sexta-feira, setembro 28, 2007

A minha rica memória de elefante...

Há dois postes indiquei que ia em trabalho à Madeira. Pois é, fui e já voltei. A Madeira é linda, Lisboa estava magnífica. Comi bem, dormi bem, trabalhei que me fartei. Correu tudo bem portanto.
Pelo caminho a servir de intermediário: O aeroporto da Portela.
Agora atentem nisto. Vim de Bruxelas até Lisboa. Em Lisboa mudei de avião para seguir para o Funchal. Para mudar de avião tive, eu e outros passageiros, de mudar de terminal. Uma navette regular leva-nos ao Treminal 2. O terminal 2 fica perto da Torre de controlo, aquela mesmo que se avista da estrada. É literalmente um barracão, com saídas de ar condicionado feroz. Adiante.
Chegada a hora do embarque entrámos noutro autocarro que nos levou ao avião. Avião esse que estava nítidamente mais próximo do primeiro terminal. O principal, aquele a que tinha chegado vinda de Bruxelas. Isto parece de gente doida!
Percebi sem dificuldade que esta foi a solução encontrada para escoar passageiros do Terminal 1 que rebenta pelas costuras.
E agora me lembro do chorrilho de disparates regados a doses de egoísmo, falta de sentido de Estado e de civismo que tenho ouvido da boquinha de muito político que defende Portela + 1 , Alcochete (quero ver os acessos de mais de metade do país a norte do Tejo, quero ver...) e o diabo a sete. A demagogia barata no seu melhor. Se o novo aeroporto fosse inaugurado hoje já vinha tarde. Assim, só daqui a uns 8-9 anos ou mais.
Mas eu, que vim bem disposta, com o ar lisboeta a amansar-me e o carinho dos pais, só digo isto: tenho memória de elefante. E mais não digo.