprovaram agora a alteração à lei das finanças regionais... tomo a devida nota. É tão fácil apontar o dedo e ser-se irresponsável quando se está na oposição...enquanto eleitora tomo a devida nota.

2 Comments:

Blogger António P. said...

Bem vinda Sofia.
Longa ausência mas regressa cheia de força.
Ainda bem.
Espero que ajude o governo e compre umas acções da SIC :))
Cumprimentos

sexta-feira, fevereiro 05, 2010 6:06:00 da tarde  
Blogger Sofia C. said...

Olá António P. e muito obrigada pelas palavras de boas-vindas. Andei de facto longe, ou foi a inspiração que andou.
Quanto a acções, estão mal comigo, sou uma negação para investimentos. Já ajudar o governo, bom, sendo uma boa cidadã e vendo se ele merece o meu voto ou não, e já não é mau não é? ;-)
Cumprimentos

quinta-feira, fevereiro 11, 2010 3:21:00 da tarde  

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