Mentirosos sinceros...ou sinceros mentirosos ?
Oiço hoje numa aula de introdução à Economia que os níveis de poupança e de despesa de particulares num país correspondem a níveis de pessimismo e de optimismo. Significa isto que uma população relativamente optimista gasta muito e endivida-se pois crê que no futuro a economia continuará no bom caminho e confia no Estado que lhe permitirá evitar a penúria. Já uma população pessimista gasta pouco e poupa muito pois não acredita, ou desconfia do que lhe trará o amanhã.
Ora, a acreditar no coro de lamúrias que se ouve em terras lusas, o nosso país parece pautar-se por um sentimento de claro pessimismo e de tremenda descofiança no Estado.
Porém, gasta confiante no futuro. Diz-se pessimista, gasta como optimista. O que me leva a concluir que não percebo assim tão bem o nosso próprio funcionamento. Quem se diz pessimista não o é verdadeiramente, não se comporta em conformidade (digo-o eu que sou uma optimista convicta), desconfio que mentimos a nós próprios tão sinceramente...seremos poetas?
Permitam-me então a liberdade poética:
O português é um pessimista
que mente tão sinceramente
Chega a fingir que é optimismo,
o optimismo que deveras sente.
que mente tão sinceramente
Chega a fingir que é optimismo,
o optimismo que deveras sente.


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