quarta-feira, setembro 12, 2007

Deixem-me que vos diga...

"Férias". É palavra que soa bem. Assim como "Viajar". Como devem ser as férias ideais? A resposta é quase tão variada quantas as pessoas a quem se coloca. Não há uma só resposta. Nunca haverá. As férias ideais são aquelas de que necessitamos e que nos correspondem.
Uns argumentam que gostam de ir para cidades, outros para o campo , outros ainda para a praia. Há quem prefira hotéis, turismo de habitação, ou campismo. Há quem só goste de ir para casa de amigos ou familiares.
Há os que caminham sem destino, os que fazem mil e uma actividades, os que se deitam de papo para o ar, há os que contemplam.
Por vezes os nossos gostos variam consoante o estado de espírito, o destino e claro...a bolsa. As férias são sobretudo o momento em que me apetece pensar em mim, está bem concedo, também na minha cara metade, e em que não me apetece muitas mais concessões. Já bem basta o dia a dia com horários e outras obrigações em que eu sou mais ou menos secundária. Mas até isto varia. Numas férias curtas e próximas cederei opções de que não abrirei mão num destino mais distante, raro e objecto de maior desejo.
O turismo de habitação costuma ter a minha preferência quando viajo de carro pelo interior de Portugal, da França ou da Itália. Já para não falar na "casa dos papás" em Portugal.
Com frequência anseio também pelo acolhimento anónimo, distante e profissional dum hotel sofisticado. Por vezes não ter atenção, não ter que meter conversa, não ter que coisa nenhuma...é uma benção. Tudo depende das circunstâncias.
Mas se há coisa que já aprendi foi o seguinte:
1-não acredito em viajens de grupo, sobretudo grupos de amigos. Já lá vai o tempo, o tempo em que era estudante. Hoje em dia o grupo ideal são dois, no máximo 4 e , e... já é muito. Mais do que isso só um encontro esporádico num local específico para uma festança.
Senão 1 também é um número que me agrada.Viajar só comigo foi um dos prazeres que aprendi a apreciar com o tempo.
2-E aprendi também que a conversa dos hotéis baratinhos a atirar para o pulguento, dos quartos alugados por tuta e meia em países em desenvolvimento, onde qualquer um de nós passa por milionário, com a desculpa de que se quer estar em contacto com a população real e ajudá-los a sobreviver "é conversa para boi dormir"(adoro esta expressão brasileira) que só serve para lançar farpas de média burguesia num suposto pedestal da moralidade. Só peço sinceridade: quem paga menos é porque não pode ou não gosta, porque não confessar? O dinheiro que não se gasta fica nas nossas contas ocidentais e em nada ajuda os tais coitadinhos que regra geral só servem para aparecer em fotografias com as quais mais tarde poderemos disfazer-nos em comentários do estilo: que lindos sorrisos, que lindos olhos, que côres. Mas isto, não tendo qualquer mal, também não lhes enche a barriga.
Bom, nem queiram saber a que propósito veio isto tudo...

3 Comments:

Blogger Pitucha said...

Por acaso até queria saber!
Beijos

quinta-feira, setembro 13, 2007 8:40:00 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

eu por acaso, ao ler-te, estava a visualizar uma conversa do meu sócio. É que parece que combinaram o texto!

:D

quinta-feira, setembro 13, 2007 1:40:00 da tarde  
Blogger S said...

Pitucha,

Hi,hi...não digo,não digo...blogger que se preze mantém o seu quê de mistério;-) LOL beijos, Sofia

Claudette,

Pois é, aposto que o teu sócio já deve passou pelo mesmo;-) Sofia

quinta-feira, setembro 13, 2007 5:56:00 da tarde  

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