segunda-feira, junho 29, 2009

Nunca mais cresces, tss,tss

Gosto tanto disto, hi,hi

domingo, junho 28, 2009

Vale muito, muito a pena ler

esta entrevista de Emídio Rangel ao JN de hoje.

sábado, junho 27, 2009

Mulher à beira dum fim-de-semana

Acontece que ontem ao jantar a conversa com os amigos levou-nos a Almodóvar, filme vai filme vem, lembrei-me dos dvds que tenho dele e de há quanto tempo não os vejo.
Parece que choveu muito esta noite, pela manhã ouvimos sirenes dos bombeiros. Agora o calor está menos pesado .
Achei por bem começar o Sábado com o "Mulheres à beira dum ataque de nervos" que vi como se fosse a primeira vez, muito Rossy de Palma acabada de despertar...
Inicio o meu Sábado com as palavras finais:
"-Tienes un cutis fenomenal.
-Sabes, he tenido un sueño.
-Agradable?
-No se, yo creo que sí. Quando entré por esa puerta era virgen y tengo la impresión de que ya no lo soy.
-No me digas que esos sin verguenzas se han metido contigo...
-Que vá! Se hay sido lo sueño, soñando.
-Que bién...Ahora que me lo dices, tu sabes que se te ha quitado de la cara la tipica dureza esa de las virgens, porque las virgens son muy antipaticas..."
Me encantan
Bom fim-de-semana!

quarta-feira, junho 24, 2009

A mim parece-me óbvio

"Quando eu convido alguém para uma entrevista devo-lhe respeito, mesmo que não concorde com o pensamento da pessoa. Não faço juízos de valor. É fácil emitir as nossas opiniões, mas isso é uma "cafagestada". Eu acredito que a televisão forma opinião, por isso não acho justo concluir pelos telespectadores. Isso não me impede de colocar perguntas difíceis, mas quem vai tirar conclusões é quem me vê e não eu. Não é esse o meu papel."
Passagem da entrevista da jornalista e actriz brasileira Marília Gabriela ao DN de hoje. O sublinhado é meu. Para ler o resto da entrevista clicar aqui.

terça-feira, junho 23, 2009

Espelho meu, espelho teu,

"Madalena" tocava no cd, "uma sueca a cantar bossa nova..." pensava e a letra evoluía. Da cozinha chegava o perfume de coentros e caril. O tempo ameaçava Verão. E ela ali, presa no espelho, metade fora metade dentro. Ninguém vê? Não ninguém vê. Ninguém reparou.
Ele tinha-a puxado à força para o lado de cá do espelho. Devagar e de repente, em poucas palavras, com uma frase pronunciada e muitas nunca ditas, com um olhar novo. De quem são estes olhos surpreendia-se agora a pensar , com surpresa sentida. De quem é aquele sorriso, aquele trejeito? Gelava-a o seu próprio olhar desassombrado.
No início instalara-se a respiração de sobrevivência, rápida, sacudida, pensamentos rápidos. Sobreviver, sobreviver, salvar, agarrar, salvar.
Agora, navegava à vista, sem convicções, sem bandeiras, sem praça-forte para salvar, sem destino preciso, levada por uma corrente. Não estava preparada para isto. Ou estava? Os dias iam passando e ela ali, presa no espelho, metade fora metade dentro sem saber para onde ia.

sexta-feira, junho 19, 2009

Alle prese con una verde milonga

Ela não liga a música, disse ele. Não liga a música?! pensava ela. Mal sabia ele que todos os dias ela acordava numa música. Hoje mesmo, se a quisesse encontrar bastava procurá-la aqui, na "verde milonga" velha companheira. Bastava querer olhar, ver, ouvi-la...

quinta-feira, junho 18, 2009

Vivemos tempos bíblicos...

quarta-feira, junho 17, 2009

Andar de TGV para ...burro?

Adia-se o TGV e torna-se mais humilde o Primeiro. É política e com dois dedos de testa percebe-se porquê. Quem se queixar desta política, não se queixe. É a que merecem todos os que que bramaram arrogâncias, esquecendo-se de que houve eleições e haverá.
Esta história sempre me fez lembrar a do rapaz, do velho e do burro. Suponho que neste momento estamos na fase em que vai o burro em cima do velho. Enfim...
Albarde-se o burro à vontade do dono...só que eu era mais TGV, são estas manias de achar que estou no século XXI.

sábado, junho 13, 2009

Fui acusada simpaticamente...

...de estar a ficar muito belga. Elementos de prova: vou de bicicleta para o trabalho (desde que não chova, ou seja, nem Deus sabe exactamente quando) e fui assistir a uma das finais do Concurso Reine Elisabeth de que fiquei fã. Eu diria que aproveito o melhor que o país tem para me oferecer, o que aliás tento fazer onde quer que vá. Mas a bicla, meus amigos, essa é um amor de infância. Até acordo mais bem disposta só de saber que me espera um passeio de bicicleta até ao trabalho. Tenho duas bicicletas, a do Sr. A, nova e fiável mas com um selim muito moderno que é um horror (alguém explique a quem faz selins que aquilo está mal pensado, só magoa) e a minha, uma velha holandesa que comprei em Utrecht por tuta e meia. Um selim decente, bem horizontal e largo. Os pneus têm dias, tremelica demasiado nas estradas com paralelos mas tem uma campainha que é o meu orgulho. Pelo andar da carruagem e como poderão estar a adivinhar qualquer dia posto aqui umas fotos das minhas "meninas".
Agorinha mesmo, vou às compras de bicicleta, temos amigos para jantar.
Bom fim-de-semana!

Coisas que me fazem cinicamente sorrir

Alguém acusar outro alguém de arrogância e autoritarismo de dedo em riste, palmada na mesa, alto e bom som. So, so obvious...

quarta-feira, junho 10, 2009

Não seria o que era de esperar...

...daquele ambiente, daquele contexto. Discursos solenes, presidentes, senhoras e senhores e tal, quer dizer, espera-se seriedade. Leituras sisudas, no mínimo o pensamento preso a um conflito ou uma questão bicuda eleitoral ou assim.
Mas na realidade assaltava-a desde a manhã uma dúvida terrível. Aquele cabelinho, aquele sim, ali ao fundo, que acompanhava o senhor de perímetro abdominal a desafiar a gravidade, um olhar de esperteza saloia acompanhado dum belo sotaque que alguém afiançou ser de famalicon, de famalicão perdão, aquele cabelinho oleosamente penteado para trás com umas repas secas e rebeldes a escorregarem até ao cangote. Aquele cabelinho, há quantas décadas deixou de se usar? 4, 5 , 6?
E a dúvida mordia-a como uma pulga agarrada ao tornozelo. Sem perdão, portanto.

terça-feira, junho 09, 2009

Direitos e deveres cívicos

Eu, que vivo em Bruxelas, fui votar a Portugal, pagando do meu bolso o bilhete de avião. Fui porque quis, ninguém me obriga. Dita-mo a minha consciência cívica. Mas votei no partido minoritário, o dos que votam. Venceu a abstenção, o dos que delegam e depois se queixam.

sexta-feira, junho 05, 2009

Tian an Men foi há 20 anos IX

Tian an Men foi há 20 anos

Tian an Men foi há 20 anos VIII - The Tank Man

The Tank Man.

Eu tinha 16 anos e a imagem deste rapaz sózinho frente aos tanques marcou-me. Nunca me esqueci. Talvez venha daí a minha curiosidade pelo China. E uma grande admiração por aquele rapaz. Os chineses mais jovens nem sabem que ele existe. Pela sua memória e pelo que ele representa. É universal. Aqui fica.

Esta é a primeira parte dum documentário com mais 20. As restantes 19 encontram-se também no Youtube.

Chegam postais com selo


Tenho andado sem inspiração para escrever, há alturas assim. É engraçado que a blogoesfera me venha espevitar. Pitucha, Claudette e Sinapse enumeraram 10 blogs femininos que visitam diariamente e 5 coisas que gostam de fazer. E mencionaram o meu o que é muito simpático.


Despertando então do torpor blogoesférico em que andava, aqui fica a minha resposta ao seguinte desafio:
– colocar o selo no meu blog (já está)
– indicar 10 blogues no feminino que eu adore
– informar os blogues indicados que receberam o selo
– dizer 5 coisas que adore na minha vida e porquê
Ora bem, aqui vai:
Consulto diariamente, a menos que esteja de férias em terras distantes os seguintes blogues de mulheres:
óbvios mas mesmo assim, assiduamente visitados:
e 6 de muitos outros por onde passeio:
E agora, o que é que falta? Ah sim, 5 coisas de que gosto. Já foi difícil escolher só 10 blogues, agora só cinco coisas...vou ter de eliminar e não sou muito boa nisso.
Uhmmmm:
-reencontros com o Sr A e minha familota querida.
-livros e filmes (estou a fazer batota, hi,hi)
-andar de bicicleta
-blogoesfera (ler e escrever, eu sei, muito óbvio, mas o que é que querem)
-viajar.

quinta-feira, junho 04, 2009

Tian an Men foi há 20 anos VII

Tian an Men foi há 20 anos VI

Tian an Men foi há 20 anos V

Tian an Men foi há 20 anos IV

Vale a pena ler este post do blogue Bairro do Oriente. É interessante o comentário e perspectiva de quem vive lá perto, mais exactamente em Macau.

Tian an Men foi há 20 anos III

A não perder, esta parte do documentário do Le Monde em que se entrevistam dois chineses de gerações diferentes sobre vários temas:
-Sonho
-Amor
-Família
-Democracia
-Viajem
-Comunismo
-Engagement
-Ser chinês
-4 de Junho de 1989
-Memória
Muito interessante.

quarta-feira, junho 03, 2009

Tian an Men foi há 20 anos II

Recomendo o minidocumentário do jornal Le Monde que se pode ver aqui, intitulado: "Génération Tian'anmen : avoir vingt ans en Chine" .

Vale mesmo a pena ler

o artigo de Pedro Lains no Jornal de Negócios de hoje intitulado "Portugal, 2024".

Para não variar...

isto também me chocou. Não é a primeira vez. É um nojo.

Tian an Men foi há 20 anos

Não conheço a China o suficiente para explicar o que ela é hoje, o que ficou de Tian an men. Os jovens chineses que conheço reconhecem nos eventos de há 20 anos um assunto tabú. Não se fala, não se conhece, ou finge-se nalguns casos. Outros, menos jovens, afirmam oficialmente que foi necessário e que o desenvolvimento actual assim o prova. Tempo, pedem tempo. E também há quem se cale, sem mais.
E quem não se cale. Há milhares de manifestações anualmente contra a corrupção, a mesma queixa afinal. E justiça.

O governo chinês, pelo sim pelo não, tomou precauções, deteve dissidentes, encerrou a internet, policia locais propícios a manifestações. Pelos vistos a memória ainda não morreu e o PC chinês continua cheio de medo... se a indignação de concretiza, é muita gente de facto.
Acrescento das 21:04 de 03/06/2009 - link para artigo interessante do Le Monde, "Un cyber-Tiananmen permanent sur internet", sobre os "caranguejos de rio" ou hexie.