O mais , o menos, o que desce e o que sobe...
Passando em revista a imprensa portuguesa de hoje (aqui, aqui, aqui e de certa forma até neste título) constato uma vez mais a nossa obsessão com o "que dizem de nós". A nossa obsessão com que gostem de nós, em sermos os melhores da turma. Não será seguramente só nossa. Nem forçosamente negativa. Depende da importância e uso que se faz do que os outros pensam, dizem, conjecturam.
Como no plano individual, sempre achei que o mais importante é o que pensamos de nós próprios. Isso sim deve moer-nos ou satisfazer-nos. Os outros olham-nos com os seus olhos, o que vêem diz-nos mais sobre eles do que sobre nós. É interessantíssimo e útil. Mas é o que é.
Se soubermos o que queremos de nós, o que somos ou pelo menos o que não somos, os comentários alheios serão uma fonte onde vamos buscar o que quisermos. Onde vamos ESCOLHER. Escolher é a grande liberdade. Penso que será a única liberdade possível. Poder escolher.
A ansiedade com que por vezes oscilamos entre agitação e desepero perante a opinião alheia demonstra que não nos concentramos em nós, no que é que queremos, porquê e como. E só com calma podemos comparar seriamente o que somos e queremos vir a ser com o que dizem de nós e depois aproveitar ou não o material à disposição.
Há uma diferença entre trabalhar para crescer e ver a avaliação como uma orientação e trabalhar apenas para receber a melhor nota. Há uma diferença e faz toda a diferença.
"Quando vamos deixar de querer ser apenas os bons alunos?" disse António Vitorino, pois é quando?


3 Comments:
Clap your hands and say yeah!
:D:D:D
Yeap! Mas já viste que quando os tugas saem de aconchego da Terra Mãe, a mente abre-se, passamos todos a ter imensas saudades e não conseguimos parar de fazer publicidade boa ao nosso bem amado país? Quem conhece bem o reboliço cá fora, sabe que por lá as coisas até nem estão assim tão mal quanto pintam!
Nokas,
Concordo a 100% contigo! beijocas, Sofia:-)
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