Vale a pena ler...
Joana Amaral Dias sobre o racismo das crianças portuguesas de acordo com um estudo realizado, no blogue Bicho Carpinteiro.
Sobre o que se lê no post, acrescento o seguinte:
Da mesma autora vale a pena ler um post sobre a comunidade chinesa em Portugal, também no blogue Bicho Carpinteiro.
Sobre o que se lê no post, acrescento o seguinte:
A escola reenvia-nos uma imagem da sociedade. Em pormenores tão simples como os exemplos de um problema de matemática ou na escolha dos textos numa aula de literatura. A Escola deve acompanhar a sociedade em que se integra sob pena de surgir um desfasamento entre a realidade circundante e a teórica que ela cria no nosso imaginário colectivo
E pior, sob pena de criar uma fractura social que mais cedo ou mais tarde todos pagamos.
Assim como é ridículo ensinar Português com textos que perpetuam os papéis tradicionais do homem e da mulher, é ultrapassado utilizar imagens duma sociedade etnicamente uniforme, ou onde a diferença é conotada com um qualquer exotismo redutor, quando se olha para uma sala de aula e não é isso que se vê.
Ensinar outras línguas, referir a história recente da chegada das novas comunidades, intergrar diversidade cultural na escola é mostrar o que passa à sua volta. E não ter medo de debater o racismo, não ter medo de abordar o tema, favorecer o debate proporcionar o diálogo. Tudo menos fingir que o problema não existe.
A exclusão subreptícia passa por aí, passa por afirmar indirectamente: a tua diferença não existe, como és diferente não existes ou não deverias existir. Não te encaixas nesta imagem de perfeição.
O problema, é que esta mensagem nem sequer é afirmada clara e frontalmente para poder ser refutada da mesma forma. São as mensagens subliminares as mais difíceis de combater.
Não cabe apenas à Escola desempenhar este papel. Naturalmente que ele começa em casa, nos valores de respeito que se transmitem ou não.
Existe outro domínio em que a imagem transmitida reflecte mais a de uma mentalidade que a real. Estou a pensar na publicidade.
Prima, regra geral sublinho, pelo perpetuar de papéis de um machismo primitivo e por uma exclusão gritante de vários grupos da sociedade. Se bem que, este é um sector que se rege pelas leis do mercado, seduzir a clientela potencial. A palavra chave é poder de compra. Basta ver o número crescente de produtos internacionais que utilizam figurantes asiáticos nos spots.
Da mesma autora vale a pena ler um post sobre a comunidade chinesa em Portugal, também no blogue Bicho Carpinteiro.


3 Comments:
Sofia,
Um grande Olá para ti.
- Só agora pude vir até aqui.
( e que bom! )
Irei com calma ler tudo o que lançaste... Há uma variedade de temas que requerem boa atenção. Até já... :-)))
Habitante!
Que bom voltáste!Aguardarei os teus comentários. Sofia:-)
Sofia! :-)
- sobre este assunto, para já, escrevo isto: Portugal nunca foi, na minha opinião, um país de acolhimento. Terá sido mais de passagem... parece-me.
Agora confronta-se ( confrontamo-nos ) com novas realidades.
É uma incógnita......
Mas o esforço deve partir de todos - isto para mim é claro.
[.......e delicado.....]
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