Bagagens
A esta vida chegamos com alguns talentos. Destes, há os que serão imediatamente trabalhados e aperfeiçoados pelo meio circundante. Outros, ou não estavam lá ou foram ignorados.
Não sei se na minha mala quando cheguei trazia a noção exacta de Sim e Não. Conta-me quem me acompanhou desde o início que utilizava as duas palavrinhas sem modéstia nem hesitações. Algures pelo caminho perdi essa capacidade. Algures pelo caminho veio intrometer-se uma capacidade de empatia que me impede de dizer um não claro, com respeito ou um sim aberto, com limites.
Admiro, tenho mesmo uma pontinha de inveja por quem profere estas duas palavrinhas com um sentido de auto-preservação desarmante.
Por esta vida fora tenho vindo a recuperar a capacidade de usá-las sem que me açambarquem o braço quando dou só a mão, ou sem que se limitem a rondar ao largo.
Nem todos trazemos as mesmas coisas na nossa bagagem. A minha tem outras qualidades.A de respeito próprio e alheio está lá. Já é meio caminho andado. A outra tenho vindo a recupera-la. Constato.
Não sei se na minha mala quando cheguei trazia a noção exacta de Sim e Não. Conta-me quem me acompanhou desde o início que utilizava as duas palavrinhas sem modéstia nem hesitações. Algures pelo caminho perdi essa capacidade. Algures pelo caminho veio intrometer-se uma capacidade de empatia que me impede de dizer um não claro, com respeito ou um sim aberto, com limites.
Admiro, tenho mesmo uma pontinha de inveja por quem profere estas duas palavrinhas com um sentido de auto-preservação desarmante.
Por esta vida fora tenho vindo a recuperar a capacidade de usá-las sem que me açambarquem o braço quando dou só a mão, ou sem que se limitem a rondar ao largo.
Nem todos trazemos as mesmas coisas na nossa bagagem. A minha tem outras qualidades.A de respeito próprio e alheio está lá. Já é meio caminho andado. A outra tenho vindo a recupera-la. Constato.


3 Comments:
Que post tão oportuno e tão bem dito!
Eu também ando a aprender a dizer não! E já fiz umas experiências práticas: mas ficam um amargo na boca que é muito estranho!
Beijos
Olá Pitucha,
É sempre reconfortante perceber que nao se está sózinho:-) Pois é esses amargos na boca é que sao o busílis! ;-) Bjs, Sofia
Não se está sozinho não senhoras. Um abraço. Lu
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