Mitos urbanos
Já todos nós ouvimos falar de mitos urbanos. Se não ouvimos a expressão teremos seguramente ouvido um desses mitos. Há o dos crocodilos na canalização, chichi de rato nas latas de coca-cola, cobra venenosa nas bananas do supermercado, etc,etc
Eu conheço outro mito urbano. Um bastante conhecido, comun mas nunca visto. É o mito das horas extraordinárias remuneradas. Atenção, r-e-m-u-n-e-r-a-d-a-s. Porque não remuneradas não são um mito, são uma realidade por demais frequente.
O Sr A não tem mãos a medir no trabalho, há meses que chegar às 20h a casa é normal. E o trabalho acumula-se. O fim-de-semana já é a única solução. E assim se prova que o que faziam 4 agora só faz 1. Falta dizer que esse 1 esquece a vida, os fins de semana e as férias também não são lá muito bem vistas. Bem-vindos aos Estados Unidos, oopss, não é mesmo aqui na Europa.
Falo com amigos, amigas e todos me contam o mesmo. Baixa, férias, licença de parto, fim-de-semana, que é isso? São conceitos cada vez mais ténues, nebulosos, mais ou menos flexíveis. A respeitar, a menos que...
Tenho a sorte de não ter essa experiência. As minhas horas extraordinárias são escrupulosamente substituídas por uma ou meia licença. Mas nem no eldorado comunitário a coisa é sempre cristalina. A verdade é que impera uma mentalidade. Mais do que um desrespeito da lei, há uma atitude, muito anglosaxónica na minha opinião, em que trabalhar é um meio e o fim. Tudo o resto é acessório. Vivemos em função exclusiva da maravilhosa empresa, quem não tem essa atitude não tem futuro... na empresa.
Por isso peço a alguma alma caridosa que me dê um exemplo de horas extraordinárias remuneradas, pelo menos contabilizadas...só por curiosidade...é que se não existe que fique assente o seu estatuto de mito urbano e não se fala mais na coisa...como se existisse.


1 Comments:
Yes indeed.
We are human beings, not human doings. Um filósofo de quem n lembro o nome o disse. Eu subscrevo.
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