sexta-feira, maio 23, 2008

A propósito de gerações

Estava aqui a ver o programa sociedade civil sobre os jovens, seu interesse pela política e conhecimentos da história recente (programa do dia 16 de Maio). O mote do programa foi uma sondagem feita pela Universidade católica a pedido do presidente da República que se manifestou chocado com a ignorância dos jovens.

O que ouvi recordou-me a sábia reflexão duma colega que por sinal já tem quase 60 anos: a responsabilidade pelo que se passa agora é dos pais, é dos avós. Queriam gerações hiper-cultas e motivadas politicamente depois de décadas de passividade política? Os 40% de analfabetos em 74 tiveram filhos. O que esperavam desses filhos? Talvez sejam pouco informados e participativos mas comparativamente sê-lo-ão mais que os seus pais.


Tenho amigos de idades variadas embora predomine a minha, i.e. geração dos 30.

É injusto generalizar (sublinho e resublinho), mas de acordo com a minha experiência, a geração de 40/50 arrota muitas postas de pescada sobre o que está mal, mas tem tiques de regime autoritário. A dos 20 é mais articulada, sabe menos mas tem um comportamento mais aberto e tolerante. Olhem, não é perfeito, mas prefiro.

Vou escolhendo as minhas amizades em todas as gerações, é que a estupidez e inteligência não escolhem idade.

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